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Bárbaros e Francos

  A história da França, separada do Império Carolíngio, teve início em 843, com Carlos, o Calvo. Seu reinado foi perturbado por ataques vikings e guerras contra estados vizinhos. Nele foi determinado o princípio da hereditariedade dos feudos, que legitimou o sistema feudal;

Bárbaros e Francos

 

A Alta Idade Média: as invasões bárbaras e o Reino dos Francos

 

à Reinos Bárbaros

ü  No século V, formaram-se os reinos bárbaros dos vândalos, visigodos, burgúndios e anglo-saxões no antigo Império Romano do Ocidente;

 

ü  As atividades manufatureiras e comerciais, que diminuíram no final do Império Romano, desorganizaram-se ainda mais com a entrada dos bárbaros. Esses povos acrescentaram elementos à cultura romana, dando origem à cultura da Europa ocidental;

 

ü  Os povos germânicos viviam da agricultura e do pastoreio, feitos por mulheres e escravos. Os homens livres caçavam, pescavam e guerreavam;

 

ü  A distribuição das terras entre os germânicos era uma combinação de propriedade privada e coletiva. As terras coletivas destinavam-se à pastagem e à caça;

 

ü  Camponeses livres foram dominados por chefes germânicos e passaram a trabalhar nas terras deles, criando as bases da economia feudal;

 

ü  A sociedade germânica baseava-se na família e seu chefe dominava a esposa, os filhos e os escravos. As famílias agrupavam-se em tribos, que eram independentes entre si e reuniam-se em épocas de guerra;

 

ü  Os guerreiros obedeciam aos chefes e estes estabeleciam uma relação de reciprocidade com outros chefes. Quem quebrasse essa regra era punido. Essa organização influenciou a formação do feudalismo;

ü  Na religião germânica eram adoradas as forças da natureza. O deus maior era Odin ou Votan, deus da guerra. O paraíso chamava-se Valhala;

 

ü  Os vândalos fixaram-se no norte da África, tomando Cartago em 439 e, depois, as ilhas do Mediterrâneo. Saquearam Roma em 455 e perseguiram os cristãos. Entre 534 e 535, foram conquistados pelo Império Bizantino e, pouco depois, os árabes tornaram a região;

 

ü  Em 493, sob a chefia de Teodorico, os ostrogodos venceram Odoacro, rei dos hérulos, e ocuparam a Itália como aliados do Império Romano do Oriente. Teodorico tentou conciliar godos e romanos, mas após sua morte, a Itália foi invadida pelo Império Bizantino e pelos lombardos;

 

ü  Em 419, a península Ibérica e a Gália foram ocupadas pelos visigodos. Em 507, perderam a Gália para os francos e o sul da península Ibérica para os bizantinos. O reino dos visigodos ficou reduzido aos territórios que hoje correspondem a Portugal e Espanha;

 

ü  Com a ocupação árabe na península Ibérica, em 711, os visigodos foram para as regiões montanhosas onde organizaram-se em reinos e prepararam a reconquista;

 

ü  Os burgúndios fixaram-se no vale do rio Ródano e seu rei Gondebaldo empenhou-se para que eles assimilassem os costumes romanos. Esse reino desapareceu em 534, ao ser conquistado pelos francos;

 

ü  Os bretões, habitantes da Britânia, eram ameaçados por povos do norte e pelos irlandeses. Durante as invasões bárbaras da Europa, as legiões romanas abandonaram a Britânia;

 

ü  Os germânicos expulsaram os bretões, que foram para o País de Gales e para a Armória, na França. A Inglaterra foi formada pelos vários reinos germânicos na Britânia;

 

ü  Entre 866 e 1013, povos vikings ocuparam parte da ilha e conquistaram Londres. Os saxões reagiram mas não conseguiram impor seu domínio;

 

ü  O rei Canuto (1016-1035) instalou na Inglaterra a base do império marítimo dos vikings, dividiu o reino em ducados, que distribuiu entre seus companheiros e os próprios saxões.

 

à Reino dos Francos

ü  Os francos viviam nas margens do rio Reno e, no século V, entraram na Gália. No final desse século, os reis da dinastia Merovíngia ampliaram o Reino Franco. Durante a dinastia Carolíngia (final do século VIII), o Reino Franco tornou-se o mais poderoso da Europa ocidental;

ü  A história desse povo foi marcada por disputas entre a realeza e os nobres, enfraquecendo os reis e fazendo emergir os senhores feudais;

 

ü  Clóvis (481-511) fundou o Reino Franco, anexando terras dos romanos e dos bárbaros. Converteu-se ao cristianismo e aproveitou a organização administrativa dos bispados;

ü  A economia do Reino Franco baseava-se nos feudos e a administração era exercida por funcionários nomeados pelo rei. Com a morte de Clóvis, o reino foi dividido entre seus quatro filhos, que anexaram o Reino Burgúndio em 534 e dominaram partes da Germânia;

ü  Clotário, filho de Clóvis, reunificou o reino, mas após sua morte houve nova divisão. No final do século VI, o reino estava dividido em três;

 

ü  Nova reunificação ocorreu com Clotário II (613-629). Os reinos mantinham certa independência e eram supervisionados pelos prefeitos do palácio, nobres que assumiram as funções administrativas do rei;

 

ü  Em 679, o prefeito do Reino da Austrásia (Pepino de Heristal) afastou os demais e assumiu o poder. Seu filho Carlos Martel venceu os mulçumanos e tornou-se o novo prefeito do palácio. Com a morte deste, a administração foi dividida entre seus dois filhos. Um deles – Carlomano – retirou-se para um convento e o poder ficou com Pepino, o Breve;

 

ü  Com o apoio do papa, Pepino destronou Childerico III em 751 e tornou-se o novo rei, iniciando a dinastia carolíngia. Em seu reinado, a Igreja recebeu o Patrimônio de São Pedro;

 

ü  Em 768, Pepino dividiu o reino entre seus filhos Carlomano e Carlos Magno. O primeiro morreu em 771, deixando o governo para o irmão. No reinado de Carlos Magno, o reino anexou territórios italianos e a Baviera, dominou e converteu os saxões e conteve os muçulmanos nos Pireneus;

 

ü  O papa Leão III, ameaçado de morte por seus inimigos, aliou-se a Carlos Magno e, em 800, o coroou imperador do Império Romano do Ocidente. O Império dividia-se em 200 condados, administrados por condes auxiliados por bispos. Carlos Magno obrigou os condes a prestar-lhe um juramento de fidelidade e criou leis administrativas;

 

ü  Dentro do Império, ele tinha a mesma autoridade do papa, indicando bispos e abades. Estado e Igreja estavam unidos na pessoa do imperador;

 

ü  A economia do Império era agrícola, mas a segurança militar estabeleceu as bases de um comércio com o norte da Europa;

 

ü  O Império promoveu a alfabetização dos nobres e a tradução de obras romanas e gregas, o que foi fundamental para a preservação da cultura clássica na Idade Média. As atividades culturais do período fizeram com que ele ficasse conhecido como Renascimento Carolíngio.

 

ü  Luís, o Piedoso, governou depois da morte de Carlos Magno (814-840). Seus herdeiros dividiram o Império, que deveria ser governado apenas pelo mais velho, Lotário;

 

Em 843, pelo Tratado de Verdun, o Império dividiu-se em três reinos. Carlos ficou com a França Ocidental, Luís com a França Oriental e Lotário com a França Central e o título de imperador;

 

  A história da França, separada do Império Carolíngio, teve início em 843, com Carlos, o Calvo. Seu reinado foi perturbado por ataques vikings e guerras contra estados vizinhos. Nele foi determinado o princípio da hereditariedade dos feudos, que legitimou o sistema feudal;

 

Durante a disputa entre os herdeiros do trono, os normandos invadiram e devastaram o país. O poder real enfraqueceu-se e a nobreza enfrentou os normandos em seus feudos. No século X, os senhores feudais da França e do Reino Germânico (França Oriental) já exerciam o poder político.

 

 

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