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Lista de Exercícios ENEM Iluminismo, Revolução Francesa e Independência dos EUA.

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Lista de Exercícios ENEM Iluminismo, Revolução Francesa e Independência dos EUA.

 

1. (Enem 2017)  Fala-se muito nos dias de hoje em direitos do homem. Pois bem: foi no século XVIII — em 1789, precisamente — que uma Assembleia Constituinte produziu e proclamou em Paris a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa Declaração se impôs como necessária para um grupo de revolucionários, por ter sido preparada por uma mudança no plano das ideias e das mentalidades: o iluminismo.

 

FORTES, L. R. S. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1981 (adaptado).

 

 

Correlacionando temporalidades históricas, o texto apresenta uma concepção de pensamento que tem como uma de suas bases a

a) modernização da educação escolar.    

b) atualização da disciplina moral cristã.   

c) divulgação de costumes aristocráticos.   

d) socialização do conhecimento científico.    

e) universalização do princípio da igualdade civil.   

 

2. (Enem 2019)  TEXTO I

A centralização econômica, o protecionismo e a expansão ultramarina engrandeceram o Estado, embora beneficias sem a burguesia incipiente.

ANDERSON, P. In: DEYON, P. O mercantilismo. Lisboa: Gradiva, 1989 (adaptado).

 

 

TEXTO II

As interferências da legislação e das práticas exclusivistas restringem a operação benéfica da lei natural na esfera das relações econômicas.

SMITH, A. A riqueza das Nações. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (adaptado).

 

 

Entre os séculos XVI e XIX, diferentes concepções sobre as relações entre Estado e economia foram formuladas. Tais concepções, associadas a cada um dos textos, confrontam-se, respectivamente, na oposição entre as práticas de

a) valorização do pacto colonial — combate à livre-iniciativa.    

b) defesa dos monopólios régios — apoio à livre concorrência.    

c) formação do sistema metropolitano — crítica à livre navegação.    

d) abandono da acumulação metalista — estímulo ao livre-comércio.    

e) eliminação das tarifas alfandegárias — incentivo ao livre-cambismo.    

 

3. (Enem 2010)  Em nosso país queremos substituir o egoísmo pela moral, a honra pela probidade, os usos pelos princípios, as conveniências pelos deveres, a tirania da moda pelo império da razão, o desprezo à desgraça pelo desprezo ao vício, a insolência pelo orgulho, a vaidade pela grandeza de alma, o amor ao dinheiro pelo amor à glória, a boa companhia pelas boas pessoas, a intriga pelo mérito, o espirituoso pelo gênio, o brilho pela verdade, o tédio da volúpia pelo encanto da felicidade, a mesquinharia dos grandes pela grandeza do homem.

 

HUNT, L. Revolução Francesa e Vida Privada. In: PERROT, M. (Org.) História da Vida Privada: da Revolução Francesa à Primeira Guerra. Vol. 4. São Paulo: Companhia das Letras, 1991 (adaptado).

 

O discurso de Robespierre, de 5 de fevereiro de 1794, do qual o trecho transcrito é parte, relaciona-se a qual dos grupos político-sociais envolvidos na Revolução Francesa?

a) À alta burguesia, que desejava participar do poder legislativo francês como força política dominante.   

b) Ao clero francês, que desejava justiça social e era ligado à alta burguesia.   

c) A militares oriundos da pequena e média burguesia, que derrotaram as potências rivais e queriam reorganizar a França internamente.   

d) À nobreza esclarecida, que, em função do seu contato, com os intelectuais iluministas, desejava extinguir o absolutismo francês.   

e) Aos representantes da pequena e média burguesia e das camadas populares, que desejavam justiça social e direitos políticos.   

 

4. (Enem 2009)  Hoje em dia, nas grandes cidades, enterrar os mortos é uma prática quase íntima, que diz respeito apenas à família. A menos, é claro, que se trate de uma personalidade conhecida. Entretanto, isso nem sempre foi assim. Para um historiador, os sepultamentos são uma fonte de informações importantes para que se compreenda, por exemplo, a vida política das sociedades.

No que se refere às práticas sociais ligadas aos sepultamentos,

a) na Grécia Antiga, as cerimônias fúnebres eram desvalorizadas, porque o mais importante era a democracia experimentada pelos vivos.   

b) na Idade Média, a Igreja tinha pouca influência sobre os rituais fúnebres, preocupando-se mais com a salvação da alma.   

c) no Brasil colônia, o sepultamento dos mortos nas igrejas era regido pela observância da hierarquia social.   

d) na época da Reforma, o catolicismo condenou os excessos de gastos que a burguesia fazia para sepultar seus mortos.   

e) no período posterior à Revolução Francesa, devido as grandes perturbações sociais, abandona-se a prática do luto.   

 

5. (Enem 2007)             Em 4 de julho de 1776, as treze colônias que vieram inicialmente a constituir os Estados Unidos da América (EUA) declaravam sua independência e justificavam a ruptura do Pacto Colonial. Em palavras profundamente subversivas para a época, afirmavam a igualdade dos homens e apregoavam como seus direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Afirmavam que o poder dos governantes, aos quais cabia a defesa daqueles direitos, derivava dos governados.

            Esses conceitos revolucionários que ecoavam o Iluminismo foram retomados com maior vigor e amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França.

 

            Emília Viotti da Costa. Apresentação da coleção. In: Wladimir Pomar. Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, 2003 (com adaptações).

 

Considerando o texto acima, acerca da independência dos EUA e da Revolução Francesa, assinale a opção correta.

a) A independência dos EUA e a Revolução Francesa integravam o mesmo contexto histórico, mas se baseavam em princípios e ideais opostos.   

b) O processo revolucionário francês identificou-se com o movimento de independência norte-americana no apoio ao absolutismo esclarecido.   

c) Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas sustentavam a luta pelo reconhecimento dos direitos considerados essenciais à dignidade humana.   

d) Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa exerceu forte influência no desencadeamento da independência norte-americana.   

e) Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa abriu o caminho para as independências das colônias ibéricas situadas na América.   

 

6. (Enem 2004)  Algumas transformações que antecederam a Revolução Francesa podem ser exemplificadas pela mudança de significado da palavra "restaurante". Desde o final da Idade Média, a palavra 'restaurant' designava caldos ricos, com carne de aves e de boi, legumes, raízes e ervas. Em 1765 surgiu, em Paris, um local onde se vendiam esses caldos, usados para restaurar as forças dos trabalhadores. Nos anos que precederam a Revolução, em 1789, multiplicaram-se diversos 'restaurateurs', que serviam pratos requintados, descritos em páginas emolduradas e servidos não mais em mesas coletivas e mal cuidadas, mas individuais e com toalhas limpas. Com a Revolução, cozinheiros da corte e da nobreza perderam seus patrões, refugiados no exterior ou guilhotinados, e abriram seus restaurantes por conta própria. Apenas em 1835, o Dicionário da Academia Francesa oficializou a utilização da palavra restaurante com o sentido atual.

A mudança do significado da palavra restaurante ilustra

a) a ascensão das classes populares aos mesmos padrões de vida da burguesia e da nobreza.   

b) a apropriação e a transformação, pela burguesia, de hábitos populares e dos valores da nobreza.   

c) a incorporação e a transformação, pela nobreza, dos ideais e da visão de mundo da burguesia.   

d) a consolidação das práticas coletivas e dos ideais revolucionários, cujas origens remontam à Idade Média.   

e) a institucionalização, pela nobreza, de práticas coletivas e de uma visão de mundo igualitária.   

 

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:

O texto abaixo, de John Locke(1632-1704), revela algumas características uma determinada corrente de pensamento.

 

"Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se ao domínio e controle de qualquer outro poder?

Ao que é óbvio responder que, embora no estado natureza tenha tal direito, a utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente exposto à invasão terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade."

(Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991

 

 

7. (Enem 2000)  Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa justificar:

a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.   

b) a origem do governo como uma propriedade do rei.   

c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.   

d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.   

e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.   

 

8. (Enem 2000)  Analisando o texto, podemos concluir que se trata de um pensamento:

a) do liberalismo.   

b) do socialismo utópico.   

c) do absolutismo monárquico.   

d) do socialismo científico.   

e) do anarquismo.   

 

Gabarito:  

 

Resposta da questão 1:
 [E]

  

 

Resposta da questão 2:
 [B]

 

Resposta da questão 3:
 [E]

 

Resposta da questão 4:
 [C]

 

Resposta da questão 5:
 [C]

 

Resposta da questão 6:
 [B]

 

Resposta da questão 7:
 [D]

 

Resposta da questão 8:
 [A]