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Lista de exercícios economia colonial no ENEM

Ciclo do ouro, ciclo da cana, ciclo do pau brasil. Lista de exercícios sobre economia colonial. Como Estudar para o ENEM? Cursinho pré-vestibular de História.

Lista de exercícios economia colonial no ENEM

 

1. (Enem 2019)  A partir da segunda metade do século XVIII, o número de escravos recém-chegados cresce no Rio e se estabiliza na Bahia. Nenhum lugar servia tão bem à recepção de escravos quanto o Rio de Janeiro.

FRANÇA, R. O tamanho real da escravidão. O Globo, 5 abr. 2015 (adaptado).

 

 

Na matéria, o jornalista informa uma mudança na dinâmica do tráfico atlântico que está relacionada à seguinte atividade:

a) Coleta de drogas do sertão.    

b) Extração de metais preciosos.    

c) Adoção da pecuária extensiva.    

d) Retirada de madeira do litoral.   

e) Exploração da lavoura de tabaco.    

 

 

Resposta:

 

[B]

 

Questão respondida pela temporalidade. No século XVIII, o Brasil vivia o Ciclo do Ouro, que forçou o deslocamento de mão de obra escrava do Nordeste para o Sudeste.

 

 

 

 

2. (Enem 2018)  TEXTO I

 

E pois que em outra cousa nesta parte me não posso vingar do demônio, admoesto da parte da cruz de Cristo Jesus a todos que este lugar lerem, que deem a esta terra o nome que com tanta solenidade lhe foi posto, sob pena de a mesma cruz que nos há de ser mostrada no dia final, os acusar de mais devotos do pau-brasil que dela.

 

BARROS, J. In: SOUZA, L M. Inferno atlântico: demonologia e colonização: séculos XVI-XVIII. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.

 

 

TEXTO II

 

E deste modo se hão os povoadores, os quais, por mais arraigados que na terra estejam e mais ricos que sejam, tudo pretendem levar a Portugal, e, se as fazendas e bens que possuem souberam falar, também lhes houveram de ensinar a dizer como os papagaios, aos quais a primeira coisa que ensinam é: papagaio real para Portugal, porque tudo querem para lá.

 

SALVADOR. F. V In: SOUZA, L. M. (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

 

 

As críticas desses cronistas ao processo de colonização portuguesa na América estavam relacionadas à

a) utilização do trabalho escravo.   

b) implantação de polos urbanos.   

c) devastação de áreas naturais.    

d) ocupação de terras indígenas.    

e) expropriação de riquezas locais.    

 

 

Resposta:

 

[E]

 

Pelos trechos “(...)os acusar de mais devotos do pau-brasil que dela (...)” e “(...)por mais arraigados que na terra estejam e mais ricos que sejam, tudo pretendem levar a Portugal (...)” fica clara a crítica dos cronistas quanto à retirada das riquezas coloniais por Portugal.

 

 

 

 

3. (Enem 2012)  Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.

 

VIEIRA, A. Sermões. Tomo XI. Porto: Lello & Irmão, 1951 (adaptado).

 

O trecho do sermão do Padre Antônio Vieira estabelece uma relação entre a Paixão de Cristo e

a) a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros.   

b) a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana.   

c) o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios.   

d) o papel dos senhores na administração dos engenhos.   

e) o trabalho dos escravos na produção de açúcar.   

 

 

Resposta:

 

[E]

 

Apesar de considerado como de difícil leitura, as alternativas facilitam a obtenção da resposta. O texto retrata todo o processo de sofrimento de Cristo e, na colônia, somente pode ser relacionado com a vida e trabalho do escravo. Enquanto, para muitos, na época o africano escravizado era apenas um objeto de trabalho ou um se sem alma que, portanto, poderia ser escravizado, o Padre Antonio Vieira faz um tratamento diferenciado, de cunho religioso, apesar de justificar a escravidão.

 

 

 

 

4. (Enem 2012)  A experiência que tenho de lidar com aldeias de diversas nações me tem feito ver, que nunca índio fez grande confiança de branco e, se isto sucede com os que estão já civilizados, como não sucederá o mesmo com esses que estão ainda brutos.

 

NORONHA, M. Carta a J. Caldeira Brant. 2 jan. 1751. Apud CHAIM, M. M. Aldeamentos indígenas (Goiás: 1749-1811). São Paulo: Nobel, Brasília: INL, 1983 (adaptado).

 

Em 1749, ao separar-se de São Paulo, a capitania de Goiás foi governada por D. Marcos de Noronha, que atendeu às diretrizes da política indigenista pombalina que incentivava a criação de aldeamentos em função

a) das constantes rebeliões indígenas contra os brancos colonizadores, que ameaçavam a produção de ouro nas regiões mineradoras.   

b) da propagação de doenças originadas do contato com os colonizadores, que dizimaram boa parte da população indígena.   

c) do empenho das ordens religiosas em proteger o indígena da exploração, o que garantiu a sua supremacia na administração colonial.   

d) da política racista da Coroa Portuguesa, contrária à miscigenação, que organizava a sociedade em uma hierarquia dominada pelos brancos.   

e) da necessidade de controle dos brancos sobre a população indígena, objetivando sua adaptação às exigências do trabalho regular.   

 

 

Resposta:

 

[E]

 

Apesar de considerado como um “déspota esclarecido”, uma pessoa ilustrada, influenciada pelas ideias iluministas, Pombal era líder de um governo metropolitano que entendia o Brasil como área a ser mais bem explorada e criou mecanismo para ampliar a exploração. Vale lembrar que antes de adotar tal política para os índios, Pombal promoveu a expulsão dos jesuítas, por diversas razões; uma delas, o fato de representarem um obstáculo ao controle do Estado sobre as comunidades indígenas.

 

 

 

 

5. (Enem 2011)  O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro,

chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.

 

CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.

 

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de

a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.   

b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.   

c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.   

d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.   

e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.   

 

 

Resposta:

 

[A]

 

O sistema colonial desenvolvido durante a Idade Moderna enquadra-se no processo de expansão do comércio, responsável por fortalecer o Estado absolutista e possibilitou o enriquecimento da camada burguesa. Todo o processo de exploração colonial tinha como objetivo gerar riqueza, acumulada segundo a visão mercantilista de economia.

 

 

 

 

6. (Enem 2010)  Os tropeiros foram figuras decisivas na formação de vilarejos e cidades do Brasil colonial. A palavra tropeiro vem de "tropa" que, no passado, se referia ao conjunto de homens que transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a outro no lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo auge foi a exploração de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras preciosas também atraiu grandes contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era cada vez mais necessário dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido).

Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos da cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado.

 

Disponível em http://www.tribunadoplanalto.com.br.

Acesso em: 27 nov. 2008.

 

A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à

a) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam nas minas.   

b) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que viviam nas regiões das minas.   

c) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam gado e mercadoria.   

d) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam dispor de alimentos.   

e) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da exploração do ouro.   

 

 

Resposta:

 

[C]

 

Interpretação de texto. Nos Séculos XVII e XVIII, os tropeiros eram partes da vida da zona rural e cidades pequenas dentro do sul do Brasil. Vestidos como gaúchos com chapéus, ponchos, e botas, os tropeiros dirigiram rebanhos de gado e levaram bens por esta região para São Paulo, comercializados na feira de Sorocaba. De São Paulo, os animais e mercadorias foram para os estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

 

 

 

 

7. (Enem 2006)             No princípio do século XVII, era bem insignificante e quase miserável a Vila de São Paulo. João de Laet davalhe 200 habitantes, entre portugueses e mestiços, em 100 casas; a Câmara, em 1606, informava que eram 190 os moradores, dos quais 65 andavam homiziados*.

 

*homiziados: escondidos da justiça

 

            Nelson Werneck Sodré. Formação histórica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1964.

 

            Na época da invasão holandesa, Olinda era a capital e a cidade mais rica de Pernambuco. Cerca de 10% da população, calculada em aproximadamente 2.000 pessoas, dedicavam-se ao comércio, com o qual muita gente fazia fortuna. Cronistas da época afirmavam que os habitantes ricos de Olinda viviam no maior luxo.

 

            Hildegard Féist. Pequena história do Brasil holandês. São Paulo: Moderna, 1998 (com adaptações).

 

Os textos apresentados retratam, respectivamente, São Paulo e Olinda no início do século XVII, quando Olinda era maior e mais rica. São Paulo é, atualmente, a maior metrópole brasileira e uma das maiores do planeta. Essa mudança deveu-se, essencialmente, ao seguinte fator econômico:

a) maior desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar no planalto de Piratininga do que na Zona da Mata Nordestina.   

b) atraso no desenvolvimento econômico da região de Olinda e Recife, associado à escravidão, inexistente em São Paulo.   

c) avanço da construção naval em São Paulo, favorecido pelo comércio dessa cidade com as Índias.   

d) desenvolvimento sucessivo da economia mineradora, cafeicultora e industrial no Sudeste.   

e) destruição do sistema produtivo de algodão em Pernambuco quando da ocupação holandesa.   

 

 

Resposta:

 

[D]

 

A questão retrata o crescimento de São Paulo ao longo de séculos, desde o período colonial até à República, destacando atividades econômicas diferentes desde a mineração – na região vizinha, passando pelo café e, posteriormente, pela industrialização.