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Lista de Exercícios Baixa Idade Média - UNICAMP

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Lista de Exercícios Baixa Idade Média - UNICAMP

 

1. (Unicamp 2021)  Segundos os historiadores, pela primeira vez, uma potência europeia desenvolveu um projeto planetário que abrangia quatro continentes, a fim de assentar as pretensões universais da monarquia. Para isso, os juristas espanhóis invocaram a noção de extensão geográfica sem precedentes de suas possessões. Com a monarquia católica surgiram a primeira economia mundial e um regime capitalista e comercial intercontinental.

 

(Adaptado de Serge Gruzinski, “Babel no século XVI. A mundialização e Globalização das Línguas”, em Eddy Stols, Iris Kantor, Werner Thomas e Júnia Furtado (orgs.), Um Mundo sobre Papel. São Paulo/Belo Horizonte: EDUSP/Editora UFMG, 2014, p. 385.)

 

 

Com base no texto do historiador Serge Gruzinski sobre as monarquias católicas, assinale a alternativa correta.

a) A noção de monarquia católica inclui Portugal, Espanha e Inglaterra, que colocaram em marcha um processo de expansão marítima planetário, calcado no trabalho assalariado dos indígenas.   

b) O projeto planetário da monarquia católica calcava-se na memória do Império Romano, sendo que Roma ambicionou estabelecer seu aparato burocrático ágil e repressivo nos quatro continentes.   

c) O projeto planetário da monarquia católica fundava-se em um corpo jurídico criado com argumentos teológicos, em uma burocracia exercida a distância e no trabalho compulsório.   

d) A monarquia católica expandiu seu projeto comercial baseado em estamentos feudais nos moldes das capitanias hereditárias implementadas na América, na África e na Ásia.   

 

 

Resposta:

 

[C]

 

O texto faz referência à formação dos Impérios Ultramarinos de Espanha e Portugal. Segundo o historiador Gruzinski, o apoio da Igreja Católica – na figura do Papa, legitimando a colonização –, a transferência da estrutura administrativa europeia para o além-mar – com a abertura de instituições nas Colônias que reproduziam a administração europeia nas Américas – e a adoção do trabalho compulsório/escravo – seja de africanos ou de indígenas – foram elementos fundamentais para o sucesso das Monarquias católicas ibéricas na colonização.

 

 

 

 

2. (Unicamp 2020)  O surgimento das primeiras universidades, nos séculos XII e XIII, marca um momento capital da história do Ocidente medieval. Em relação à época anterior, esse momento comportou elementos de continuidade e de ruptura. Os primeiros devem ser buscados na localização urbana das universidades, no conteúdo dos ensinamentos, no papel social dos homens de saber. Já os elementos de ruptura foram inicialmente de ordem institucional. No âmbito das instituições educativas, este sistema era novo e original. As comunidades autônomas dos mestres e dos estudantes eram protegidas pelas mais altas autoridades leigas e religiosas daquele tempo, permitindo tanto progressos no domínio dos métodos intelectuais e em sua difusão como uma inserção mais eficiente das pessoas de saber na sociedade da época.

 

(Adaptado de J. Verger, Cultura, ensino e sociedade no ocidente nos séculos XII e XIII. Bauru: EDUSC, 2001, p.189-190.)

 

 

Considerando o texto e seus conhecimentos sobre o período medieval, assinale a alternativa correta.

a) A Igreja Católica apoiava a estruturação das universidades medievais, que representavam o avanço das ciências e a superação de dogmas e das teorias teocêntricas.   

b) A organização institucional diferencia as universidades medievais das corporações de ofícios, visto que seu método de estudo estava calcado na escolástica, caracterizando o atraso do mundo medieval.   

c) Uma ruptura trazida pelas universidades medievais foi o início da atuação dos copistas nas bibliotecas, que copiavam sistematicamente a produção de autores latinos críticos aos dogmas religiosos.   

d) A institucionalização das universidades medievais era um dado novo no período; essas instituições se caracterizavam pelo apoio das autoridades de dentro e de fora da Igreja, e pela maior autonomia e inserção social de seus membros.   

 

 

Resposta:

 

[D]

 

O surgimento das primeiras universidades insere-se no contexto da Baixa Idade Média, onde já acontecia o movimento conhecido como Renascimento, que levou à busca pelo uso da racionalidade em detrimento do dogmatismo. Logo que surgiram as primeiras associações de estudantes e mestres (depois chamadas de universidades), as mesmas passaram a receber apoio da comunidade leiga e da comunidade católica. A Igreja, inclusive, assumiu o controle de algumas das recém surgidas instituições de ensino.

 

 

 

 

3. (Unicamp 2018)  A ideia de que a demanda de especiarias resultava da necessidade de disfarçar o gosto da carne e do peixe putrefatos é um dos grandes mitos da história da alimentação. Na Europa medieval, os alimentos frescos eram mais frescos que os atuais, pois provinham da produção local. Os alimentos em conserva mantinham-se em salga, curtição, dessecação ou gordura, assim como hoje em dia são enlatados, refrigerados, liofilizados ou embalados a vácuo. De qualquer forma, os aspectos determinantes do papel desempenhado pelas especiarias na gastronomia eram o gosto e a cultura. A cozinha muito temperada com especiarias era objeto de desejo por ser cara e por “condimentar” a posição social dos ricos e as aspirações de quem ambicionava sê-lo. Além disso, a moda gastronômica predominante na baixa Idade Média europeia imitava as receitas árabes, que exigiam sabores doces e ingredientes fragrantes: leite de amêndoa, extratos de flores aromáticas e outras iguarias orientais.

 

(Adaptado de Felipe Armesto-Fernández, 1492: o ano em que o mundo começou. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.27).

 

 

A partir do texto acima e de seus conhecimentos históricos:

 

a) defina o que são as especiarias e explique seu significado social na Europa medieval.

b) explique como era feito o comércio de especiarias na baixa Idade Média.  

 

 

Resposta:

 

a) Especiarias eram produtos típicos das Índias, em geral de origem vegetal, utilizadas, principalmente, como condimentos e remédios. Na sociedade da Europa Medieval, o consumo de especiarias conferia status social, uma vez que a compra de especiarias era dispendiosa.

b) Existiam dois caminhos para o comércio: um por terra, pela chamada Rota da Seda, com as especiarias saindo da Índia, passando pela China e chegando à Constantinopla pelo Mediterrâneo; e outra pelo mar, com os árabes trazendo as especiarias pelo Oceano Índico e pelo Mar Vermelho.

 

 

 

 

4. (Unicamp 2016)  “Uma categoria inferior de servidores que coexiste nas grandes casas com os domésticos livres são os escravos. Um recenseamento enumera em Gênova, em 1458, mais de 2 mil. As mulheres estão em uma proporção esmagadora (97,5%) e 40% não têm ainda 23 anos. São totalmente desamparadas; todos na casa a repreendem, todos batem nela (patrão, mãe, filhos crescidos) e os testemunhos de processos em que elas comparecem mostram-nas vivendo, frequentemente no temor de pancadas. Em Gênova e Veneza, a escrava-criada é essencial no prestígio das nobres e ricas matronas.

 

(Adaptado de Charles De la Roncière, “A vida privada dos notáveis toscanos no limiar da Renascença”, em Georges Duby (org.), História da vida privada - da Europa feudal à Renascença, vol 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 235-236.)

 

 

Sobre o trabalho nas cidades italianas do período em questão, podemos afirmar corretamente que:

a) O declínio da escravidão está ligado ao novo conceito antropocêntrico do ser humano e a uma nova dignidade da condição feminina no final da Idade Média.   

b) O trabalho servil era predominantemente feminino e concorria com o trabalho escravo. A escravidão diminuiu com essa concorrência, desdobrando-se no trabalho livre.   

c) Conviviam inúmeras formas de trabalho livre, semilivre e escravo no universo europeu e a sobreposição não era, em si, contraditória.   

d) O uso do castigo corporal igualava as escravas a outros trabalhadores e foi o motivo das rebeliões camponesas do período (jacqueries) e agitações urbanas.   

 

 

Resposta:

 

[C]

 

Como o texto enfatiza, uma gama de trabalhadores livres e escravos convivia nas cidades italianas, em especial nas chamadas casas grandes, as residências das famílias nobres.

 

 

 

 

5. (Unicamp 2015)  “Guerreiros a pé e cavaleiros fizeram um caminho através dos cadáveres. Mas tudo isso ainda era pouca coisa. Fomos ao Templo de Salomão, onde os sarracenos tinham o costume de celebrar seus cultos. O que se passou nestes lugares? Se dissermos a verdade, ultrapassaremos o limite do que é possível crer. Será suficiente dizer que, no Templo e no pórtico de Salomão, cavalgava-se em sangue até os joelhos dos cavaleiros e até o arreio dos cavalos. Justo e admirável julgamento de Deus, que quis que este lugar recebesse o sangue daqueles que blasfemaram contra Ele durante tanto tempo.”

 

Raymond d’Aguiller, Historia Francorum qui ceperunt Jerusalem. http://www.fordham.edu/halsall/source/raymond-cde.asp#jerusalem2. Acessado em 01/10/2014.

 

O texto acima se refere à Primeira Cruzada (1096-1099). Responda às questões abaixo.

a) Identifique um motivo econômico e um motivo político para o movimento das Cruzadas.

b) Que grupo social liderou esse movimento e como o cronista citado identifica o apoio de Deus ao empreendimento cruzadístico? 

 

 

Resposta:

 

a) Um objetivo ECONÔMICO: reestabelecer rotas de comércio com a Ásia;

Um objetivo POLÍTICO: recuperar o domínio da cidade de Jerusalém, então sob domínio muçulmano.

b) O grupo social que liderou esse movimento foi o dos SENHORES FEUDAIS. O cronista afirma que Deus estava ao lado dos cruzadistas, uma vez que os muçulmanos blasfemaram contra Ele e violaram Sua cidade sagrada (Jerusalém).

 

 

 

 

6. (Unicamp 2013)  Tradicionalmente, a vitória dos cristãos sobre os muçulmanos na Batalha de Covadonga, na região da Península Ibérica, em 722, foi considerada o início da chamada Reconquista. Mais do que um decisivo confronto bélico, Covadonga foi uma luta dos habitantes locais por sua autonomia. A aproximação ideológica desta vitória, feita mais tarde por clérigos das Astúrias, conferiu à batalha a importância de um fato transcendente, associado ao que se considerava a missão da monarquia numa Hispânia que tombara diante dos seus inimigos.

 

(Adaptado de R. Ramos, B. V. Sousa e N. Monteiro (orgs.), História de Portugal. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2009, p. 17-18.)

 

a) Explique o que foi a Reconquista.

b) De que maneiras a Batalha de Covadonga foi reutilizada no discurso histórico e político pelos clérigos das Astúrias?

 

 

Resposta:

 

a) Foi uma guerra empreendida pelos cristãos ibéricos contra os muçulmanos na Península Ibérica entre os séculos VIII e XV.

b) Foi associada à ideologia católica, a partir de uma missão divina e, portanto transcendente do rei de defender o cristianismo ameaçado pelos infiéis.

 

 

 

 

7. (Unicamp 2012)  Godrici de Finchale foi um mercador que viveu no século XI, na Baixa Idade Média, no leste da atual Inglaterra.

 

"Quando o rapaz, depois de ter passado os anos da infância sossegadamente em casa, chegou à idade varonil, principiou a aprender com cuidado e persistência o que ensina a experiência do mundo. Para isso decidiu não seguir a vida de lavrador, mas estudar, aprender e exercer os rudimentos de concepções mais sutis. Por esta razão, aspirando à profissão de mercador, começou a seguir o modo de vida do vendedor ambulante, aprendendo primeiro como ganhar em pequenos negócios e coisas de preço insignificante; e, então, sendo ainda um jovem, o seu espírito ousou pouco a pouco comprar, vender e ganhar com coisas de maior preço.”

 

(Adaptado de Reginald of Durnham, "Libellus de Vita et Miraculis S. Godrici", em Fernando Espinosa, Antologia de textos históricos medievais. 3ª ed., Lisboa: Sá da Costa Editora, 1981, p. 198.)

 

a) Segundo o texto, o ofício de mercador exigia uma preparação diferente daquela do lavrador. Quais eram as diferenças entre esses dois ofícios?

b) Cite duas características do renascimento comercial e urbano ocorrido no final do período medieval.

 

 

Resposta:

 

a) O ofício de lavrador era o ofício tradicional, da maioria dos trabalhadores, pois a economia feudal era essencialmente agrária, que demandava conhecimento de técnicas agrícolas básicas, assim como sobre a terra e os períodos de chuva ou de estiagem. O ofício de mercador era uma exceção. Considera-se que a partir do século XI ele passou a se desenvolver, parte das transformações que caracterizaram a Baixa Idade Média. O mercador deveria ter conhecimento sobre moedas, sistema de pesos e medidas e as necessidades do pequeno mercado que se formava.

 

b) Durante a Baixa Idade Média houve a grande expansão do comércio na Europa, parte dele de produtos oriundos do oriente através de mercadores italianos, principalmente a partir das cruzadas. A intensidade do comércio foi fundamental para o desenvolvimento urbano e para a formação da classe burguesa. Nas cidades, além do comércio, a produção artesanal também conheceu grande desenvolvimento.

É importante ressaltar que, apesar do desenvolvimento urbano e comercial, essa situação era uma exceção, pois ainda predominavam as relações feudais.

 

 

 

 

8. (Unicamp 2011)  No início do século XIV, o inquisidor Bernardo Guy escreveu um Manual do Inquisidor, no qual descrevia como se ingressava na seita herética que ficou conhecida pelo nome de pseudoapóstolos: “Perante algum altar, na presença de membros da seita, o candidato se despe de suas roupas, como sinal de renúncia a tudo que possui, para seguir com perfeição a pobreza evangélica. Também se exige que ele prometa não obedecer a nenhum mortal, mas só a Deus, como se fosse um apóstolo sujeito apenas a Cristo e a ninguém mais.”

 

(Adaptado de Nachman Falbel, Heresias medievais. São Paulo: Perspectiva, 1977, p. 66.)

 

a) Por quais razões essa heresia era uma ameaça para a Igreja do período?

b) Caracterize a relação entre o poder religioso e o poder temporal na baixa Idade Média.

 

 

Resposta:

 

a) Por que colocava o indivíduo em contato direto com Deus e, portanto, desprezava a importância da Igreja Católica. Segundo a instituição religiosa, a Igreja era a formada pelos representantes de Deus na terra e a única que poderia guiar e salvar os homens.

 

b) A baixa idade média é um período caracterizado por transformações, época das cruzadas e do renascimento comercial e urbano. Para a maioria dos autores, esse período coincide com a formação das monarquias nacionais, quando o poder real tendeu a se fortalecer, o que implicou em perda do espaço por parte da Igreja Católica. Ao mesmo tempo, as relações entre reis e papas se redefiniram, pois a Igreja e a religião foram importantes instrumentos dos governantes para reforçar seu poder e isso pode ser entendido como um equilíbrio entre os poderes temporal e religioso.

 

 

 

 

9. (Unicamp 2010)  Até o século XII, a mulher era desprezada por ser considerada incapaz para o manejo de armas; vivendo num ambiente guerreiro, não se lhe atribuía outra função além de procriar. A sua situação não era mais favorável do ponto de vista espiritual; a Igreja não perdoava Eva por ter levado a humanidade à perdição e continuava a ver em suas descendentes os acólitos lúbricos do demônio.

 

(Adaptado de Pierre Bonassie, Amor cortês, em Dicionário de História Medieval. Lisboa: Publicações D. Quixote, 1985, p. 29-30.)

 

a) Identifique no texto as razões para a mulher ser considerada inferior na sociedade medieval.

b) Quais características da sociedade medieval configuraram um “ambiente guerreiro” até o século XII?

 

 

Resposta:

 

a) De acordo com o texto, a mulher era inferiorizada por ser considerada incapaz no manejo de armas e por ser considerada herdeira de Eva, responsável pela perdição da humanidade, o que na perspectiva da religiosidade medieval, tornava-a naturalmente pecadora.

 

b) As guerras medievais estavam associadas a diversos motivos, quais sejam, as disputas territoriais, saques, questões políticas e religiosas, rivalidades familiares e aumento de poder. Pode-se destacar as guerras contra os invasores bárbaros, as disputas por feudos e as Cruzadas, batalhas entre cristãos e muçulmanos.

 

As guerras eram tão importantes na sociedade medieval que a nobreza militarizada, principalmente a cavalaria, tinha uma posição de destaque nos feudos e reinos. Os guerreiros possuíam grande importância e prestígio social e econômico e preparavam-se desde a infância para serem eficientes, leais e corajosos. As relações de vassalagem e suserania mobilizavam grandes contingentes de cavaleiros e guerreiros para as guerras.

 

 

 

 

10. (Unicamp 2010)  A partir do século IX, aumentou a circulação da ciência e da filosofia vindas de Bagdá, o centro da cultura islâmica, em direção ao reino muçulmano instalado no Sul da Espanha. No século XII, apesar das divisões políticas e das guerras entre cristãos e mouros que marcavam a península ibérica, essa corrente de conhecimento virou um rio caudaloso, criando uma base que, mais tarde, constituiria as fundações do Renascimento no mundo cristão. Foi dessa maneira que o Ocidente adquiriu o conhecimento dos antigos. No quadro pintado pelo italiano Rafael, A escola de Atenas (1509), o pintor daria a Averróis, sábio muçulmano da Andaluzia, um lugar de honra, logo atrás do grego Aristóteles, cuja obra Averróis havia comentado e divulgado.

 

(Adaptado de David Levering Lewis, God’s Crucible: Islam and the Making of Europe, 570-1215. New York: W. W. Norton, 2008, p. 368-69, 376-77.)

 

a) Identifique no texto dois aspectos da relação entre cristãos e muçulmanos na Europa medieval.

b) Relacione as características do Renascimento cultural europeu à redescoberta dos valores da Antiguidade clássica.

 

 

Resposta:

 

a) De acordo com o texto, pode-se considerar como aspectos da relação entre cristãos e muçulmanos na Idade Média, a transmissão conhecimentos da antiguidade clássica dos muçulmanos ao ocidente cristão e presença islâmica na península ibérica deu origem à guerra da Reconquista.

 

b) O Renascimento é assim chamado em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica durante a passagem da Idade Média para a Idade Moderna, destacando-se o racionalismo, o antropocentrismo, o individualismo e o naturalismo.

 

 

 

 

11. (Unicamp 2009)  Os motivos que levaram Colombo a empreender a sua viagem evidenciam a complexidade da personagem. A principal força que o moveu nada tinha de moderna: tratava-se de um projeto religioso, dissimulado pelo tema do ouro. O grande motivo de Colombo era defender a religião cristã em todas as partes do mundo. Graças às suas viagens, ele esperava obter fundos para financiar uma nova cruzada.

            (Adaptado de Tzvetan Todorov, Viajantes e Indígenas, em Eugenio Garin. "O Homem Renascentista". Lisboa: Editorial Presença, 1991, 233.)

 

a) Segundo o texto, quais foram os objetivos da viagem de Colombo?

b) O que foram as cruzadas na Idade Média?

 

 

Resposta:

 

a) De acordo com o texto, Colombo pretendia obter recursos para organizar uma nova Cruzada, evidenciado a finalidades religiosas no seu ímpeto para as suas viagens.

 

b) Expedições militares organizadas pelos cristãos da Europa Ocidental contra os mulçumanos do Oriente Próximo, considerados infiéis, sob o pretexto da reconquista de Jerusalém, a Terra Santa para a Cristandade.

 

 

 

 

12. (Unicamp 2008)  Em 1478, o Papa Sisto IV assinou uma bula, através da qual fundou uma nova Inquisição na Espanha. Redigida como resposta às petições dos Reis católicos, essa bula atribuía a difusão das crenças e dos ritos judaicos entre cristãos-novos de Castela e Aragão à tolerância dos bispos e autorizava os reis a nomear três inquisidores para cada uma das cidades ou dioceses dos reinos. Esse poder concedido aos príncipes era até então reservado ao Papa.

            (Adaptado de Francisco Bethencourt, "História das Inquisições. Portugal, Espanha e Itália". Lisboa: Círculo de Leitores, 1994, p. 17.)

 

a) A partir do texto, identifique os aspectos que definem a novidade da Inquisição fundada pelo papa Sisto IV.

b) Quais as mudanças vividas pelos judeus na Espanha entre os séculos XV e XVI?

 

 

Resposta:

 

a) A novidade foi a transferência do poder de nomeação dos inquisidores para os reis católicos, o que antes era restrito aos papas. Esse fato evidencia o fortalecimento dos laços entre a Coroa espanhola e a Igreja, além do fortalecimento da monarquia espanhola.

 

b) A partir de 1492, tornou-se obrigatória, na Espanha, a conversão dos judeus ao cristianismo. Muitos, para escapar das eventuais perseguições, fugiram para outras regiões europeias. Outros, adotaram a fé cristã, originando os chamados "cristãos-novos".

 

 

 

 

13. (Unicamp 2008)      "Em 1348 a peste negra invadiu a França e, dali para a frente, nada mais seria como antes. Uma terrível mortalidade atingiu o reino. A escassez de mão de obra desorganizou as relações sociais e de trabalho. Os trabalhadores que restaram aumentaram suas exigências. Um rogo foi dirigido a Deus, e também aos homens incumbidos de preservar Sua ordem na Terra. Mas foi preciso entender que nem a Igreja nem o rei podiam fazer coisa alguma. Não era isso uma prova de que nada valiam? De que o pecado dos governantes recaía sobre a população? Quando o historiador começa a encontrar tantas maldições contra os príncipes, novas formas de devoção e tantos feiticeiros sendo perseguidos, é porque de repente começou a se estender o império da dúvida e do desvio."

            (Adaptado de Georges Duby, "A Idade Média na França (987-1460): de Hugo Capeto a Joana D'arc". Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992, p. 256-258.)

 

a) A partir do texto, identifique de que maneira a peste negra repercutiu na sociedade da Europa medieval, em seus aspectos econômico e religioso.

b) Indique características da organização social da Europa medieval que refletiam a ordem de Deus na Terra.

 

 

Resposta:

 

a) A peste negra insere-se no contexto da crise do século XIV e é considerada uma manifestação do esgotamento do sistema feudal. Quanto ao aspecto econômico, as altas taxas de mortalidade ocasionaram a escassez de mão de obra, levando à superexploração dos servos pelos senhores feudais e às consequentes revoltas camponesas, destacando-se as "jacqueries", além de mudanças nas relações de trabalho. Tais eventos acabaram por gerar a crise do trabalho servil.

Outro efeito da mortalidade foi a redução do mercado em um contexto de retomada do comércio que, juntamente à paralisação das rotas terrestres, em decorrência particularmente da Guerra dos Cem Anos, estimularam a Expansão Marítima e Comercial Europeia.

Quanto ao aspecto religioso, a peste serviu de argumento para perseguições aos grupos considerados heréticos, culpados de atrair a ira divina, em razão de as interpretações sobre a peste estarem inseridas à mentalidade medieval marcada pelo cristianismo.

 

b) A concepção de sociedade, na Europa medieval, era determinada pela Igreja e fundamentada no teocentrismo. Assim sendo,  a sociedade era estratificada, composta de três ordens: o clero, os que rezam; a nobreza, os que combatem; e os camponeses, os que trabalham.

 

 

 

 

14. (Unicamp 2007)  Podemos ver nas heresias dos séculos XII e XIII uma tentativa de apontar os erros e os desvios da Igreja, como sua intervenção no poder secular à custa de sua missão espiritual. A natureza da sociedade feudal cristã conduzia à visão da heresia como quebra da ordem divina e social. A heresia era uma falta grave, equivalente, no plano religioso, à quebra de um juramento entre um vassalo e seu senhor, de tal modo que infidelidade religiosa e social se confundem.

            (Adaptado de Nachman Falbel, "Heresias medievais". São Paulo: Perspectiva. 1977, p. 13-15.)

 

a) Identifique no texto duas características das heresias dos séculos XII e XIII.

b) Como a Igreja reprimia as heresias na Idade Média?

c) Como as reformas religiosas do século XVI contestaram a autoridade da Igreja?

 

 

Resposta:

 

a) Negação da autoridade papal e condenação da vida mundana do clero secular.

 

b) Através dos Tribunais de Inquisição e  recorrendo à excomunhão.

 

c) Não reconhecendo o Papa como representante de Deus na Terra e contestando a interferência da Igreja em questões políticas dos Estados nacionais.

 

 

 

 

15. (Unicamp 2006)      A legitimidade dos reis lusitanos se confundia com o bem comum desde o século XIV, quando vingou o princípio de que os reis não são proprietários de seus reinos, mas sim seus defensores, acrescentadores e administradores. O Novo Mundo parecia assistir à erosão do bem comum. A distância que separava a América portuguesa da sede do reino tornou a colônia um lugar de desproteção. A lonjura em relação ao "bafo do rei" facilitava a usurpação de direitos dos súditos pelas autoridades consideradas venais e despóticas.

            (Adaptado de Luciano Figueiredo, "Narrativas das rebeliões linguagem política e ideias radicais na América portuguesa moderna". "Revista USP", 57. São Paulo: USP, mar-mai, 2003, p. 10-11.)

 

a) Segundo o texto, que mudança se observa no século XIV com relação à legitimidade do rei lusitano? Por que essa legitimidade esteve ameaçada na América portuguesa?

b) Na América portuguesa, houve várias revoltas de colonos. Cite uma delas e o que os revoltosos defendiam?

 

 

Resposta:

 

a) A partir da Revolução de Avis (1383-85), a monarquia portuguesa passou a se orientar pelo princípio de que o reis deveriam representar os interesses do povo, sobretudo os da burguesia, diferentemente das concepções feudais de propriedade e hereditariedade dos reinos. No Brasil (América Portuguesa), a distância em relação metrópole e a grande extensão territorial, favoreceram o exercício do poder local, dissociado das determinações metropolitanas.

 

b) Podem ser mencionadas:

- A Revolta de Beckman no Maranhão (1684) contra os jesuítas por protegerem os indígenas da escravização e contra o monopólio da Cia. de Comércio do Maranhão sobre a introdução e o comércio de escravos africanos;

- A Guerra dos Emboabas (1708-1709), conflito entre paulistas e forasteiros em torno da disputa das jazidas auríferas de Minas Gerais

 

 

 

 

16. (Unicamp 2005)  A igreja era, com frequência, o único edifício de pedra em toda a redondeza era a única grande construção em muitas léguas e seu campanário era um ponto de referência. Aos domingos e durante o culto, todos os habitantes podiam encontrar-se ali, e o contraste entre o edifício grandioso, com suas pinturas, talhas e esculturas, e as casas humildes em que as pessoas viviam, era esmagador. (Adaptado de E.H. Gombrich, "História da Arte". Rio de Janeiro: LTC Editora, 1993, p. 126).

 

a) Baseado no texto, indique três características do edifício da igreja na cidade medieval.

b) Identifique as formas de divulgação da fé católica durante a Idade Média.

 

 

Resposta:

 

a) De acordo com o que pede a questão, trata-se de igrejas em estilo gótico, caracterizado, pela verticalização da construção, pela existência de grandes vitrais coloridos e inúmeras esculturas tanto no interior como na fachada dos edifícios, particularmente pelo uso do arco ogival nas janelas, nos nichos decorativos e nos portais.

 

b) As inúmeras imagens no interior das igrejas tinham finalidade didática, pois serviam como instrumento de evangelização. A produção cultural monástica, as ordens de cavaleiros e atuação das Cruzadas, também constituíam meios de divulgação da fé católica.

 

 

 

 

17. (Unicamp 2004)  Nas entradas de muitas cidades da Liga Hanseática, estava escrito: "O ar da cidade liberta",

a) O que foi a Liga Hanseática?

b) Quais fatores impulsionaram o renascimento urbano europeu a partir do século XI?

c) Por que as cidades, naquele momento, eram concebidas como espaço da liberdade?

 

 

Resposta:

 

a) A Liga Hanseática congregava poderosos comerciantes de aproximadamente de 80 cidades do norte da Europa, lideradas por Lubeck, durante a Baixa Idade Média, sendo responsável pela dinamização do comércio e das cidades.

b) As transformações no modo de vida feudal em decorrência das contradições geradas pelo crescimento demográfico na Europa Ocidental, associadas à retomada do comércio Europa-Oriente após as Cruzadas.

c) Durante o Renascimento Comercial e Urbano, as cidades, ao atingirem um elevado grau de autonomia econômica, conquistavam a autonomia em relação aos feudos. Pode-se considerar ainda que nas cidades, as relações sociais dinamizadas pela atividade comercial levavam á individualização,

diferentemente dos feudos, cujas relações baseavam-se em laços de dependência pessoal.

 

 

 

 

18. (Unicamp 2003)  Esta longa Idade Média é o contrário do hiato visto pelos humanistas do Renascimento e, salvo raras exceções, pelos homens das Luzes. É o momento da criação da sociedade moderna, do essencial das nossas estruturas sociais e mentais; momento em que se criou a cidade, a universidade, o moinho, a máquina, a hora e o relógio, o livro, o garfo, o vestuário, a pessoa, a consciência.(Adaptado de Jacques Lê Goff, "Prefácio", "Para um novo conceito de Idade Média: Tempo, Trabalho e Cultura no Ocidente." Lisboa, Editorial Estampa, 1979, p. 12.)

 

a) A que conceito de Idade Média o texto está se contrapondo?

b) Qual o período histórico valorizado pelos humanistas do Renascimento? Por quê?

c) Caracterize a atividade que impulsionou o desenvolvimento das cidades medievais.

 

 

Resposta:

 

a) Ao conceito de Idade das Trevas ou Longa Noite dos Mil Anos, isto é, de um período caracterizado pelo atraso, pelo obscurantismo e pela estagnação.

b) A antiguidade Clássica (Greco-Romana). Para os renascentistas, esse período deveria ser tomado como modelo, já que muitas de suas características iam ao encontro dos ideais do Renascimento.

c) A atividade mercantil, dentro do Renascimento Comercial e Urbano que caracterizou a Baixa Idade Média.

 

 

 

 

19. (Unicamp 2002)  Num lugar da Mancha, vivia um fidalgo. Nosso fidalgo já beirava os cinquenta [...] e em seus momentos de ócio (ou seja, a maior parte do ano), entregava-se a devorar livros de cavalaria, com tanta paixão e gosto, que deu por esquecer por completo do exercício da caça e até mesmo da administração da fazenda.

            (Adaptado Miguel de Cervantes de Saavedra, "O engenhoso fidalgo D. Quixote de la Mancha". Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte/Itatiaia; Brasília/INL, 1984 vol. I, p. 27-8.)

 

a) Cite um evento da história da Espanha medieval no qual os cavaleiros fidalgos tiveram importante atuação.

 

b) Destaque, do texto, duas atitudes que sugerem a decadência dos cavaleiros medievais na Europa.

 

c) Mencione duas mudanças nas sociedades medievais europeias que contribuíram para o surgimento dos Estados nacionais.

 

 

Resposta:

 

a) - A "Guerra de Reconquista", luta para expulsão dos mouros (muçulmanos do norte da África) que ocuparam a Península Ibérica entre os séculos VIII e XV.

 

b) O interesse pela leitura resultante dos longos períodos de ócio em virtude da falta de atividades próprias de um cavaleiro.

 

c) O Renascimento das atividades urbanas e o surgimento da burguesia. A burguesia desejosa de expandir o comércio se aliou aos reis europeus para neutralizar o poder local da nobreza feudal que constituía um entrave ao desenvolvimento do comércio em dimensões nacionais.

 

 

 

 

20. (Unicamp 2001)  No ano de 1070, os habitantes da cidade de Mans revoltaram-se contra o duque da Normandia. O bispo fugiu e relatou: "Fizeram então uma associação a que chamam comuna, uniram-se por um juramento e forçaram os senhores dos campos circundantes a jurar fidelidade à comuna. Cheios de audácia, começaram a cometer inúmeros crimes. Até queimaram os castelos da região durante a Quaresma e, o que é pior, durante a Semana Santa".

            (Adaptado de J Le Goff, "A Civilização do Ocidente Medieval", Lisboa, Estampa, 1984, vol. 2, p.57.)

 

a) Qual é o conflito social que está representado nesse texto?

 

b) Relacione esse conflito ao renascimento das cidades a partir do século XII.

 

c) Por que a Igreja costumava se opor à associação das comunas?

 

 

Resposta:

 

a) As revoltas urbanas na Idade Média, contrárias ao poder feudal.

 

b) O dinamismo das atividades comerciais e as pretensões da emergente burguesia, chocavam-se com as estruturas feudais que obstaculavam a autonomia das cidades e o desenvolvimento das atividades mercantis.

 

c) A ascensão das cidades ameaçava a hegemonia que a Igreja Medieval exercia sobre a sociedade feudal, seu poder político e sua influência sobre a economia.

 

 

 

 

21. (Unicamp 2000)  Em 15 de julho do ano de 1099, os cruzados tomaram Jerusalém. Eles massacraram homens, mulheres e crianças, assaltaram casas e saquearam as mesquitas. O saque foi o ponto de partida de uma hostilidade milenar entre o Islão e o Ocidente.

            (Adaptado de A. Maalouf, AS CRUZADAS VISTAS PELOS ÁRABES)

 

a) Qual o significado da retomada de Jerusalém para a cristandade europeia?

 

b) Caracterize dois conflitos na história contemporânea que revivem essa hostilidade entre cristãos e muçulmanos.

 

 

Resposta:

 

a) Em termos religiosos a reconquista da Terra Santa, do ponto de vista econômico-social, a aquisição de terras e riquezas que minimizariam a marginalidade decorrente da crise nos feudos.

 

b) A Guerra de Kosovo na Iugoslávia e a Guerra da Bósnia-Hezergovínia, em decorrência do domínio sérvio sobre as populações muçulmanas na referidas regiões.

 

 

 

 

22. (Unicamp 1999)  Observe com atenção o quadro abaixo datado do século XIV, que representa uma paisagem urbana medieval.

a) Identifique no quadro duas construções arquitetônicas típicas de uma cidade medieval.

b) Relacione essas construções aos grupos sociais que compõem a hierarquia da cidade medieval.

c) Cite duas atividades econômicas ou sociais na cidade medieval.

 

 

Resposta:

 

a) O castelo e a igreja.

 

b) O castelo, ligado ao senhor feudal, representa o topo da hierarquia medieval, enquanto a igreja representa o clero, ordenador ideológico-cultural do período.

 

c) O artesanato e o comércio.

 

 

 

 

23. (Unicamp 1999)  No século XIII, um teólogo assim condenava a prática da usura:

"O usurário quer adquirir um lucro sem nenhum trabalho e até dormindo, o que vai contra a palavra de Deus que diz: 'Comerás teu pão com o suor do teu rosto'. Assim o usurário não vende a seu devedor nada que lhe pertença, mas apenas o tempo, que pertence a Deus. Disso não deve tirar nenhum proveito."

            (Adaptado de J. Le Goff, "A Bolsa e a Vida", Brasiliense, 1989)

 

a) O que é usura?

b) Por que a Igreja medieval condenava a usura?

c) Relacione a prática da usura com o desenvolvimento do capitalismo no final da Idade Média.

 

 

Resposta:

 

a) A prática de emprestar dinheiro com a cobrança de juros.

 

b) Porque a Igreja considerava o tempo como tendo sido criado por Deus; consequentemente, seu uso para obtenção de lucro era considerado imoral.

 

c) O desenvolvimento do capitalismo na Baixa Idade Média, levando a uma crescente circulação da moeda, provocou uma expansão das práticas usurárias, já que se tornou frequente recorrer a empréstimos para realizar alguma atividade lucrativa.

 

 

 

 

24. (Unicamp 1997)  A tomada da cidade de Jerusalém foi narrada assim pelo historiador árabe Ibn al-Athir:

 

"A população da Cidade Santa foi morta pela espada, e os franj(*) massacraram os muçulmanos durante uma semana. Na mesquita (...), eles mataram mais de 70 mil pessoas."

(*)franj: os francos, os soldados cruzados.

 

Para os árabes, os soldados invasores eram "bestas selvagens", atrasados, ignorantes das artes e das ciências e fanáticos religiosos que não hesitavam em queimar mesquitas e dizimar populações inteiras.

            (Baseado em Amin Maalouf, AS CRUZADAS VISTAS PELOS ÁRABES, São Paulo, Brasiliense, 1988, p. 56-57)

 

a) Descreva a visão que os árabes tinham dos europeus e a visão que os europeus tinham dos árabes no período das Cruzadas. Compare-as.

b) Quais foram as consequências das Cruzadas para a Europa?

 

 

Resposta:

 

a) Árabes e cristãos acusavam uns aos outros da mesma coisa, bárbaros fanáticos e assassinos, cada um baseado no seu mundo.

b) Retorno da navegação cristã ao mar mediterrâneo, reativação do comércio e da cidade.

 

 

 

 

25. (Unicamp 1996)  O Mediterrâneo e os mares Báltico e do Norte, ao final da Idade Média, eram rotas comerciais importantes.

a) Quem desenvolvia as atividades comerciais nesses mares?

b) Por que essas atividades contribuíram para a destruição da ordem feudal?

 

 

Resposta:

 

a) Burguesia.

b) As condições precárias dos feudos contrastava com a possibilidade de crescimento das cidades, levando a população a abandonar os feudos.

 

 

 

 

26. (Unicamp 1992)  "Lá vai São Francisco

  pelo caminho

  de pé descalço

  tão pobrezinho"

            (Vinícius de Morais, A ARCA DE NOÉ)

 

Durante os séculos XII e XIII, posturas como a de Francisco de Assis se opunham às práticas da Igreja Católica.

Como se explica essa oposição e em que se baseava a proposta franciscana?

 

 

Resposta:

 

Oposição ao caráter luxuoso, dogmático e distanciado dos princípios de Deus. Francisco de Assis propunha os votos de pobreza como forma de criticar e de estar próximo dos princípio cristãos.

 

 

 

 

27. (Unicamp 1991)  "Em 1128, após o incêndio da cidade de Deutz o abade Rupert, teólogo apegado às tradições, logo viu nesse fato a cólera de Deus, castigando o local que se tornara centro de trocas e antro de infames mercadores e artífices."

                        (texto adaptado de J. Le Goff, A CIVILIZAÇÃO DO OCIDENTE MEDIEVAL)

                       

No texto acima estão algumas das principais características de uma cidade medieval. Indique e analise as características das cidades medievais.

 

 

Resposta:

 

Durante a idade média e a retirada do comércio, as cidades passaram a ter um papel secundário. Estas reaparecem com a reabertura do mediterrâneo. As novas cidades surgem desorganizadas, sem planejamento e propícias às epidemias, etc.