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Lista de exercícios Brasil Colonial na FUVEST

O que mais cai na FUVEST? Como passar na FUVEST? Lista de exercício da FUVEST com gabarito.

Lista de exercícios Brasil Colonial na FUVEST

 

1. (Fuvest 2020)  As tentativas holandesas de conquista dos territórios portugueses na América tinham por objetivo central

a) a apropriação do complexo açucareiro escravista do Atlântico Sul, então monopolizado pelos portugueses.    

b) a formação de núcleos de povoamento para absorverem a crescente população protestante dos Países Baixos.   

c) a exploração das minas de ouro recém‐descobertas no interior, somente acessíveis pelo controle de portos no Atlântico.    

d) a ocupação de áreas até então pouco exploradas pelos portugueses, como o Maranhão e o Vale Amazônico.   

e) a criação de uma base para a ocupação definitiva das áreas de mineração da América espanhola.    

 

2. (Fuvest 2018)  A respeito dos espaços econômicos do açúcar e do ouro no Brasil colonial, é correto afirmar:

a) A pecuária no sertão nordestino surgiu em resposta às demandas de transporte da economia mineradora.   

b) A produção açucareira estimulou a formação de uma rede urbana mais ampla do que a atividade aurífera.   

c) O custo relativo do frete dos metais preciosos viabilizou a interiorização da colonização portuguesa.   

d) A mão de obra escrava indígena foi mais empregada na exploração do ouro do que na produção de açúcar.   

e) Ambas as atividades produziram efeitos similares sobre a formação de um mercado interno colonial.   

 

3. (Fuvest 2018)  Na edição de julho de 1818 do Correio Braziliense, o jornalista Hipólito José da Costa, residente em Londres, publicou a seguinte avaliação sobre os dilemas então enfrentados pelo Império português na América:

 

A presença de S.M. [Sua Majestade Imperial] no Brasil lhe dará ocasião para ter mais ou menos influência naqueles acontecimentos; a independência em que el-rei ali se acha das intrigas europeias o deixa em liberdade para decidir-se nas ocorrências, segundo melhor convier a seus interesses. Se volta para Lisboa, antes daquela crise se decidir, não poderá tomar parte nos arranjamentos que a nova ordem de coisas deve ocasionar na América.

 

Nesse excerto, o autor referia-se

a) aos desdobramentos da Revolução Pernambucana do ano anterior, que ameaçara o domínio português sobre o centro-sul do Brasil.   

b) às demandas da Revolução Constitucionalista do Porto, exigindo a volta imediata do monarca a Portugal.   

c) à posição de independência de D. João VI em relação às pressões da Santa Aliança para que interviesse nas guerras do rio da Prata.    

d) às implicações que os movimentos de independência na América espanhola traziam para a dominação portuguesa no Brasil.    

e) ao projeto de D. João VI para que seu filho D. Pedro se tornasse imperador do Brasil independente.    

 

4. (Fuvest 2017)  Os ensaios sediciosos do final do século XVIII anunciam a erosão de um modo de vida. A crise geral do Antigo Regime desdobra-se nas áreas periféricas do sistema atlântico – pois é essa a posição da América portuguesa –, apontando para a emergência de novas alternativas de ordenamento da vida social.

István Jancsó, “A Sedução da Liberdade”. In: Fernando Novais, História da Vida Privada no Brasil, v. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Adaptado.

 

 

A respeito das rebeliões contra o poder colonial português na América, no período mencionado no texto, é correto afirmar que,  

a) em 1789 e 1798, diferentemente do que se dera com as revoltas anteriores, os sediciosos tinham o claro propósito de abolir o tráfico transatlântico de escravos para o Brasil.    

b) da mesma forma que as contestações ocorridas no Maranhão em 1684, a sedição de 1798 teve por alvo o monopólio exercido pela companhia exclusiva de comércio que operava na Bahia.    

c) em 1789 e 1798, tal como ocorrera na Guerra dos Mascates, os sediciosos esperavam contar com o suporte da França revolucionária.   

d) tal como ocorrera na Guerra dos Emboabas, a sedição de 1789 opôs os mineradores recém-chegados à capitania aos empresários há muito estabelecidos na região.   

e) em 1789 e 1798, seus líderes projetaram a possibilidade de rompimento definitivo das relações políticas com a metrópole, diferentemente do que ocorrera com as sedições anteriores.    

 

5. (Fuvest 2016)  Eu por vezes tenho dito a V. A. aquilo que me parecia acerca dos negócios da França, e isto por ver por conjecturas e aparências grandes aquilo que podia suceder dos pontos mais aparentes, que consigo traziam muito prejuízo ao estado e aumento dos senhorios de V. A. E tudo se encerrava em vós, Senhor, trabalhardes com modos honestos de fazer que esta gente não houvesse de entrar nem possuir coisa de vossas navegações, pelo grandíssimo dano que daí se podia seguir.

 

Serafim Leite. Cartas dos primeiros jesuítas do Brasil, 1954.

 

 

O trecho acima foi extraído de uma carta dirigida pelo padre jesuíta Diogo de Gouveia ao Rei de Portugal D. João III, escrita em Paris, em 17/02/1538. Seu conteúdo mostra

a) a persistência dos ataques franceses contra a América, que Portugal vinha tentando colonizar de modo efetivo desde a adoção do sistema de capitanias hereditárias.   

b) os primórdios da aliança que logo se estabeleceria entre as Coroas de Portugal e da França e que visava a combater as pretensões expansionistas da Espanha na América.   

c) a preocupação dos jesuítas portugueses com a expansão de jesuítas franceses, que, no Brasil, vinham exercendo grande influência sobre as populações nativas.   

d) o projeto de expansão territorial português na Europa, o qual, na época da carta, visava à dominação de territórios franceses tanto na Europa quanto na América.   

e) a manifestação de um conflito entre a recém-criada ordem jesuíta e a Coroa portuguesa em torno do combate à pirataria francesa.   

 

Gabarito:  

 

Resposta da questão 1:
 [A]

Resposta da questão 2:
 [C]

Resposta da questão 3:
 [D]

 

Resposta da questão 4:
 [E]

Resposta da questão 5:
 [A]