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Lista de exercícios Revolução Industrial

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Lista de exercícios Revolução Industrial

 

1. (Fuvest 2017) 

Níveis per capita de industrialização, 1750-1913

(Reino Unido em 1900 = 100)

 

País

1750

1800

1860

1913

Alemanha

8

8

15

85

Bélgica

9

10

28

88

China

8

6

4

3

Espanha

7

7

11

22

EUA

4

9

21

126

França

9

9

20

59

Índia

7

6

3

2

Itália

8

8

10

26

Japão

7

7

7

20

Reino Unido

10

16

64

115

Rússia

6

6

8

20

 

Ronald Findlay e Kevin O’Rourke. Power and Plenty:

Trade,War, and the World Economy in the Second Millennium.

Princeton: Princeton University Press, 2007. Adaptado.

 

 

Com base na tabela, é correto afirmar:

a) A industrialização acelerada da Alemanha e dos Estados Unidos ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial, mantendo-se relativamente inalterada durante a Segunda Revolução Industrial.   

b) Os países do Sul e do Leste da Europa apresentaram níveis de industrialização equivalentes aos dos países do Norte da Europa e dos Estados Unidos durante a Segunda Revolução Industrial.   

c) A Primeira Revolução Industrial teve por epicentro o Reino Unido, acompanhado em menor grau pela Bélgica, ambos mantendo níveis elevados durante a Segunda Revolução Industrial.   

d) Os níveis de industrialização verificados na Ásia em meados do século XVIII acompanharam o movimento geral de industrialização do Atlântico Norte ocorrido na segunda metade do século XIX.   

e) O Japão se destacou como o país asiático de mais rápida industrialização no curso da Primeira Revolução Industrial, perdendo força, no entanto, durante a Segunda Revolução Industrial.    

 

2. (Enem 2019)  Dificilmente passa-se uma noite sem que algum sitiante tenha seu celeiro ou sua pilha de cereais destruídos pelo fogo. Vários trabalhadores não diretamente envolvidos nos ataques pareciam apoiá-los, como se vê neste depoimento ao The Times: “deixa queimar, pena que não foi a casa”; “podemos nos aquecer agora”; “nós só queríamos algumas batatas; há um fogo ótimo para cozinhá-las”.

 

HOBSBAWM, E.; RUDÉ, G. Capitão Swing. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982 (adaptado).

 

 

A revolta descrita no texto, ocorrida na Inglaterra no século XIX, foi uma reação ao seguinte processo socioespacial:

a) Restrição da propriedade privada.    

b) Expropriação das terras comunais.    

c) Imposição da estatização fundiária.    

d) Redução da produção monocultora.    

e) Proibição das atividades artesanais.    

 

3. (Unesp 2019)  Um homem transporta o fio metálico, outro endireita-o, um terceiro corta-o, um quarto aguça a extremidade, um quinto prepara a extremidade superior para receber a cabeça; para fazer a cabeça são precisas duas ou três operações distintas; colocá-la constitui também uma tarefa específica, branquear o alfinete, outra; colocar os alfinetes sobre o papel da embalagem é também uma tarefa independente. [...] Tive ocasião de ver uma pequena fábrica deste tipo, em que só estavam empregados dez homens, e onde alguns deles, consequentemente, realizavam duas ou três operações diferentes. Mas, apesar de serem muito pobres, e possuindo apenas a maquinaria estritamente necessária, [...] conseguiam produzir mais de quarenta e oito mil alfinetes por dia. Se dividirmos esse trabalho pelo número de trabalhadores, poderemos considerar que cada um deles produz quatro mil e oitocentos alfinetes por dia; mas se trabalhassem separadamente uns dos outros, e sem terem sido educados para este ramo particular de produção, não conseguiriam produzir vinte alfinetes, nem talvez mesmo um único alfinete por dia.

 

(Adam Smith. Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, 1984.)

 

 

O texto, originalmente publicado em 1776, demonstra

a) o avanço tecnológico representado pelo surgimento da fábrica na Inglaterra, relacionando a riqueza com o aprimoramento científico e o trabalho simultâneo de milhares de operários.    

b) o crescimento do mercado consumidor e a maior velocidade na distribuição das mercadorias inglesas, destacando o vínculo entre riqueza e uma boa relação entre oferta e procura.    

c) a força crescente dos sindicatos e das federações de trabalhadores na Inglaterra, enfatizando o princípio marxista de que apenas o trabalho permite a geração de riqueza.    

d) a produtividade do artesanato e o conhecimento da totalidade do processo produtivo pelos trabalhadores ingleses, relacionando a noção de riqueza ao acúmulo de metais nobres.    

e) a disciplina no trabalho e o parcelamento de tarefas presentes nas manufaturas e fábricas inglesas, associando o crescimento da riqueza à produtividade do trabalho.    

 

4. (Mackenzie 2019)  A Revolução Industrial, que ocorreu no final do século XVIII, e início do século XIX, enquanto processo global às sociedades ocidentais, pode ser caracterizada como sendo

a) os aperfeiçoamentos da máquina a vapor, aplicados sobretudo na produção têxtil e metalúrgica, que eram superior à força da água, do vento, do animal e do homem. A grande mudança é que as ferramentas não somente auxiliam o trabalho humano mas também o substituem.   

b) o conjunto de descobertas e a evolução tecnológica em que as ferramentas, que desde a Pré-História são fundamentais para o trabalho humano, são aperfeiçoadas graças ao uso da força hidráulica e a eólica, nunca antes utilizadas na produção de bens materiais.   

c) a utilização e dinamização de outros setores da economia, como o têxtil e o metalúrgico, graças à utilização de novas fontes de energia, como os derivados do petróleo (diesel e gasolina) e da energia hidráulica.   

d) a reunião de todas as invenções, que desde a Renascença com a divisão do trabalho nas corporações de ofício e a utilização de ferramentas na produção de liga de metal, possibilitaram o surgimento das fábricas.   

e) o conjunto de medidas, que possibilitaram que o trabalho humano fosse totalmente substituído em todas as fases do processo produtivo pela força mecânica, graças ao forte intervencionismo e ao apoio estatal da Inglaterra.   

 

5. (Fuvest 2019)  Sob qualquer aspecto, este [a Revolução Industrial] foi provavelmente o mais importante acontecimento na história do mundo, pelo menos desde a invenção da agricultura e das cidades. E foi iniciado pela Grã‐Bretanha. É evidente que isto não foi acidental.

Eric Hobsbawm, A Era das Revoluções. São Paulo: Paz e Terra, 2005. 19ª edição, p. 52.

 

 

A Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra nos decênios finais do século XVIII,

a) deveu‐se ao pioneirismo científico e tecnológico dos britânicos, aliado a uma grande oferta de mão de obra especializada e a uma política estatal pacifista e voltada para o comércio.    

b) originou‐se das profundas transformações agrárias expressas pela concentração fundiária, perda da posse da terra pelo campesinato e formação de uma mão de obra assalariada.    

c) vinculou-se à derrocada da aristocracia e à ascensão da burguesia, orientada pela política mercantilista e sintetizada na filosofia de Adam Smith.    

d) resultou da supressão de leis protecionistas de inspiração mercantilista e do combate ao tráfico negreiro, com vistas à conquista de mercados externos consumidores.    

e) decorreu da ampla difusão de um ideário Ilustrado, o qual teria promovido aquilo que o sociólogo alemão Max Weber descreve como o “espírito do capitalismo”.    

 

6. (Mackenzie 2017)  (...) Em termos de produtividade econômica, a transformação social foi um êxito imenso; em termos de sofrimento humano, uma tragédia, aumentada pela depressão agrícola depois de 1815 que reduziu o pobre rural à miséria mais desmoralizadora (...). Porém, do ponto de vista da industrialização havia consequências benéficas, pois uma economia industrial necessita de trabalhadores, e onde se podia obtê-los senão no antigo setor não industrial?

 

Hobsbauwn, Eric. A Revolução Industrial. In As Revoluções Burguesas.

 

 

No trecho acima, o autor analisa consequências da Revolução Industrial na Inglaterra. Sobre o texto e o contexto, é correto afirmar que

a) a Revolução Industrial na Inglaterra marcou a passagem da sociedade rural para a industrial, apontando que, mesmo antes da introdução das máquinas, as manufaturas domésticas sediadas no campo tendiam a desaparecer pela falta de competitividade de seus produtos.   

b) a tendência à estabilização das populações campesinas e de pequenos burgueses, no interior rural inglês, foi um empecilho que acabou por gerar medidas governamentais, sancionadas pelo Parlamento a fim de solucionar tal problema social.   

c) com os cercamentos dos campos, no século XVIII, e pela consequente expropriação dos trabalhadores de seus meios de trabalho, o país contava com um enorme contingente de mão de obra desempregada nas cidades, disponível para o trabalho industrial.   

d) a grave crise agrícola de 1815, acompanhada pela epidemia de peste bubônica que atacou, principalmente, o interior agrícola do país, acabou por gerar um grande êxodo rural e um enorme fluxo populacional, disposto a trabalhar nas cidades, mesmo com baixo índice salarial.   

e) a ganância dos grandes proprietários de terra ingleses, interessados em exportar seus produtos para os novos centros industriais do país, acabou por ocasionar a situação de penúria, relatada no texto, em que se encontrava a população rural na época.   

 

7. (Unesp 2017)  Nem todos os homens se renderam diante das forças irresistíveis do novo mundo fabril, e a experiência do movimento dos quebradores de máquina demonstra uma inequívoca capacidade dos trabalhadores para desencadear uma luta aberta contra o sistema de fábrica. De um lado, esse movimento de resistência visava investir contra as novas relações hierárquicas e autoritárias introduzidas no interior do processo de trabalho fabril, e nessa medida a destruição das máquinas funcionava como mecanismo de pressão contra a nova direção organizativa das empresas; de outro lado, inúmeras atividades de destruição carregaram implicitamente uma profunda hostilidade contra as novas máquinas e contra o marco organizador da produção que essa tecnologia impunha.

 

Edgar de Decca. O nascimento das fábricas, 1982. Adaptado.

 

 

De acordo com o texto, os movimentos dos quebradores de máquinas, na Inglaterra do final do século XVIII e início do XIX,

a) expunham a rápida e eficaz ação dos sindicatos, capazes de coordenar ações destrutivas em fábricas de diversas partes do país.   

b) representavam uma reação diante da ordem e da disciplinarização do trabalho, facilitadas pelo emprego de máquinas na produção fabril.   

c) indicavam o aprimoramento das condições de trabalho nas fábricas, que contavam com aparato de segurança interna contra atos de vandalismo.   

d) revelavam a ingenuidade de alguns trabalhadores, que não percebiam que as máquinas auxiliavam e facilitavam seu trabalho.   

e) simbolizavam a rebeldia da maioria dos trabalhadores, envolvidos com partidos e agrupamentos políticos de inspiração marxista.    

 

8. (Unesp 2016)  A divisão capitalista do trabalho – caracterizada pelo célebre exemplo da manufatura de alfinetes, analisada por Adam Smith – foi adotada não pela sua superioridade tecnológica, mas porque garantia ao empresário um papel essencial no processo de produção: o de coordenador que, combinando os esforços separados dos seus operários, obtém um produto mercante.

 

(Stephen Marglin. In: André Gorz (org.). Crítica da divisão do trabalho, 1980.)

 

 

Ao analisar o surgimento do sistema de fábrica, o texto destaca

a) o maior equilíbrio social provocado pelas melhorias nos salários e nas condições de trabalho.   

b) o melhor aproveitamento do tempo de trabalho e a autogestão da empresa pelos trabalhadores.   

c) o desenvolvimento tecnológico como fator determinante para o aumento da capacidade produtiva.   

d) a ampliação da capacidade produtiva como justificativa para a supressão de cargos diretivos na organização do trabalho.   

e) a importância do parcelamento de tarefas e o estabelecimento de uma hierarquia no processo produtivo.   

 

Gabarito:  

 

Resposta da questão 1:
 [C]

 

A alternativa [C] está correta porque o Reino Unido destacou-se na liderança da Primeira Revolução Industrial, mantendo sua expressiva produção também durante a Segunda Revolução, fato ocorrido também com a Bélgica, embora em menores proporções. As alternativas incorretas são: [A], porque a industrialização acelerada da Alemanha e dos Estados Unidos foi expressiva na Segunda Revolução; [B], porque Espanha, Itália e Rússia tiveram desempenho industrial aquém dos países europeus setentrionais e Estados Unidos; [D], porque Índia e China registraram decréscimo em sua produção industrial; [E], porque o Japão aumentou sua produção industrial na Segunda Revolução.  

 

Resposta da questão 2:
 [B]

 

O texto faz referência a um fenômeno que foi, ao mesmo tempo, causa e consequência da Revolução Industrial na Inglaterra: os cercamentos. Tal prática, que consistia na tomada das terras dos pequenos camponeses pelos grandes senhores de terra, provocou grande êxodo rural e causou muita fome e miséria entre os camponeses, levando a manifestações como a descrita no enunciado.  

 

Resposta da questão 3:
 [E]

 

Somente a alternativa [E] está correta. Adam Smith em sua obra clássica “Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações”, de 1776, criticou o mercantilismo e defendeu o liberalismo econômico pautado na não intervenção do Estado na economia, livre cambismo, livre concorrência, racionalizar a produção através da divisão social do trabalho gerando mais eficiência, lucro e riqueza.  

 

Resposta da questão 4:
 [A]

 

A Primeira Revolução Industrial, restrita inicialmente à Inglaterra e, entre os séculos XVIII e XIX expandida a outros países europeus teve como marcas a substituição do homem pela máquina, em especial aquela movida a vapor e usada para a fabricação de tecidos, o que acelerou e aumentou significativamente a produção.  

 

Resposta da questão 5:
 [B]

 

Um dos fatores que contribuíram para a ocorrência da Revolução Industrial na Inglaterra foi a ocorrência dos cercamentos: os grandes proprietários de terra ingleses “cercavam” as terras dos pequenos proprietários e os expulsavam do campo. Tal fenômeno favoreceu a concentração fundiária e a formação de uma massa de desempregados que migrou para as cidades e passou a trabalhar nas fábricas recém-inauguradas.  

 

Resposta da questão 6:
 [C]

 

Uma das explicações para o pioneirismo inglês na primeira Revolução Industrial eram os cercamentos rurais: grandes proprietários de terra “cercavam” os lotes de terra dos pequenos produtores rurais e os expulsavam do campo, o que produzia elevado êxodo rural, ainda que forçado. Por isso, era grande a oferta de mão de obra nas cidades inglesas.  

 

Resposta da questão 7:
 [B]

 

O movimento citado no texto – quebra das máquinas – era o ludismo. Ele simbolizava uma resistência a duas coisas: (1) a rigidez do trabalho nas fábricas e (2) o desemprego gerado pela maquinofatura.  

 

Resposta da questão 8:
 [E]

 

O texto deixa claro duas coisas que a Revolução Industrial produziu: (1) a divisão do trabalho e (2) a criação do cargo de coordenador ou gerente, gerando uma hierarquia dentro das fábricas.