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Lista de Exercícios Imperialismo, Comuna de Paris, Estados Unidos no século XIX

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Lista de Exercícios Imperialismo, Comuna de Paris, Estados Unidos no século XIX

1. (Unicamp 2019)  O período de 1840 a 1890 é o do triunfo da ideologia do progresso, simultaneamente ao grande boom econômico e industrial do Ocidente.

(Adaptado de Jacques Le Goff, História e memória. Campinas: Editora da Unicamp, 1990, p. 204-245.)

 

 

Com base no texto e em seus conhecimentos históricos,

 

a) apresente duas características importantes do boom econômico e industrial do Ocidente entre 1840 e 1890;

b) explique o ideário do progresso e o relacione com a Primeira Guerra Mundial.

 

 

Resposta:

 

a) A partir da segunda metade do século XIX, surgiu a Segunda Revolução Industrial caracterizada pelo aço, petróleo, eletricidade. Países como Inglaterra, EUA, Alemanha e Japão estavam na dianteira desse avanço científico e industrial. Também se deu nesse cenário, a consolidação do Capitalismo Monopolista e Financeiro que aboliu a concorrência implantando os monopólios.  

 

b) Todo esse cenário de otimismo, euforia e orgulho com as novas invenções (carro, cinema, avião, etc.) foram denominadas de “Belle Époque”. O resultado desse progresso foi uma disputa entre as potências industrializadas capitalistas por mercado consumidor, matéria prima, investir capitais, etc., culminando na Primeira Guerra Mundial.

 

 

 

 

2. (Unicamp 2019)  Os viajantes, missionários, administradores coloniais e etnógrafos europeus, no passado, tenderam a fundir múltiplas identidades em um único conceito de tribo. O uso da palavra tribo para descrever as sociedades africanas surgiu de um desejo de enaltecer o Estado-nação, ao mesmo tempo em que sugeria a inferioridade inerente de outros. Em resumo, conotava políticas primitivas que eram menos desenvolvidas do que as políticas dos Estados-nação.

 

(Adaptado de John Parker e Richard Rathbone, “A ideia de África”, em História da África. Lisboa: Quimera, 2016, p. 56-58.)

 

 

Baseado no texto acima e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta. 

a) A formação e a difusão do conceito de tribo no pensamento europeu acompanharam os avanços do colonialismo na África no século XIX, legitimando o domínio de seus povos por agentes oriundos de nações que se consideravam civilizadas e superiores.    

b) O conceito de tribo ganhou força no pensamento ocidental, porque na África não havia formações políticas que cobriam grandes extensões territoriais como na Europa. Ou seja, os europeus não encontraram estruturas políticas acima das unidades tribais.    

c) As sociedades africanas eram organizadas a partir de pequenas tribos lideradas por chefes guerreiros, o que gerava fragmentação política e guerras, inviabilizando nesse continente a formação de unidades políticas complexas nos moldes europeus.    

d) Em razão das tradições milenares e do respeito aos ancestrais, as tribos eram unidades sociais e políticas estáticas assentadas em uma identidade homogênea. Os europeus comumente desrespeitavam todas essas características na colonização.    

 

 

Resposta:

 

[A]

 

O Imperialismo do século XIX usou como justificativa de dominação o chamado Darwinismo Social, que considerava a raça negra inferior a branca. Nesse sentido, a divisão africana em tribos foi adotada para denotar a inferioridade de organização dos negros.

 

 

 

 

3. (Unicamp 2014)  Um motivo para a melhoria da dieta ao longo do século XIX era que chegavam cada vez mais alimentos do que chamamos de “periferia” da Europa, denominação vaga que engloba a Rússia e a Europa do Leste, como também das zonas de abastecimento do Novo e do Velho Mundo. Grande parte da Europa acabou por beneficiar-se dessas importações, mas os países mais necessitados desses produtos eram aqueles onde a industrialização e o desenvolvimento urbano ocorreram com maior ímpeto, ou seja, Grã-Bretanha, os Países Baixos e a Alemanha. Do Novo Mundo chegavam o açúcar, o café e o cacau, e da China, do Ceilão e da Índia chegavam o chá e o arroz.

 

(Adaptado de Norman J. G. Pounds, La Vida Cotidiana: historia de la cultura material. Barcelona: Editorial Crítica, 1992, p. 507-509.)

 

 

a) Explique a relação entre o processo de industrialização e importação de alimentos na Europa.

 

b) Por que a dieta europeia melhorou ao longo do século XIX?

 

 

Resposta:

 

a) O processo de industrialização dos países europeus contou com um fator comum: o êxodo dos trabalhadores do campo para as cidades. Nesse sentido, a mão de obra que anteriormente lavrava os campos e produzia os alimentos que abasteciam os países passou a trabalhar nas recém-criadas fábricas, criando a necessidade de importação de alimentos.

 

b) Como o próprio texto deixa claro, a dieta melhorou porque a Europa passou a importar alimentos de “novos” lugares, ampliando a quantidade e a variedade de produtos. Nesse contexto, o neocolonialismo promovido na África e na Ásia contribuiu para essa melhora, porque os países europeus passaram a importar novos alimentos de localidades como a Índia e a China.

 

 

 

 

4. (Unicamp 2013)  No fim do século XIX, Frederick Jackson Turner elaborou uma tese sobre a “fronteira” como definidora do caráter dos Estados Unidos até então. A força do indivíduo, a democracia, a informalidade e até o caráter rude estariam presentes no diálogo entre a civilização e a barbárie que a fronteira propiciava. As tradições europeias foram sendo abandonadas à medida que o desbravador se aprofundava no território em expansão dos Estados Unidos.

 

Em relação à questão da fronteira nos Estados Unidos, responda:

a) De quais grupos ou países essas terras foram sendo retiradas no século XIX?

b) O que foi o “Destino Manifesto” e qual seu papel nessa expansão?

 

 

Resposta:

 

a) Grupos indígenas, França, Espanha, México (destaque para a Guerra dos EUA contra o México), Rússia.

b) Os EUA ligavam a sua expansão territorial a uma missão divina de levar o progresso e a liberdade aos povos e territórios conquistados.

 

 

 

 

5. (Unicamp 2013)  As exposições universais do século XIX, sobretudo as de Londres e Paris, se caracterizavam

a) pelo louvor à superioridade europeia e pela apresentação otimista da técnica e da ciência.   

b) pela crítica à expansão sobre a África, movimento considerado um freio ao progresso europeu.   

c) pela crítica marxista aos princípios burgueses dominantes nos centros urbanos europeus.   

d) pelo elogio das sociedades burguesas associadas às vanguardas da época, como o Cubismo, o Dadaísmo e o Surrealismo.   

 

 

Resposta:

 

[A]

 

A questão demanda conhecimentos específicos sobre a história ocidental no século XIX. A segunda metade desse século foi marcada por uma expansão técnica e científica e também pela expansão imperialista europeia. As grandes exposições universais eram formas de celebrar os avanços da ciência e também de enaltecer o poder das grandes nações industriais, capazes de dominar imensos impérios coloniais, atestando, assim, uma suposta superioridade sobre os demais povos.

 

 

 

 

6. (Unicamp 2012)  A aventura à Amazônia liderada pelo naturalista Louis Agassiz estendeu-se de 1865 a 1866 e passou por várias regiões do Brasil: de Minas Gerais ao Nordeste e à Amazônia. Foi orientada pela teoria criacionista, que se opunha à teoria de Charles Darwin. Apesar de participar da expedição, o filósofo norte-americano Willian James questionou alguns estereótipos sobre os trópicos.

 

(Adaptado de Maria Helena P. T. Machado, “Algo mais que o paraíso”, Revista de História da Biblioteca Nacional, no. 52. Rio de Janeiro, jan. 2010, p.70.)

 

a) Qual a importância da teoria de Charles Darwin para o debate científico do século XIX.

b) Identifique dois estereótipos relativos às terras e às gentes do Brasil no século XIX.

 

 

Resposta:

 

a) A teoria de Darwin, explicada na obra “A origem das espécies”, caracterizou-se como revolucionária no século XIX. Apesar de vivenciar a Segunda Revolução Industrial e de haver desenvolvido o racionalismo desde o século XV, a cultura europeia era fortemente influenciada pela religião e pelo papel das Igrejas cristãs. A obra de Darwin foi fundamental para o debate entre o papel e importância da ciência e as concepções religiosas sobre a origem e o desenvolvimento humano.

 

b) No século XIX a visão da natureza exuberante é ofuscada por caracterizações mais depreciativas, tanto de inferioridade produtiva, destinada à agricultura, como terra de doenças tropicais. Quanto ao povo, também é depreciativa a visão europeia, que o caracteriza como indolente e preguiçoso – dado o clima quente e a miscigenação – como terra de primitivos, numa alusão aos indígenas.

 

 

 

 

7. (Unicamp 2011)  A história de todas as sociedades tem sido a história das lutas de classe. Classe oprimida pelo despotismo feudal, a burguesia conquistou a soberania política no Estado moderno, no qual uma exploração aberta e direta substituiu a exploração velada por ilusões religiosas.

A estrutura econômica da sociedade condiciona as suas formas jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, são as relações de produção que ele contrai que determinam a sua consciência.

 

(Adaptado de K. Marx e F. Engels, Obras escolhidas. São Paulo: AlfaÔmega, s./d., vol 1, p. 21-23, 301-302.0

 

As proposições dos enunciados acima podem ser associadas ao pensamento conhecido como

a) materialismo histórico, que compreende as sociedades humanas a partir de ideias universais independentes da realidade histórica e social.   

b) materialismo histórico, que concebe a história a partir da luta de classes e da determinação das formas ideológicas pelas relações de produção.   

c) socialismo utópico, que propõe a destruição do capitalismo por meio de uma revolução e a implantação de uma ditadura do proletariado.   

d) socialismo utópico, que defende a reforma do capitalismo, com o fim da exploração econômica e a abolição do Estado por meio da ação direta.   

 

 

Resposta:

 

[B]

 

O Marxismo ou materialismo histórico compreende a história da humanidade como a história da luta de classes, definidas pela propriedade dos meios de produção e pela exploração de uma classe sobre a outra. Baseia-se numa análise das condições materiais das sociedades humanas como determinantes para a compreensão de suas formas políticas e religiosas.

 

 

 

 

8. (Unicamp 2010)  No século XIX, surgiu um novo modo de explicar as diferenças entre os povos: o racismo. No entanto, os argumentos raciais encontravam muitas dificuldades: se os arianos originaram tanto os povos da Índia quanto os da Europa, o que poderia justificar o domínio dos ingleses sobre a Índia, ou a sua superioridade em relação aos indianos? A única resposta possível parecia ser a miscigenação. Em algum momento de sua história, os arianos da Índia teriam se enfraquecido ao se misturarem às raças aborígenes consideradas inferiores. Mas ninguém podia explicar realmente por que essa ideia não foi aplicada nos dois sentidos, ou seja, por que os arianos da

Índia não aperfeiçoaram aquelas raças em vez de se enfraquecerem.

 

(Adaptado de Anthony Pagden, Povos e Impérios. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002, p. 188-194.)

 

a) Segundo o texto, quais as incoerências presentes no pensamento racista do século XIX?

b) O que foi o imperialismo?

 

 

Resposta:

 

a) De acordo com o texto, as incoerências no pensamento racista do século XIX são:

    - a origem ariana tanto de indianos quanto europeus, o que não sustentaria a superioridade inglesa sem relação aos indianos;

    - a crença de que em algum momento de sua história, os arianos da Índia teriam se enfraquecido ao se misturarem às raças aborígenes consideradas inferiores sem considerar a possibilidade de os arianos aperfeiçoaram outras raças.

 

b) O imperialismo do século XIX é designado como o processo de ocupação territorial, política, econômica e cultural da África e da Ásia por parte das potências industriais europeias, motivado pela necessidade de mercados consumidores, fontes de matérias-primas e áreas para a expansão de capitais.