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A CIVILIZAÇÃO GRECO-ROMANA: O MUNDO GREGO

A CIVILIZAÇÃO GRECO-ROMANA: O MUNDO GREGO

A CIVILIZAÇÃO GRECO-ROMANA: O MUNDO GREGO

Gregos e romanos: entre inúmeras contribuições desses dois povos, destacam-se a democracia e a filosofia, dos gregos; a língua latina, a república e o direito, dos povos romanos. Não resta duvidas de que o legado da Grécia antiga para a moderna cultura ocidental tem um valor inestimável. Os gregos estabeleceram os fundamentos do moderno conceito de cidadania e lançaram as bases do pensamento cientifico e da arte ocidental, além da criação do teatro, literatura como paradigma para atualidade.

1.TEMPOS DE FORMAÇÃO.

O território ocupado pela Grécia antiga pode ser dividido em três partes: continental, chamada pelos gregos de Hélade, corresponde ao sul da península Balcânica; a insular, formada pelas ilhas do mar Egeu; e a asiática, ou Jônia, localizada na costa ocidental da Ásia Menor (atual Turquia). A Grécia antiga não chegou a formar um Estado unificado, seu território era ocupado por varias cidades autônomas, cada qual com sua própria organização social, religiosa, politica e econômica, as cidades eram chamadas de pólis e consideradas Cidades-Estados. As principais Cidades-Estados gregas que se destacaram nesse período foram: Esparta, Atenas, Tebas e Corinto.

A polis era constituída por um núcleo principal, algumas vilas e áreas agrícolas. No núcleo principal ficavam a acrópole (centro religioso e fortaleça militar), a ágora (praça central) e o asti (espécie de mercado). A história da Grécia antiga se estende por quase dois milênios. O historiadores costumam dividi-la em períodos distintos:

Pré-homérico (século XX- XII a.C.);

Homérico (séculos XII – VIII a.C.);

Arcaico (séculos VIII – VI a.C.);

Período Clássico (V – IV a.C.).

Em meados do século IV a.C., o território grego foi dominado pelos macedônios, que assimilaram e difundiram a cultura grega em todo o Oriente. A esse período deu-se o nome de Helenístico. Mais tarde, a Grécia seria incorporada ao império romano.

2. PERÍODOS PRÉ-HOMÉRICOS.

A população da Grécia antiga formou-se a partir do encontro de quatro povos de origem indo-europeia (provenientes da Ásia central): Aqueus, jônios, eólios e dórios. Os primeiros a chegar à península balcânica, no inicio do segundo milênio a.C., foram os aqueus. Depois, vieram os jônios e os eólios, que se espalharam por diferentes regiões da península, pelas ilhas do mar Egeu e pelo litoral da Ásia Menor. Os aqueus instalaram-se ao sul, numa região com terras férteis, chamada Peloponeso. Sua principal cidade era Micenas, que estabeleceu um intenso intercambio como os cretenses, povos que habitavam a ilha de Creta, no mar Egeu, desde o terceiro milênio a.C.

A sociedade cretense, conhecida também como egeia ou minoica, concentrava grandes poder e riquezas adquiridos graças às atividades marítimas e comerciais. Seus navios percorriam todo o mar mediterrâneo, mantendo contato com vários povos, entre eles os egípcios e os fenícios. Do convívio com os cretenses, os aqueus puderam assimilar, entre outras coisas, a metalurgia do bronze, o uso da escrita e a arte de navegar. Partindo de Micenas, por volta de 1400 a.C., os aqueus iniciaram um processo de expansão, conquistando Creta e dominando em pouco tempo toda a região do mar Egeu e do mar Negro. Um dos episódios mais conhecidos do período da expansão micênica foi a guerra com a cidade de Troia, por volta de 1200 a.C.

O predomínio dos aqueus perdurou até 1100 a.C., quando ocorreu a invasão dos dórios, ultimo povo de origem indo-europeia a alcançar a região.

Atacando as cidades com suas armas de ferro, os dórios provocaram a fuga das populações locais, principalmente em direção ao interior do continente, processo que se tornou conhecido como a Primeira Diáspora Grega. Tendo subjugados os aqueus, parte dos dórios fixou-se no Peloponeso, onde mais tarde se formaria a cidade de Esparta. Outra parte ocupou varias ilhas do mar Egeu. Protegidos pelas condições geográficas, os territórios povoados por eólios e por jônios pouco sofreram com as invasões. A chegada e o domínio dos dórios marcaram o inicio do Período Homérico, uma nova fase na história da Grécia antiga.

3. TEMPOS HOMÉRICOS.

Durante muito tempo, as únicas informações sobre o período posterior à invasão dos dórios na Grécia antiga provinham dos poemas épicos Ilíada e Odisseia, atribuídos a Homero. Daí denominar-se esse período de Homérico.

A invasão dória provocou significativa transformação no modo de vida dos gregos. A dispersão populacional resultou na diminuição e no enfraquecimento das atividades urbanas, como o comércio e o artesanato. A produção artística perdeu importância e a própria escrita deixou de ser utilizada. A principal organização social passou a ser o genos, uma espécie de clã ou grande família. Cada genos cultuava um antepassado comum, considerado herói ou descendente dos deuses.

No genos, a propriedade da terra era comunal, quase todos os membros estavam envolvidos nas atividades produtivas, que eram predominantemente agrícolas. O líder era o homem mais velho do clã; o poder transmitido do pai para o filho primogênito. Ao final de três séculos, a estrutura do genos acabou entrando em colapso. Houve escassez de alimentos advinda, entre outras razões, do aumento populacional e da pequena extensão de terras férteis para o cultivo. Essas dificuldades deram origem a uma serie de conflitos e disputas pelo direito de exploração das terras cultiváveis.

Como consequência, a terra comunal foi aos poucos, tornando-se propriedade privada. Isso gerou desigualdades sociais, pois as áreas maiores e mais férteis ficavam como s chamados eupátridas, os bem-nascidos, parentes mais próximos dos lideres dos genos. O grupo dos eupàtridas formou então uma espécie de aristocracia da terra. No fim do período homérico, por volta do século VIII a.C., a economia da região voltou a crescer. Lentamente, a utilização da moeda, a difusão da metalurgia do ferro e o desenvolvimento da escrita, a partir do alfabeto dos fenícios, colaboraram para consolidar as mudanças. As cidades ressurgiram e o desenvolvimento da navegação permitiu a colonização de terras distantes, configurando a segunda diáspora Grega motivada em grande parte pelo crescimento populacional e pelas transformações nos genos. Isso incrementou as atividades comerciais e o surgimento de outras cidades semelhantes á pólis.

4.PERIODO ARCAICO.

A intensidade das atividades econômicas possibilitou o fortalecimento de alguns grupos sociais ligados às atividades urbanas, como comerciantes e artesãos. Por sua vez, um grande número de camponeses empobreceu em virtude da concorrência dos produtos vindos das colônias. Alguns deles perderam suas terras e muitos chegaram a se tornarem escravos por causa de dívidas. A Grécia passou então por um período de conflitos sociais que provocaram enormes mudanças na organização da sociedade.

Muitas das cidades gregas, governadas até esse momento por soberanos, aboliram a monarquia (palavra grega que significa “governo de um”), substituindo-os por uma pequena elite governante, a aristocracia (governo de alguns). Em algumas cidades, a continuidade das tensões, ocasionadas pelo aumento do poder econômico dos grupos privilegiados, conduziria a uma completa reformulação das relações sociais. Em Atenas, por exemplo, surgiu a democracia, que significa “governo da maioria”.

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