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Antigo Regime

Antigo Regime

O absolutismo constituiu-se pelo capitalismo comercial, pela política mercantilista, pela sociedade estratificada e pelo sistema colonial. Portanto, o absolutismo deve ser compreendido como a manifestação do poder político dentro do Antigo Regime. Nesse sentido, define-se o absolutismo como um sistema político e administrativo que se estabeleceu nos países da Europa (séculos XVI ao XVIII).

  1. Características do Absolutismo:

Com a derrocada do poder da igreja no final da Idade Média (séculos XIV e XV), ocorre uma forte centralização do poder nas mãos dos reis. A burguesia comercial influenciou neste processo, apoiando politicamente e financeiramente as monarquias, ou seja, os reis, que em troca, criaram um sistema administrativo eficiente, unificando moedas e impostos e melhorando a segurança dentro de seus reinos. Dessa forma, os reis passavam a concentrar praticamente todos os poderes que sustentavam as relações sociais. Soberano do Estado absoluto definia e aprovava a política da sociedade. Criava leis, normas, impostos, taxas e outras obrigações de acordo com seus interesses econômicos, políticos e religioso e social, tinha legitimidade, até mesmo para controlar o clero em algumas regiões – O direito divino dos reis.

  1. Uma sociedade estamental:

Estamento são grupos sociais definidos por relações de privilégios e de honra, por laços de sangue e por estilo especifico de vida, também conhecidos como ordens, eram chamados de estados – daí a expressão de Estados Gerais. A sociedade estamental, portanto, não oferecia possibilidade de mobilidade social – exemplo, privilégios vitalícios sem mudança nas classes sociais. A sociedade estamental constituiu-se de três grandes estados:

 O primeiro Estado era o clero - O alto clero, formado por bispos, arcebispos e cardeais, administravam as terras e os bens da igreja e recebiam doações dos seus fieis seguidores.

 O segundo Estado era a nobreza – Viviam em função da terra e da exploração do trabalho dos camponeses.

 O terceiro Estado – Composto por todos os outros seguimentos da sociedade, profissionais especializados, trabalhadores assalariados e pelos camponeses – incluía os marginalizados.

As duas primeiras ordens constituíam uma parcela minoritária entre a população, no entanto eram detentoras do poder, o terceiro estado não tinha poder de decisão na vida publica e eram desprovidos dos privilégios e direitos gozados pelas classes dominantes, que ficam dispensados ate mesmo de pagar os impostos ao rei absolutista.

3. Transição - feudalismo x capitalismo:

O mercantilismo foi a principal política econômica adotada na Europa durante o regime absolutista, no entanto certas praticas do sistema feudal ainda resistiram na relação de trabalho que caminhava para um sistema capitalista. O estado absolutista interferia muito na economia dos países, pois seu objetivo principal era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico, através do acúmulo de riquezas que provinham dos ganhos com o comércio local e internacional, bem como o tráfico de escravos, e com a exploração dos sistemas coloniais.

Essa época do capitalismo comercial ou mercantil possibilitou a acumulação primitiva do capital, ou seja, a burguesia e os reis conseguiram concentrar enormes riquezas, que foram investidas posteriormente na produção fabril e na difusão do trabalha assalariado. Os bancos passaram a financiar a manufatura e grandes fabricas – industrialismo. Os governantes (reis) passaram a criar leis para regulamentar à economia, a burguesia passou a questionar o monopólio econômico do estado instigando o desenvolvimento de uma nova doutrina politico e econômica – o liberalismo.

4. O surgimento do Barroco.

Diferente da atmosfera cultural criada na Europa pela Reforma Protestante, a Igreja Católica (Contra-Reforma) atribuiu um papel especial às artes. Para ela a representação artística agia diretamente sobre as emoções dos seus fiéis, fortalecendo a fé e favorecendo sua propagação.

A igreja então procurou implantar nas artes um estilo (Barroco) que causasse impacto e comovesse o espectador – os fiéis. Essas tendências forma estimuladas pela Igreja e pelo ambiente cultural criado pelas divergências religiosas. O Barroco aumentava a dramatização das obras e de suas representações difundindo cenas do cristianismo pregadas pelas suas doutrinas, assim expressava-se de todas as formas de manifestações artísticas, incluindo o teatro, a música e a literatura. Dessa forma, o estilo da contrarreforma, o barroco, foi empregado (onde a Igreja Católica mantinha-se forte) na construção de palácios e na decoração de seus interiores, na estatuária, na pintura e, sobretudo na construção e decoração de Igrejas.

DIFERENÇAS: ENTRE O RENASCIMENTO E O BARROCO

O renascimento (século XV e XVI):

O renascimento (século XV e XVI) um estilo frio e estático, teve como berço Itália, baseou-se no classicismo (antiguidade clássica), sem o copiar, reinterpretando-o numa compreensão humanista, racionalista e naturalista. Deus deixou de ser o centro do universo. Valorizava-se o antropocentrismo, uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o Homem - "o Homem no centro das atenções". Na Escultura procurava-se a articulação de uma lógica racional e proporções rigorosas – cânones. Na pintura procuraram um método preciso de medidas, criaram novas fórmulas para as perspectivas. Na arquitetura as colunas tomaram o lugar dos pilares. A palavra de ordem na arquitetura passa a ser ‘rigor’, dando valores exatos às medidas principais dos edifícios. A arquitetura abandona o linearismo gótico e recupera o arco redondo e a cúpula.

Os nomes significativos da arte Renascentista foram:

 Donatello;

 Leone Alberti;

 Botticelli;

 Leonardo da Vinci;

 Michelangelo;

 Rafael.

O Barroco (séculos XVII a XVIII):

O Barroco (séculos XVII a XVIII), também nasceu em Itália, paralelamente à contrarreforma do catolicismo. O significado etimológico da palavra é ‘grotesco’, retorcido, irregular. A palavra de ordem é ser o mais pitoresco possível. A religiosidade é manifesta de forma grandiosamente dramática e drástica, não atingiu muito os países da reforma como Inglaterra, Holanda, Suécia, entre outros. Procurava-se atingir o esplendor no momento das liturgias com a decoração interna das igrejas. Foi uma reação contra os estilos anteriores, o Barroco procurava surpreender, maravilhar e emocionar o observador. O seu objetivo é o contraste e o exagero. Há grande teatralidade, dinamismo, urgência, subjetividade, apelo emocional, passionalidade e conflitos nas obras. Do ponto de vista técnico, há o uso recorrente a curvas, diagonais, jogos de luz e texturas. No barroco a harmonia individual pode ser sacrificada em nome da produção total.

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