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Lista de Exercícios República Oligárquica (Café-com-leite)

Lista de exercícios com gabarito do ENEM. República Oligárquica, ou República do café-com-leite. Como estudar para o ENEM de graça?

Lista de Exercícios República Oligárquica (Café-com-leite)

 

1. (Enem 2015)  TEXTO I

 

Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento completo. Vencido palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.

 

CUNHA, E. Os sertões. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1987.

 

 

TEXTO II

 

Na trincheira, no centro do reduto, permaneciam quatro fanáticos sobreviventes do extermínio. Era um velho, coxo por ferimento e usando uniforme da Guarda Católica, um rapaz de 16 a 18 anos, um preto alto e magro, e um caboclo. Ao serem intimados para deporem as armas, investiram com enorme fúria. Assim estava terminada e de maneira tão trágica a sanguinosa guerra, que o banditismo e o fanatismo traziam acesa por longos meses, naquele recanto do território nacional.

 

SOARES, H. M. A Guerra de Canudos. Rio de Janeiro: Altina, 1902.

 

 

Os relatos do último ato da Guerra de Canudos fazem uso de representações que se perpetuariam na memória construída sobre o conflito. Nesse sentido, cada autor caracterizou a atitude dos sertanejos, respectivamente, como fruto da

a) manipulação e incompetência.   

b) ignorância e solidariedade.   

c) hesitação e obstinação.   

d) esperança e valentia.   

e) bravura e loucura.   

 

2. (Enem 2013)  No final do século XIX, as Grandes Sociedades carnavalescas alcançaram ampla popularidade entre os foliões cariocas. Tais sociedades cultivavam um pretensioso objetivo em relação à comemoração carnavalesca em si mesma: com seus desfiles de carros enfeitados pelas principais ruas da cidade, pretendiam abolir o entrudo (brincadeira que consistia em jogar água nos foliões) e outras práticas difundidas entre a população desde os tempos coloniais, substituindo-os por formas de diversão que consideravam mais civilizadas, inspiradas nos carnavais de Veneza. Contudo, ninguém parecia disposto a abrir mão de suas diversões para assistir ao carnaval das sociedades. O entrudo, na visão dos seus animados praticantes, poderia coexistir perfeitamente com os desfiles.

 

PEREIRA, C. S. Os senhores da alegria: a presença das mulheres nas Grandes Sociedades carnavalescas cariocas em fins do século XIX. In: CUNHA, M. C. P. Carnavais e outras frestas: ensaios de história social da cultura. Campinas: Unicamp; Cecult, 2002 (adaptado).

 

Manifestações culturais como o carnaval também têm sua própria história, sendo constantemente reinventadas ao longo do tempo. A atuação das Grandes Sociedades, descrita no texto, mostra que o carnaval representava um momento em que as

a) distinções sociais eram deixadas de lado em nome da celebração.   

b) aspirações cosmopolitas da elite impediam a realização da festa fora dos clubes.   

c) liberdades individuais eram extintas pelas regras das autoridades públicas.   

d) tradições populares se transformavam em matéria de disputas sociais.   

e) perseguições policiais tinham caráter xenófobo por repudiarem tradições estrangeiras.   

 

3. (Enem 2019)  A Revolta da Vacina (1904) mostrou claramente o aspecto defensivo, desorganizado, fragmentado da ação popular. Não se negava o Estado, não se reivindicava participação nas decisões políticas; defendiam-se valores e direitos considerados acima da intervenção do Estado.

 

CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).

 

 

A mobilização analisada representou um alerta, na medida em que a ação popular questionava

a) a alta de preços.    

b) a política clientelista.    

c) as reformas urbanas.    

d) o arbítrio governamental.    

e) as práticas eleitorais.    

 

4. (Enem 2018)  Código Penal dos Estados Unidos do Brasil, 1890

 

Dos crimes contra a saúde pública

 

Art. 156. Exercer a medicina em qualquer dos seus ramos, a arte dentária ou a farmácia; praticar a homeopatia, a dosimetria, o hipnotismo ou magnetismo animal, sem estar habilitado segundo as leis e regulamentos.

Art. 158. Ministrar, ou simplesmente prescrever, como meio curativo para uso interno ou externo, e sob qualquer forma preparada, substância de qualquer dos reinos da natureza, fazendo, ou exercendo assim, o ofício denominado curandeiro.

 

Disponível em: http//legis.senado.gov.br. Acesso em: 21 dez. 2014 (adaptado).

 

 

No início da Primeira República, a legislação penal vigente evidenciava o(a)

a) negligência das religiões cristãs sobre as moléstias.   

b) desconhecimento das origens das crenças tradicionais.    

c) preferência da população pelos tratamentos alopáticos.    

d) abandono pela comunidade das práticas terapêuticas de magia.    

e) condenação pela ciência dos conhecimentos populares de cura.    

 

5. (Enem 2018)  Rodrigo havia sido indicado pela oposição para fiscal duma das mesas eleitorais. Pôs o revólver na cintura, uma caixa de balas no bolso e encaminhou-se para seu posto. A chamada dos eleitores começou às sete da manhã. Plantados junto da porta, os capangas do Trindade ofereciam cédulas com o nome dos candidatos oficiais a todos os eleitores que entravam. Estes, em sua quase totalidade, tomavam docilmente dos papeluchos e depositavam-nos na urna, depois de assinar a autêntica. Os que se recusavam a isso tinham seus nomes acintosamente anotados.

 

VERISSIMO. E. O tempo e o vento. São Paulo: Globo. 2003 (adaptado).

 

 

Erico Veríssimo tematiza em obra ficcional o seguinte aspecto característico da vida política durante a Primeira República: 

a) Identificação forçada de homens analfabetos.   

b) Monitoramento legal dos pleitos legislativos.    

c) Repressão explícita ao exercício de direito.   

d) Propaganda direcionada à população do campo.    

e) Cerceamento policial dos operários sindicalizados.    

 

6. (Enem 2018)  Os seus líderes terminaram presos e assassinados. A “marujada” rebelde foi inteiramente expulsa da esquadra. Num sentido histórico, porém, eles foram vitoriosos. A “chibata” e outros castigos físicos infamantes nunca mais foram oficialmente utilizados; a partir de então, os marinheiros – agora respeitados – teriam suas condições de vida melhoradas significativamente. Sem dúvida fizeram avançar a História.

 

MAESTRI, M. 1910: A revolta dos marinheiros – uma saga negra. São Paulo: Global, 1982.

 

 

A eclosão desse conflito foi resultado da tensão acumulada na Marinha do Brasil pelo(a)

a) engajamento de civis analfabetos após a emergência de guerras externas.   

b) insatisfação de militares positivistas após a consolidação da política dos governadores.   

c) rebaixamento de comandantes veteranos após a repressão a insurreições milenaristas.    

d) sublevação das classes populares do campo após a instituição do alistamento obrigatório.   

e) manutenção da mentalidade escravocrata da oficialidade após a queda do regime imperial.   

 

7. (Enem 2016)  O coronelismo era fruto de alteração na relação de forças entre os proprietários rurais e o governo, e significava o fortalecimento do poder do Estado antes que o predomínio do coronel. Nessa concepção, o coronelismo é, então, um sistema político nacional, com base em barganhas entre o governo e os coronéis. O coronel tem o controle dos cargos públicos, desde o delegado de polícia ate a professora primária. O coronel hipoteca seu apoio ao governo, sobretudo na forma de voto.

 

CARVALHO, J. M. Pontos e bordados: escritos de história política. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998 (adaptado).

 

 

No contexto da Primeira República no Brasil, as relações políticas descritas baseavam-se na

a) coação das milícias locais.   

b) estagnação da dinâmica urbana.   

c) valorização do proselitismo partidário.   

d) disseminação de práticas clientelistas.   

e) centralização de decisões administrativas.   

 

8. (Enem 2014)  O problema central a ser resolvido pelo Novo Regime era a organização de outro pacto de poder que pudesse substituir o arranjo imperial com grau suficiente de estabilidade. O próprio presidente Campos Sales resumiu claramente seu objetivo: “É de lá, dos estados, que se governa a República, por cima das multidões que tumultuam agitadas nas ruas da capital da União. A política dos estados é a política nacional”.

 

CARVALHO, J. M. Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987 (adaptado).

 

Nessa citação, o presidente do Brasil no período expressa uma estratégia política no sentido de

a) governar com a adesão popular.   

b) atrair o apoio das oligarquias regionais.   

c) conferir maior autonomia às prefeituras.   

d) democratizar o poder do governo central.   

e) ampliar a influência da capital no cenário nacional.   

 

9. (Enem 2014)  Ao deflagrar-se a crise mundial de 1929, a situação da economia cafeeira se apresentava como se segue. A produção, que se encontrava em altos níveis, teria que seguir crescendo, pois os produtores haviam continuado a expandir as plantações até aquele momento. Com efeito, a produção máxima seria alcançada em 1933, ou seja, no ponto mais baixo da depressão, como reflexo das grandes plantações de 1927-1928. Entretanto, era totalmente impossível obter crédito no exterior para financiar a retenção de novos estoques, pois o mercado internacional de capitais se encontrava em profunda depressão, e o crédito do governo desaparecera com a evaporação das reservas.

 

FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1997 (adaptado).

 

Uma resposta do Estado brasileiro à conjuntura econômica mencionada foi o(a)

a) atração de empresas estrangeiras.   

b) reformulação do sistema fundiário.   

c) incremento da mão de obra imigrante.   

d) desenvolvimento de política industrial.   

e) financiamento de pequenos agricultores.   

 

10. (Enem 2013)  Nos estados, entretanto, se instalavam as oligarquias, de cujo perigo já nos advertia Saint-Hilaire, e sob o disfarce do que se chamou “a política dos governadores”. Em círculos concêntricos esse sistema vem cumular no próprio poder central que é o sol do nosso sistema.

PRADO, P. Retrato do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972.

 

A crítica presente no texto remete ao acordo que fundamentou o regime republicano brasileiro durante as três primeiras décadas do século XX e fortaleceu o(a)

a) poder militar, enquanto fiador da ordem econômica.   

b) presidencialismo, com o objetivo de limitar o poder dos coronéis.   

c) domínio de grupos regionais sobre a ordem federativa.   

d) intervenção nos estados, autorizada pelas normas constitucionais.   

e) isonomia do governo federal no tratamento das disputas locais.   

 

11. (Enem 2011)  Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.

 

LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado).

 

O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930), tinha como uma de suas principais características o controle do voto, o que limitava, portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava vinculada a uma estrutura social

a) igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda.   

b) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.   

c) tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.   

d) ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.   

e) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional.   

 

12. (Enem 2011)  Até que ponto, a partir de posturas e interesses diversos, as oligarquias paulista e mineira dominaram a cena política nacional na Primeira República? A união de ambas foi um traço fundamental, mas que não conta toda a história do período. A união foi feita com a preponderância de uma ou de outra das duas frações. Com o tempo, surgiram as discussões e um grande desacerto final.

 

FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2004 (adaptado).

 

A imagem de um bem-sucedido acordo café com leite entre São Paulo e Minas, um acordo de alternância de presidência entre os dois estados, não passa de uma idealização de um processo muito mais caótico e cheio de conflitos. Profundas divergências políticas colocavam-nos em confronto por causa de diferentes graus de envolvimento no comércio exterior.

 

TOPIK, S. A presença do estado na economia política do Brasil de 1889 a 1930. Rio de Janeiro: Record, 1989 (adaptado).

 

Para a caracterização do processo político durante a Primeira República, utiliza-se com frequência a expressão Política do Café com Leite. No entanto, os textos apresentam a seguinte ressalva a sua utilização:

a) A riqueza gerada pelo café dava à oligarquia paulista a prerrogativa de indicar os candidatos à presidência, sem necessidade de alianças.   

b) As divisões políticas internas de cada estado da federação invalidavam o uso do conceito de aliança entre estados para este período.   

c) As disputas políticas do período contradiziam a suposta estabilidade da aliança entre mineiros e paulistas.   

d) A centralização do poder no executivo federal impedia a formação de uma aliança duradoura entre as oligarquias.   

e) A diversificação da produção e a preocupação com o mercado interno unificavam os interesses das oligarquias.   

 

13. (Enem 2010)  A serraria construía ramais ferroviários que adentravam as grandes matas, onde grandes locomotivas com guindastes e correntes gigantescas de mais de 100 metros arrastavam, para as composições de trem, as toras que jaziam abatidas por equipes de trabalhadores que anteriormente passavam pelo local. Quando o guindaste arrastava as grandes toras em direção à composição de trem, os ervais nativos que existiam em meio às matas eram destruídos por este deslocamento.

 

MACHADO P. P. Lideranças do Contestado. Campinas: Unicamp.

2004 (adaptado).

 

No início do século XX, uma série de empreendimentos capitalistas chegou à região do meio-oeste de Santa Catarina – ferrovias, serrarias e projetos de colonização.

Os impactos sociais gerados por esse processo estão na origem da chamada Guerra do Contestado. Entre tais impactos, encontrava-se

a) a absorção dos trabalhadores rurais como trabalhadores da serraria, resultando em um processo de êxodo rural.   

b) o desemprego gerado pela introdução das novas máquinas, que diminuíam a necessidade de mão de obra.   

c) a desorganização da economia tradicional, que sustentava os posseiros e os trabalhadores rurais da região.   

d) a diminuição do poder dos grandes coronéis da região, que passavam disputar o poder político com os novos agentes.   

e) o crescimento dos conflitos entre os operários empregados nesses empreendimentos e os seus proprietários, ligados ao capital internacional.   

 

14. (Enem 2010)  I – Para consolidar-se como governo, a República precisava eliminar as arestas, conciliar-se com o passado monarquista, incorporar distintas vertentes do republicanismo. Tiradentes não deveria ser visto como herói republicano radical, mas sim como herói cívico religioso, como mártir, integrador, portador da imagem do povo inteiro.

 

CARVALHO, J. M. C. A formação das almas: O imaginário da Republica no Brasil.

São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

 

I – Ei-lo, o gigante da praça, / O Cristo da multidão!

É Tiradentes quem passa / Deixem passar o Titão.

 

ALVES, C. Gonzaga ou a revolução de Minas. In:

CARVALHO. J. M. C. A formação das almas: O imaginário da Republica no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

 

A 1ª República brasileira, nos seus primórdios, precisava constituir uma figura heroica capaz de congregar diferenças e sustentar simbolicamente o novo regime.

Optando pela figura de Tiradentes, deixou de lado figuras como Frei Caneca ou Bento Gonçalves. A transformação do inconfidente em herói nacional evidencia que o esforço de construção de um simbolismo por parte da República estava relacionado

a) ao caráter nacionalista e republicano da Inconfidência, evidenciado nas ideias e na atuação de Tiradentes.   

b) à identificação da Conjuração Mineira como o movimento precursor do positivismo brasileiro.   

c) ao fato de a proclamação da República ter sido um movimento de poucas raízes populares, que precisava de legitimação.   

d) à semelhança física entre Tiradentes e Jesus, que proporcionaria, a um povo católico como o brasileiro, uma fácil identificação.   

e) ao fato de Frei Caneca e Bento Gonçalves terem liderado movimentos separatistas no Nordeste e no Sul do país.   

 

15. (Enem 2010)  O artigo 402 do Código penal Brasileiro de 1890 dizia:

Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal, conhecidos pela denominação de capoeiragem: andar em correrias, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou desordens.

Pena: Prisão de dois a seis meses.

 

SOARES, C. E. L. A Negregada instituição: os capoeiras no Rio de Janeiro: 1850-1890. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1994 (adaptado).

 

O artigo do primeiro Código Penal Republicano naturaliza medidas socialmente excludentes. Nesse contexto, tal regulamento expressava

a) a manutenção de parte da legislação do Império com vistas ao controle da criminalidade urbana.   

b) a defesa do retorno do cativeiro e escravidão pelos primeiros governos do período republicano.   

c) o caráter disciplinador de uma sociedade industrializada, desejosa de um equilíbrio entre progresso e civilização.   

d) a criminalização de práticas culturais e a persistência de valores que vinculavam certos grupos ao passado de escravidão.   

e) o poder do regime escravista, que mantinha os negros como categoria social inferior, discriminada e segregada.   

 

16. (Enem 2010)  As secas e o apelo econômico da borracha — produto que no final do século XIX alcançava preços altos nos mercados internacionais — motivaram a movimentação de massas humanas oriundas do Nordeste do Brasil para o Acre. Entretanto, até o início do século XX, essa região pertencia à Bolívia, embora a maioria da sua população fosse brasileira e não obedecesse à autoridade boliviana.

Para reagir à presença de brasileiros, o governo de La Paz negociou o arrendamento da região a uma entidade internacional, o Bolivian Syndicate, iniciando violentas disputas dos dois lados da fronteira. O conflito só terminou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, pelo qual o Brasil comprou o território por 2 milhões de libras esterlinas.

 

Disponível em: www.mre.gov.br.

Acesso em: 03 nov. 2008 (adaptado)

 

Compreendendo o contexto em que ocorreram os fatos apresentados, o Acre tornou-se parte do território nacional brasileiro

a) pela formalização do Tratado de Petrópolis, que indenizava o Brasil pela sua anexação.   

b) por meio do auxílio do Bolivian Syndicate aos emigrantes brasileiros na região.   

c) devido à crescente emigração de brasileiros que exploravam os seringais.   

d) em função da presença de inúmeros imigrantes estrangeiros na região.   

e) pela indenização que os emigrantes brasileiros pagaram à Bolívia.   

 

17. (Enem 2010)  As ruínas do povoado de Canudos, no sertão norte da Bahia, além de significativas para a identidade cultural, dessa região, são úteis às investigações sobre a Guerra de Canudos e o modo de vida dos antigos revoltosos.

Essas ruínas foram reconhecidas como patrimônio cultural material pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) porque reúnem um conjunto de

a) objetos arqueológicos e paisagísticos.   

b) acervos museológicos e bibliográficos.   

c) núcleos urbanos e etnográficos   

d) práticas e representações de uma sociedade.   

e) expressões e técnicas de uma sociedade extinta.   

 

18. (Enem 2007)           São Paulo, 18 de agosto de 1929.

            Carlos [Drummond de Andrade],

 

            Achei graça e gozei com o seu entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas - João Pessoa. É. Mas veja como estamos... trocados. Esse entusiasmo devia ser meu e sou eu que conservo o ceticismo que deveria ser de você. (...).

            Eu... eu contemplo numa torcida apenas simpática a candidatura Getúlio Vargas, que antes desejara tanto. Mas pra mim, presentemente, essa candidatura (única aceitável, está claro) fica manchada por essas pazes fragílimas de governistas mineiros, gaúchos, paraibanos (...), com democráticos paulistas (que pararam de atacar o Bernardes) e oposicionistas cariocas e gaúchos. Tudo isso não me entristece. Continuo reconhecendo a existência de males necessários, porém me afasta do meu país e da candidatura Getúlio Vargas. Repito: única aceitável.

            Mário [de Andrade]

 

            Renato Lemos. Bem traçadas linhas: a história do Brasil em cartas pessoais. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2004, p. 305.

 

Acerca da crise política ocorrida em fins da Primeira República, a carta do paulista Mário de Andrade ao mineiro Carlos Drummond de Andrade revela

a) a simpatia de Drummond pela candidatura Vargas e o desencanto de Mário de Andrade com as composições políticas sustentadas por Vargas.   

b) a veneração de Drummond e Mário de Andrade ao gaúcho Getúlio Vargas, que se aliou à oligarquia cafeeira de São Paulo.   

c) a concordância entre Mário de Andrade e Drummond quanto ao caráter inovador de Vargas, que fez uma ampla aliança para derrotar a oligarquia mineira.   

d) a discordância entre Mário de Andrade e Drummond sobre a importância da aliança entre Vargas e o paulista Júlio Prestes nas eleições presidenciais.   

e) o otimismo de Mário de Andrade em relação a Getúlio Vargas, que se recusara a fazer alianças políticas para vencer as eleições.   

 

19. (Enem 2006)           No princípio do século XVII, era bem insignificante e quase miserável a Vila de São Paulo. João de Laet davalhe 200 habitantes, entre portugueses e mestiços, em 100 casas; a Câmara, em 1606, informava que eram 190 os moradores, dos quais 65 andavam homiziados*.

 

*homiziados: escondidos da justiça

 

            Nelson Werneck Sodré. Formação histórica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1964.

 

            Na época da invasão holandesa, Olinda era a capital e a cidade mais rica de Pernambuco. Cerca de 10% da população, calculada em aproximadamente 2.000 pessoas, dedicavam-se ao comércio, com o qual muita gente fazia fortuna. Cronistas da época afirmavam que os habitantes ricos de Olinda viviam no maior luxo.

 

            Hildegard Féist. Pequena história do Brasil holandês. São Paulo: Moderna, 1998 (com adaptações).

 

Os textos apresentados retratam, respectivamente, São Paulo e Olinda no início do século XVII, quando Olinda era maior e mais rica. São Paulo é, atualmente, a maior metrópole brasileira e uma das maiores do planeta. Essa mudança deveu-se, essencialmente, ao seguinte fator econômico:

a) maior desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar no planalto de Piratininga do que na Zona da Mata Nordestina.   

b) atraso no desenvolvimento econômico da região de Olinda e Recife, associado à escravidão, inexistente em São Paulo.   

c) avanço da construção naval em São Paulo, favorecido pelo comércio dessa cidade com as Índias.   

d) desenvolvimento sucessivo da economia mineradora, cafeicultora e industrial no Sudeste.   

e) destruição do sistema produtivo de algodão em Pernambuco quando da ocupação holandesa.   

 

Gabarito:  

 

Resposta da questão 1:
 [E]

 

Resposta da questão 2:
 [D]

 

 

Resposta da questão 3:
 [D]

 

 

Resposta da questão 4:
 [E]

 

  Resposta da questão 5:
 [C]

 

 

Resposta da questão 6:
 [E]

 

 

Resposta da questão 7:
 [D]

 

Resposta da questão 8:
 [B]

 

 

Resposta da questão 9:
 [D]

 

 

Resposta da questão 10:
 [C]

 

Resposta da questão 11:
 [E]

 

 

Resposta da questão 12:
 [C]

 

 .  

 

Resposta da questão 13:
 [C]

 

 

Resposta da questão 14:
 [C]

 

 

 

Resposta da questão 15:
 [D]

 

Resposta da questão 16:
 [C]

 

 

Resposta da questão 17:
 [A]

 

 

Resposta da questão 18:
 [A]

 

 

Resposta da questão 19:
 [D]