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Lista de Exercícios Idade Média no ENEM

O que mais cai no ENEM de Idade Média? Lista de exercícios para estudar para o ENEM? Como passar no ENEM

Lista de Exercícios Idade Média no ENEM

 

1. (Enem 2017)  Mas era sobretudo a lã que os compradores, vindos da Flandres ou da Itália, procuravam por toda a parte. Para satisfazê-los, as raças foram melhoradas através do aumento progressivo das suas dimensões. Esse crescimento prosseguiu durante todo o século XIII, as abadias da Ordem de Cister, onde eram utilizados os métodos mais racionais de criação de gado, desempenharam certamente um papel determinante nesse aperfeiçoamento.

 

DUBY. G. Economia rural e vida no campo no Ocidente medieval. Lisboa: Estampa, 1987 (adaptado).

 

 

O texto aponta para a relação entre aperfeiçoamento da atividade pastoril e avanço técnico na Europa ocidental feudal, que resultou do(a)

a) crescimento do trabalho escravo.   

b) desenvolvimento da vida urbana.   

c) padronização dos impostos locais.   

d) uniformização do processo produtivo.   

e) desconcentração da estrutura fundiária.   

 

2. (Enem 2014)  Sou uma pobre e velha mulher,

Muito ignorante, que nem sabe ler.

Mostraram-me na igreja da minha terra

Um Paraíso com harpas pintado

E o Inferno onde fervem almas danadas,

Um enche-me de júbilo, o outro me aterra.

 

VILLON. F. In: GOMBRICH, E. História da arte. Lisboa: LTC. 1999.

 

Os versos do poeta francês François Villon fazem referência às imagens presentes nos templos católicos medievais. Nesse contexto, as imagens eram usadas com o objetivo de

a) refinar o gosto dos cristãos.   

b) incorporar ideais heréticos.   

c) educar os fiéis através do olhar.   

d) divulgar a genialidade dos artistas católicos.   

e) valorizar esteticamente os templos religiosos.   

 

3. (Enem 2019)  O cristianismo incorporou antigas práticas relativas ao fogo para criar uma festa sincrética. A igreja retomou a distância de seis meses entre os nascimentos de Jesus Cristo e João Batista e instituiu a data de comemoração a este último de tal maneira que as festas do solstício de verão europeu com suas tradicionais fogueiras se tornaram “fogueiras de São João”. A festa do fogo e da luz no entanto não foi imediatamente associada a São João Batista. Na Baixa Idade Média, algumas práticas tradicionais da festa (como banhos, danças e cantos) foram perseguidas por monges e bispos. A partir do Concílio de Trento (1545-1563), a Igreja resolveu adotar celebrações em torno do fogo e associá-las à doutrina cristã.

 

CHIANCA, L. Devoção e diversão: expressões contemporâneas de festas e santos católicos. Revista Anthropológicas, n. 18, 2007 (adaptado).

 

 

Com o objetivo de se fortalecer, a instituição mencionada no texto adotou as práticas descritas, que consistem em

a) promoção de atos ecumênicos.    

b) fomento de orientação bíblicas.    

c) apropriação de cerimônias seculares.    

d) retomada de ensinamentos apostólicos.    

e) ressignificação de rituais fundamentalistas.    

 

4. (Enem 2019)  A cidade medieval é, antes de mais nada, uma sociedade da abundância, concentrada num pequeno espaço em meio a vastas regiões pouco povoadas. Em seguida, é um lugar de produção e de trocas, onde se articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também centro de um sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza. E ainda um sistema de organização de um espaço fechado com muralhas, onde se penetra por portas e se caminha por ruas e praças e que é guarnecido por torres.

 

LE GOFF, J.; SCHMITT, J.-C. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru: Edusc, 2006.

 

 

No texto, o espaço descrito se caracteriza pela associação entre a ampliação das atividades urbanas e a

a) emancipação do poder hegemônico da realeza.    

b) aceitação das práticas usurárias dos religiosos.    

c) independência da produção alimentar dos campos.    

d) superação do ordenamento corporativo dos ofícios.   

e) permanência dos elementos arquitetônicos de proteção.    

 

5. (Enem 2018)  Então disse: “Este é o local onde construirei. Tudo pode chegar aqui pelo Eufrates, o Tigre e uma rede de canais. Só um lugar como este sustentará o exército e a população geral”. Assim ele traçou e destinou as verbas para a sua construção, e deitou o primeiro tijolo com sua própria mão, dizendo: “Em nome de Deus, e em louvor a Ele. Construí, e que Deus vos abençoe”.

 

AL-TABARI, M. Uma história dos povos árabes. São Paulo: Cia. das Letras. 1995 (adaptado).

 

 

A decisão do califa Al-Mansur (754-775) de construir Bagdá nesse local orientou-se pela 

a) disponibilidade de rotas e terras férteis como base da dominação política.    

b) proximidade de áreas populosas como afirmação da superioridade bélica.    

c) submissão à hierarquia e à lei islâmica como controle do poder real.    

d) fuga da península arábica como afastamento dos conflitos sucessórios.    

e) ocupação de região fronteiriça como contenção do avanço mongol.    

 

6. (Enem 2018)  A existência em Jerusalém de um hospital voltado para o alojamento e o cuidado dos peregrinos, assim como daqueles entre eles que estavam cansados ou doentes, fortaleceu o elo entre a obra de assistência e de caridade e a Terra Santa. Ao fazer, em 1113, do Hospital de Jerusalém um estabelecimento central da ordem, Pascoal II estimulava a filiação dos hospitalários do Ocidente a ele, sobretudo daqueles que estavam ligados à peregrinação na Terra Santa ou em outro lugar. A militarização do Hospital de Jerusalém não diminuiu a vocação caritativa primitiva, mas a fortaleceu.

 

DEMURGER, A. Os Cavaleiros de Cristo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002 (adaptado).

 

 

O acontecimento descrito vincula-se ao fenômeno ocidental do (a)

a) surgimento do monasticismo guerreiro, ocasionado pelas cruzadas.   

b) descentralização do poder eclesiástico, produzida pelo feudalismo.    

c) alastramento da peste bubônica, provocado pela expansão comercial.    

d) afirmação da fraternidade mendicante, estimulada pela reforma espiritual.    

e) criação das faculdades de medicina, promovida pelo renascimento urbano.   

 

7. (Enem 2015)  A casa de Deus, que acreditam una, está, portanto, dividida em três: uns oram, outros combatem, outros, enfim, trabalham. Essas três partes que coexistem não suportam ser separadas; os serviços prestados por uma são a condição das obras das outras duas; cada uma por sua vez encarrega-se de aliviar o conjunto... Assim a lei pode triunfar e o mundo gozar da paz.

 

ALDALBERON DE LAON. In: SPINOSA, F. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa, 1981.

 

 

A ideologia apresentada por Aldalberon de Laon foi produzida durante a Idade Média. Um objetivo de tal ideologia e um processo que a ela se opôs estão indicados, respectivamente, em:

a) Justificar a dominação estamental / revoltas camponesas.   

b) Subverter a hierarquia social / centralização monárquica.   

c) Impedir a igualdade jurídica / revoluções burguesas.   

d) Controlar a exploração econômica / unificação monetária.   

e) Questionar a ordem divina / Reforma Católica.   

 

8. (Enem 2015)  No início foram as cidades. O intelectual da Idade Média – no Ocidente – nasceu com elas. Foi com o desenvolvimento urbano ligado às funções comercial e industrial – digamos modestamente artesanal – que ele apareceu, como um desses homens de ofício que se instalavam nas cidades nas quais se impôs a divisão do trabalho. Um homem cujo ofício é escrever ou ensinar, e de preferência as duas coisas a um só tempo, um homem que, profissionalmente, tem uma atividade de professor e erudito, em resumo, um intelectual – esse homem só aparecerá com as cidades.

 

LE GOFF, J. Os intelectuais na Idade Média. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010

 

 

O surgimento da categoria mencionada no período em destaque no texto evidencia o(a)

a) apoio dado pela Igreja ao trabalho abstrato.   

b) relação entre desenvolvimento urbano e divisão de trabalho.   

c) importância organizacional das corporações de ofício.   

d) progressiva expansão da educação escolar.   

e) acúmulo de trabalho dos professores e eruditos.   

 

9. (Enem 2011)  Se a mania de fechar, verdadeiro habitus da mentalidade medieval nascido talvez de um profundo

sentimento de insegurança, estava difundida no mundo rural, estava do mesmo modo no meio urbano, pois que uma das características da cidade era de ser limitada por portas e por uma muralha.

 

DUBY, G. et al. “Séculos XIV-XV”. In: ARIÈS, P.; DUBY, G. História da vida privada da

Europa Feudal à Renascença. São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado).

 

As práticas e os usos das muralhas sofreram importantes mudanças no final da Idade Média, quando elas assumiram a função de pontos de passagem ou pórticos. Este processo está diretamente relacionado com

a) o crescimento das atividades comerciais e urbanas.   

b) a migração de camponeses e artesãos.   

c) a expansão dos parques industriais e fabris.   

d) o aumento do número de castelos e feudos.   

e) a contenção das epidemias e doenças.   

 

10. (Enem 2009)  Hoje em dia, nas grandes cidades, enterrar os mortos é uma prática quase íntima, que diz respeito apenas à família. A menos, é claro, que se trate de uma personalidade conhecida. Entretanto, isso nem sempre foi assim. Para um historiador, os sepultamentos são uma fonte de informações importantes para que se compreenda, por exemplo, a vida política das sociedades.

No que se refere às práticas sociais ligadas aos sepultamentos,

a) na Grécia Antiga, as cerimônias fúnebres eram desvalorizadas, porque o mais importante era a democracia experimentada pelos vivos.   

b) na Idade Média, a Igreja tinha pouca influência sobre os rituais fúnebres, preocupando-se mais com a salvação da alma.   

c) no Brasil colônia, o sepultamento dos mortos nas igrejas era regido pela observância da hierarquia social.   

d) na época da Reforma, o catolicismo condenou os excessos de gastos que a burguesia fazia para sepultar seus mortos.   

e) no período posterior à Revolução Francesa, devido as grandes perturbações sociais, abandona-se a prática do luto.   

 

11. (Enem 2009)  A Idade Média é um extenso período da História do Ocidente cuja memória é construída e reconstruída segundo as circunstâncias das épocas posteriores. Assim, desde o Renascimento, esse período vem sendo alvo de diversas interpretações que dizem mais sobre o contexto histórico em que são produzidas do que propriamente sobre o Medievo.

Um exemplo acerca do que está exposto no texto acima é

a) a associação que Hitler estabeleceu entre o III Reich e o Sacro Império Romano Germânico.   

b) o retorno dos valores cristãos medievais, presentes nos documentos do Concílio Vaticano II.   

c) a luta dos negros sul-africanos contra o apartheid inspirada por valores dos primeiros cristãos.   

d) o fortalecimento político de Napoleão Bonaparte, que se justificava na amplitude de poderes que tivera Carlos Magno.   

e) a tradição heroica da cavalaria medieval, que foi afetada negativamente pelas produções cinematográficas de Hollywood.   

 

12. (Enem 2008)  A Peste Negra dizimou boa parte da população europeia, com efeitos sobre o crescimento das cidades. O conhecimento médico da época não foi suficiente para conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura escreveu: "As pessoas morriam às centenas, de dia e de noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam-se mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o fim do mundo."

 

            Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M. Bowsky, The Black Death: a turning point in history? New York: HRW, 1971 (com adaptações).

 

O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da Peste Negra que assolou a Europa durante parte do século XIV, sugere que

a) o flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos tempos.   

b) a Igreja buscou conter o medo, disseminando o saber médico.   

c) a impressão causada pelo número de mortos não foi tão forte, porque as vítimas eram poucas e identificáveis.   

d) houve substancial queda demográfica na Europa no período anterior à Peste.   

e) o drama vivido pelos sobreviventes era causado pelo fato de os cadáveres não serem enterrados.   

 

13. (Enem 2006)  Os cruzados avançavam em silêncio, encontrando por todas as partes ossadas humanas, trapos e bandeiras. No meio desse quadro sinistro, não puderam ver, sem estremecer de dor, o acampamento onde Gauthier havia deixado as mulheres e crianças. Lá os cristãos tinham sido surpreendidos pelos muçulmanos, mesmo no momento em que os sacerdotes celebravam o sacrifício da Missa. As mulheres, as crianças, os velhos, todos os que a fraqueza ou a doença conservava sob as tendas, perseguidos até os altares, tinham sido levados para a escravidão ou imolados por um inimigo cruel. A multidão dos cristãos, massacrada naquele lugar, tinha ficado sem sepultura.

 

            J. F. Michaud. História das cruzadas. São Paulo: Editora das Américas, 1956 (com adaptações).

 

Foi, de fato, na sexta-feira 22 do tempo de Chaaban, do ano de 492 da Hégira, que os franj* se apossaram da Cidade Santa, após um sítio de 40 dias. Os exilados ainda tremem cada vez que falam nisso; seu olhar se esfria como se eles ainda tivessem diante dos olhos aqueles guerreiros louros, protegidos de armaduras, que espelham pelas ruas o sabre cortante, desembainhado, degolando homens, mulheres e crianças, pilhando as casas, saqueando as mesquitas.

 

*franj = cruzados.

           

Amin Maalouf. As Cruzadas vistas pelos árabes. 2a ed. São Paulo: Brasiliense, 1989 (com adaptações).

 

Avalie as seguintes afirmações a respeito dos textos, que tratam das Cruzadas.

 

I. Os textos referem-se ao mesmo assunto - as Cruzadas, ocorridas no período medieval -, mas apresentam visões distintas sobre a realidade dos conflitos religiosos desse período histórico.

II. Ambos os textos narram partes de conflitos ocorridos entre cristãos e muçulmanos durante a Idade Média e revelam como a violência contra mulheres e crianças era prática comum entre adversários.

III. Ambos narram conflitos ocorridos durante as Cruzadas medievais e revelam como as disputas dessa época, apesar de ter havido alguns confrontos militares, foram resolvidas com base na ideia do respeito e da tolerância cultural e religiosa.

 

É correto apenas o que se afirma em

a) I.   

b) II.   

c) III.   

d) I e II.   

e) II e III.   

 

14. (Enem 1999)  Considere os textos a seguir.

 

(...) de modo particular, quero encorajar os crentes empenhados no campo da filosofia para que iluminem os diversos âmbitos da atividade humana, graças ao exercício de uma razão que se torna mais segura e perspicaz com o apoio que recebe da fé.

            (Papa João Paulo II. Carta Encíclica Fides et Ratio aos bispos da igreja católica sobre as relações entre fé e razão, 1998)

 

As verdades da razão natural não contradizem as verdades da fé cristã.

            (São Tomás de Aquino-pensador medieval)

 

Refletindo sobre os textos, pode-se concluir que

a) a encíclica papal está em contradição com o pensamento de São Tomás de Aquino, refletindo a diferença de épocas.   

b) a encíclica papal procura complementar São Tomás de Aquino, pois este colocava a razão natural acima da fé.   

c) a Igreja medieval valorizava a razão mais do que a encíclica de João Paulo II.   

d) o pensamento teológico teve sua importância na Idade Média, mas, em nossos dias, não tem relação com o pensamento filosófico.   

e) tanto a encíclica papal como a frase de São Tomás de Aquino procuram conciliar os pensamentos sobre fé e razão.   

 

Gabarito:  

 

Resposta da questão 1:
 [B]

 

Resposta da questão 2:
 [C]

 

 

Resposta da questão 3:
 [C]

 

 

Resposta da questão 4:
 [E]

 

 

Resposta da questão 5:
 [A]

 

 

Resposta da questão 6:
 [A]

 

 

Resposta da questão 7:
 [A]

 

Resposta da questão 8:
 [B]

 

 

Resposta da questão 9:
 [A]

 

 

Resposta da questão 10:
 [C]

 

 

Resposta da questão 11:
 [A]

 

 

Resposta da questão 12:
 [A]

 

 

Resposta da questão 13:
 [D]

 

Resposta da questão 14:
 [E]