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Lista de Exercícios Antiguidade no ENEM (Grécia - Roma- Oriental)

Grécia e Roma no ENEM. O que mais cai no ENEM? Como estudar para o ENEM de Graça?

Lista de Exercícios Antiguidade no ENEM
(Grécia - Roma- Oriental)

 

1. (Enem 2019)  A soberania dos cidadãos dotados de plenos direitos era imprescindível para a existência da cidade-estado. Segundo os regimes políticos, a proporção desses cidadãos em relação à população total dos homens livres podia variar muito, sendo bastante pequena nas aristocracias e oligarquias e maior nas democracias.

 

CARDOSO, C. F. A cidade-estado clássica. São Paulo: Ática, 1985.

 

 

Nas cidades-estado da Antiguidade Clássica, a proporção de cidadãos descrita no texto é explicada pela adoção do seguinte critério para a participação política:

a) Controle da terra.    

b) Liberdade de culto.    

c) Igualdade de gênero.    

d) Exclusão dos militares.    

e) Exigência da alfabetização.    

 

2. (Enem 2017)  TEXTO I

Sólon é o primeiro nome grego que nos vem à mente quando terra e dívida são mencionadas juntas. Logo depois de 600 a.C., ele foi designado “legislador” em Atenas, com poderes sem precedentes, porque a exigência de redistribuição de terras e o cancelamento das dívidas não podiam continuar bloqueados pela oligarquia dos proprietários de terra por meio da força ou de pequenas concessões.

 

FINLEY, M. Economia e sociedade na Grécia antiga. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013 (adaptado).

 

 

TEXTO II

A “Lei das Doze Tábuas” se tornou um dos textos fundamentais do direito romano, uma das principais heranças romanas que chegaram até nos. A publicação dessas leis, por volta de 450 a.C., foi importante pois o conhecimento das “regras do jogo” da vida em sociedade é um instrumento favorável ao homem comum e potencialmente limitador da hegemonia e arbítrio dos poderosos.

 

FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado).

 

 

O ponto de convergência entre as realidades sociopolíticas indicadas nos textos consiste na ideia de que a

a) discussão de preceitos formais estabeleceu a democracia.   

b) invenção de códigos jurídicos desarticulou as aristocracias   

c) formulação de regulamentos oficiais instituiu as sociedades.    

d) definição de princípios morais encerrou os conflitos de interesses.    

e) criação de normas coletivas diminuiu as desigualdades de tratamento.   

 

3. (Enem 2016)  Pois quem seria tão inútil ou indolente a ponto de não desejar saber como e sob que espécie de constituição os romanos conseguiram em menos de cinquenta e três anos submeter quase todo o mundo habitado ao seu governo exclusivo – fato nunca antes ocorrido? Ou, em outras palavras, quem seria tão apaixonadamente devotado a outros espetáculos ou estudos a ponto de considerar qualquer outro objetivo mais importante que a aquisição desse conhecimento?

 

POLÍBIO. História. Brasília: Editora UnB, 1985.

 

 

A experiência a que se refere o historiador Políbio, nesse texto escrito no século II a.C., é a

a) ampliação do contingente de camponeses livres.   

b) consolidação do poder das falanges hoplitas.   

c) concretização do desígnio imperialista.    

d) adoção do monoteísmo cristão.   

e) libertação do domínio etrusco.   

 

4. (Enem 2015)  O que implica o sistema da pólis é uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. A palavra constitui o debate contraditório, a discussão, a argumentação e a polêmica. Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como do jogo político.

VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado).

 

 

Na configuração política da democracia grega, em especial a ateniense, a ágora tinha por função

a) agregar os cidadãos em torno de reis que governavam em prol da cidade.   

b) permitir aos homens livres o acesso às decisões do Estado expostas por seus magistrados.   

c) constituir o lugar onde o corpo de cidadãos se reunia para deliberar sobre as questões da comunidade.   

d) reunir os exercícios para decidir em assembleias fechadas os rumos a serem tomados em caso de guerra.   

e) congregar a comunidade para eleger representantes com direito a pronunciar-se em assembleias.   

 

5. (Enem 2014)  TEXTO l

 

Olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação.

TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1987 (adaptado).

 

TEXTO II

 

Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar justiça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados.

ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985.

 

Comparando os textos l e II, tanto para Tucídides (no século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV a.C.), a cidadania era definida pelo(a)

a) prestígio social.   

b) acúmulo de riqueza.   

c) participação política.   

d) local de nascimento.   

e) grupo de parentesco.   

 

6. (Enem 2013)  Durante a realeza, e nos primeiros anos republicanos, as leis eram transmitidas oralmente de uma geração para outra. A ausência de uma legislação escrita permitia aos patrícios manipular a justiça conforme seus interesses. Em 451 a.C., porém, os plebeus conseguiram eleger uma comissão de dez pessoas – os decênviros – para escrever as leis. Dois deles viajaram a Atenas, na Grécia, para estudar a legislação de Sólon.

 

COULANGES, F. A cidade antiga. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

 

A superação da tradição jurídica oral no mundo antigo, descrita no texto, esteve relacionada à

a) adoção do sufrágio universal masculino.   

b) extensão da cidadania aos homens livres.   

c) afirmação de instituições democráticas.   

d) implantação de direitos sociais.   

e) tripartição dos poderes políticos.   

 

7. (Enem 2009)  Hoje em dia, nas grandes cidades, enterrar os mortos é uma prática quase íntima, que diz respeito apenas à família. A menos, é claro, que se trate de uma personalidade conhecida. Entretanto, isso nem sempre foi assim. Para um historiador, os sepultamentos são uma fonte de informações importantes para que se compreenda, por exemplo, a vida política das sociedades.

No que se refere às práticas sociais ligadas aos sepultamentos,

a) na Grécia Antiga, as cerimônias fúnebres eram desvalorizadas, porque o mais importante era a democracia experimentada pelos vivos.   

b) na Idade Média, a Igreja tinha pouca influência sobre os rituais fúnebres, preocupando-se mais com a salvação da alma.   

c) no Brasil colônia, o sepultamento dos mortos nas igrejas era regido pela observância da hierarquia social.   

d) na época da Reforma, o catolicismo condenou os excessos de gastos que a burguesia fazia para sepultar seus mortos.   

e) no período posterior à Revolução Francesa, devido as grandes perturbações sociais, abandona-se a prática do luto.   

 

8. (Enem 2009)  Segundo Aristóteles, “na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas”.

VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994.

 

O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania

a) possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar.   

b) era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.   

c) estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os habitantes da pólis a participarem da vida cívica.   

d) tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.   

e) vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas da cidade.   

 

9. (Enem 2009)  O Egito é visitado anualmente por milhões de turistas de todos os quadrantes do planeta, desejosos de ver com os próprios olhos a grandiosidade do poder esculpida em pedra há milênios: as pirâmides de Gizeh, as tumbas do Vale dos Reis e os numerosos templos construídos ao longo do Nilo.

O que hoje se transformou em atração turística era, no passado, interpretado de forma muito diferente, pois

a) significava, entre outros aspectos, o poder que os faraós tinham para escravizar grandes contingentes populacionais que trabalhavam nesses monumentos.   

b) representava para as populações do alto Egito a possibilidade de migrar para o sul e encontrar trabalho nos canteiros faraônicos.   

c) significava a solução para os problemas econômicos, uma vez que os faraós sacrificavam aos deuses suas riquezas, construindo templos.   

d) representava a possibilidade de o faraó ordenar a sociedade, obrigando os desocupados a trabalharem em obras públicas, que engrandeceram o próprio Egito.   

e) significava um peso para a população egípcia, que condenava o luxo faraônico e a religião baseada em crenças e superstições.   

 

10. (Enem 2008)  Ao visitar o Egito do seu tempo, o historiador grego Heródoto (484 - 420/30 a.C.) interessou-se por fenômenos que lhe pareceram incomuns, como as cheias regulares do rio Nilo. A propósito do assunto, escreveu o seguinte:

"Eu queria saber por que o Nilo sobe no começo do verão e subindo continua durante cem dias; por que ele se retrai e a sua corrente baixa, assim que termina esse número de dias, sendo que permanece baixo o inverno inteiro, até um novo verão.

Alguns gregos apresentam explicações para os fenômenos do rio Nilo. Eles afirmam que os ventos do noroeste provocam a subida do rio, ao impedir que suas águas corram para o mar. Não obstante, com certa frequência, esses ventos deixam de soprar, sem que o rio pare de subir da forma habitual. Além disso, se os ventos do noroeste produzissem esse efeito, os outros rios que correm na direção contrária aos ventos deveriam apresentar os mesmos efeitos que o Nilo, mesmo porque eles todos são pequenos, de menor corrente."

 

            Heródoto. História (trad.). livro II, 19-23. Chicago: Encyclopaedia Britannica Inc. 2a ed. 1990, p. 52-3 (com adaptações).

 

Nessa passagem, Heródoto critica a explicação de alguns gregos para os fenômenos do rio Nilo. De acordo com o texto, julgue as afirmativas a seguir.

 

I. Para alguns gregos, as cheias do Nilo devem-se ao fato de que suas águas são impedidas de correr para o mar pela força dos ventos do noroeste.

II. O argumento embasado na influência dos ventos do noroeste nas cheias do Nilo sustenta-se no fato de que, quando os ventos param, o rio Nilo não sobe.

III. A explicação de alguns gregos para as cheias do Nilo baseava-se no fato de que fenômeno igual ocorria com rios de menor porte que seguiam na mesma direção dos ventos.

 

É correto apenas o que se afirma em

a) I.   

b) II.   

c) I e II.   

d) I e III.   

e) II e III.   

 

11. (Enem 2000)  "Somos servos da lei para podermos ser livres."

            Cícero

 

"O que apraz ao príncipe tem força de lei."

            Ulpiano

 

As frases acima são de dois cidadãos da Roma Clássica que viveram praticamente no mesmo século, quando ocorreu a transição da República (Cícero) para o Império (Ulpiano).

 

Tendo como base as sentenças acima, considere as afirmações:

 

I. A diferença nos significados da lei é apenas aparente, uma vez que os romanos não levavam em consideração as normas jurídicas.

II. Tanto na República como no Império, a lei era o resultado de discussões entre os representantes escolhidos pelo povo romano.

III. A lei republicana definia que os direitos de um cidadão acabavam quando começavam os direitos de outro cidadão.

IV. Existia, na época imperial, um poder acima da legislação romana.

 

Estão corretas, apenas:

a) I e III.   

b) I e III.   

c) Il e III.   

d) II e IV.   

e) III e IV.   

 

Gabarito:  

 

Resposta da questão 1:
 [A]

 

Resposta da questão 2:
 [E]

 

 

Resposta da questão 3:
 [C]

 

 

Resposta da questão 4:
 [C]

 

 

Resposta da questão 5:
 [C]

 

Resposta da questão 6:
 [B]

 

 

Resposta da questão 7:
 [C]

 

 

 

Resposta da questão 8:
 [B]

 

 

Resposta da questão 9:
 [A]

 

Resposta da questão 10:
 [A]

 

 

Resposta da questão 11:
 [E]