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Lista de Exercícios Roma UNICAMP

Como estudar para a UNICAMP? Fazendo as questões dos vestibulares anteriores. E um aprofundamento DEZ DE HISTÓRIA.

Lista de Exercícios Roma UNICAMP

1. (Unicamp 2021)  Os aposentos comuns são aqueles aos quais o povo pode ir, como os vestíbulos e pátios. Assim, magníficos vestíbulos, aposentos e átrios não são necessários para as pessoas de fortuna comum, pois visitam, mas não são visitados. As casas de banqueiros deveriam ser mais espaçosas e vistosas, protegidas contra ladrões. Advogados e retóricos deveriam morar com elegância. Para aqueles que ocupam cargos e magistraturas, deveriam ser feitos vestíbulos reais, amplos e devidamente decorados com grandeza.

 

(Adaptado de Vitrúvio, “Sobre a Arquitetura”, em Pedro Paulo Funari, Antiguidade Clássica. Campinas: Editora da Unicamp, 2003, p. 81.)

 

 

O arquiteto romano Vitrúvio expressa, em seu texto clássico sobre os princípios da Arquitetura,

a) a naturalização das diferenças sociais impressas na vida material, já que as habitações ditas comuns deveriam ser simples e as dos enriquecidos deveriam ser espaçosas e vistosas.   

b) a resistência contra as diferenças sociais impressas na vida material, já que as habitações de pessoas de fortuna comum, magistrados e funcionários públicos deveriam ser iguais.   

c) a percepção das diferenças sociais durante todo o Império Romano, materializadas nas habitações, e a busca por moradias mais belas e espaçosas para todos.   

d) a determinação em conservar as diferenças sociais no Império Romano, a partir de políticas públicas de construção de moradias amplas para pessoas de fortuna comum.   

 

 

Resposta:

 

[A]

 

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]

O autor expressão a materialização das diferenças sociais existentes na Roma Antiga na arquitetura e no urbanismo, uma vez que destaca que os aposentos e moradias tinham construções diferentes dependendo de quem fosse o dono ou de que estrato social os frequentasse.

 

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia]

A arquitetura das habitações revela as desigualdades sociais sobre as quais determinada sociedade se constrói. No caso descrito no texto, as “pessoas de fortuna comum” são aqueles que estão fora da elite e, por isso, não devem ter casas opulentas. Em contrapartida, a elite é aquela que deve ter suas casas mais espaçosas e pomposas.

 

 

 

 

2. (Unicamp 2020)  Os imperadores romanos que reinaram no século II administraram um vasto império. Eles se tornaram mais abertamente monárquicos e dinásticos, particularmente fora de Roma, onde não precisavam se preocupar com os humores do Senado. Emergiu uma corte itinerante que competia por influência. Comunidades provinciais enviavam um embaixador atrás do outro para acompanhar o imperador onde quer que ele pudesse estar. Poderiam encontrar Adriano às margens do Nilo ou supervisionando a construção da grande muralha que cruzava o norte da Britânia; ajudando a projetar seu templo de Vênus diante do Coliseu; fazendo um discurso para soldados na África. O império era governado de onde o imperador estivesse.

 

(Adaptado de Greg Woolf, Roma. São Paulo: Cultrix, 2017, p. 204.)

 

 

A partir da leitura do texto, assinale a alternativa correta.

a) O Senado, composto por notáveis, fazia oposição à centralização do poder do Imperador e garantia a centralidade do governo em Roma e a democratização das decisões governamentais.   

b) O Império romano foi marcado pelas disputas de poder entre o Imperador e o Senado. Os conflitos entre eles acabaram por resultar na diminuição do poder do Senado no que diz respeito à administração pública.   

c) O Senado, composto por notáveis, apoiava a centralização do poder nas mãos do Imperador. A nova estrutura política do Império permitia a mobilidade da administração pública representada pelo Imperador.   

d) O Império, governado por militares, opunha-se às comunidades provinciais. Isso levou ao desaparecimento do Senado como instituição responsável pela administração pública.   

 

 

Resposta:

 

[B]

 

As disputas entre os senadores romanos marcaram a República Romana, contribuindo para uma crise que levou ao surgimento de Triunviratos, o que levou a República a chegar ao fim a partir do Principado de Otávio Augusto, que inaugurou o Império Romano. Durante esse período, a concentração de poder na mão dos Imperadores cresceu, fazendo com que o poder do Senado diminuísse.

 

 

 

 

3. (Unicamp 2019)  Havia em Alexandria uma filósofa chamada Hipátia que foi admitida na escola de Platão, demonstrando competência para ensinar as ciências a todos os que o desejassem. Hipátia interrogava: “Por que as estrelas não caem do céu?” E respondia: “Porque seguem a rota mais perfeita, que é o círculo do céu em torno da Terra, que, por sua vez, é centro do cosmos.” Acreditando nesta tradição e movida pela curiosidade, ela instigava: “Se você não questiona aquilo em que acredita, não pode acreditar.” Além disso, acrescentava: “Eu acredito na filosofia e é preciso nos livrarmos de todas as ideias preconcebidas de qualquer natureza.” Na história da filosofia, Hipátia é considerada uma expoente do neoplatonismo. A oposição entre o neoplatonismo e o cristianismo teria marcado o tempo em que ela viveu. Para o filósofo Pierre Hadot, o neoplatonismo foi um foco de resistência ao cristianismo. Essa resistência continuou até 529, quando o imperador Justiniano proibiu os pagãos de ensinar, fechou as escolas filosóficas de Atenas e passou a perseguir filósofos em Alexandria. Nesse contexto, a matemática Hipátia foi assassinada em 415, em Alexandria, por cristãos fanáticos.

 

(Adaptado de Salma Tannus Muchail, Notícias de Hipátia. Labrys, estudos feministas, v. 23, jan./jun. 2013. Disponível em https://www.labrys.net.br/ labrys23/ filosofia/salma.htm. Acessado em 10/07/2017.)

 

 

A partir do texto acima e de seus conhecimentos históricos e filosóficos,

 

a) identifique dois princípios filosóficos defendidos por Hipátia;

b) aponte e explique uma motivação do imperador Justiniano para perseguir correntes de pensamento não cristãs.

 

 

Resposta:

 

a) O Neoplatonismo foi uma escola filosófica com caráter metafísico e epistemológico com viés Platônico que existiu no contexto da crise do Império Romano, séculos III, IV e V. O pensamento de Hipátia era pautado no Racionalismo através de uma coerência intelectual e também no Criticismo caracterizado no questionamento de “verdades absolutas”.

 

b) Justiniano governou o Império Bizantino entre os anos de 527 até 565, representando o auge da história desse império. Expandiu as fronteiras, organizou o famoso “Corpus Juris Civilis”, construiu a Igreja de Santa Sofia. O imperador atuou de maneira enérgica para construir uma unidade religiosa e consequentemente aumentar seu poder, daí a perseguição aos “diferentes”.

 

 

 

 

4. (Unicamp 2017) 

A imagem acima retrata parte do mosaico romano de Nennig, um dos mais bem conservados que se encontram até o momento no norte da Europa. A composição conta com mais de  e apresenta como tema cenas próprias de um anfiteatro romano.

https://fr.wikipedia.org/wiki/Perl(Sarre)#/media/File:Retiariusstabssecutor(color).jpg.

Acessado em: 12/08/2016.

 

 

A partir da leitura da imagem e do conhecimento sobre o período em questão, pode-se afirmar corretamente que a imagem representa

a) uma luta entre três gladiadores, prática popular entre membros da elite romana do século III d. C, que foi criticada pelos cristãos.   

b) a popularidade das atividades circenses entre os romanos, prática de cunho religioso que envolvia os prisioneiros de guerra.   

c) uma das ações da política do pão e do circo, estratégia da elite romana que usava cidadãos romanos na arena, para lutarem entre si e, assim, divertir o povo.   

d) uma luta entre gladiadores, prática que tinha inúmeras funções naquela sociedade, como a diversão, a tentativa de controle social e a valorização da guerra.   

 

 

Resposta:

 

[D]

 

A luta entre os gladiadores era uma prática comum romana, iniciada no fim da República e adotada por todo o Império. Os gladiadores provinham das classes sociais inferiores ou dos escravos de conquista de Roma. Suas lutas faziam parte da política do pão e circo. Dito isso, as lutas tinham três funções: entreter o povo em espetáculos públicos, estabelecer o controle das classes altas sobre as mais baixas e valorizar o espírito guerreiro romano.

 

 

 

 

5. (Unicamp 2017)  “Onde está aquela tua prudência? Onde está a sagacidade nas coisas que se devem discernir? Onde está a grandeza de alma? Já as pequenas coisas te afligem? (...) Nenhuma destas coisas é insólita, nenhuma inesperada. Ofender-te com estas coisas é tão ridículo quanto te queixares porque caíste em público ou porque te sujaste na lama. (...) O inverno faz vir o frio: é necessário gelar. O tempo traz de novo o calor: é necessário arder. A intempérie do céu provoca a saúde: é necessário adoecer. Uma fera em algum lugar se aproximará de nós, e um homem mais pernicioso que todas as feras. Algo a água, algo o fogo nos retirará. Esta condição das coisas não podemos mudar. Mas isto podemos: adotar um espírito elevado e digno do homem nobre para que corajosamente suportemos as coisas fortuitas e nos harmonizemos com a Natureza.”

 

Sêneca, Carta de Sêneca a Lucílio, CVII. Prometeus, Maceió, ano 1 – nº 1, p.121, jan.-jun. 2008. Disponível em https://www.academia.edu/4204064. Acessado em 19/12/2016.

 

 

A partir da leitura do texto escrito pelo filósofo Sêneca,

 

a) identifique e explique um princípio do estoicismo latino;

b) cite dois legados culturais do mundo romano, além da filosofia, para a tradição ocidental.  

 

 

Resposta:

 

a) Segundo o estoicismo, existe uma ordem moral que regulamenta o Universo, e o homem, para encaixar-se nela, deve se desenvolver moralmente, buscando renegar a luxúria e a paixão, por exemplo.

b) Podemos citar o latim, o direito romano e a república.

 

 

 

 

6. (Unicamp 2014)  O termo “bárbaro” teve diferentes significados ao longo da história. Sobre os usos desse conceito, podemos afirmar que:

a) Bárbaro foi uma denominação comum a muitas civilizações para qualificar os povos que não compartilhavam dos valores destas mesmas civilizações.   

b) Entre os gregos do período clássico o termo foi utilizado para qualificar povos que não falavam grego e depois disso deixou de ser empregado no mundo mediterrâneo antigo.   

c) Bárbaros eram os povos que os germanos classificavam como inadequados para a conquista, como os vândalos, por exemplo.   

d) Gregos e romanos classificavam de bárbaros povos que viviam da caça e da coleta, como os persas, em oposição aos povos urbanos civilizados.   

 

 

Resposta:

 

[A]

 

O termo bárbaro foi usado diversas vezes ao longo da História para designar aqueles que eram de fora. Para os romanos, por exemplo, era bárbaro todo aquele que não falava latim.

 

 

 

 

7. (Unicamp 2014)  Com relação ao ornamento, Roma não correspondia, absolutamente, à majestade do Império e, além disso, estava exposta às inundações, como também aos incêndios. Porém, Augusto fez dela uma cidade tão bela que pode se envaidecer, principalmente por ter deixado uma cidade de mármore no lugar onde encontrara uma de tijolos.

 

(Adaptado de Suetônio, A Vida dos Doze Césares. São Paulo: Martin Claret, 2006, p. 91.)

 

 

Considerando o texto e o período de Otávio Augusto no governo de Roma, responda:

 

a) Qual a relação da nova urbanização da capital do Império com o período de paz que Augusto pretendia simbolizar?

 

b) Identifique uma medida social e uma medida política estabelecidas por Augusto para adaptar a tradição romana ao novo momento.

 

 

Resposta:

 

a) Otávio Augusto promoveu o que chamamos de Pax Romana durante seu governo em Roma. Na tentativa de reurbanizar Roma, que era um grande domínio, mas ainda carecia de uma melhor organização urbana (suas ruas eram estreitas e sujas, havia vários cortiços e prédios construídos com tijolo), Otávio promoveu uma grande reforma urbana para embelezar e engrandecer a cidade. A substituição do material utilizado nas construções (tijolo por mármore) simboliza a superação dos problemas enfrentados por Roma no final da República. A transformação da cidade indica o poder centralizador de Otávio. 

 

b) Otávio manteve a estrutura de poder da República (Senado), mas com poder meramente simbólico, centralizando a política em torno de si;

Otávio criou a divisão censitária na cidade, relacionando posição social e participação política com a renda dos romanos.

 

 

 

 

8. (Unicamp 2013)  Por que as pessoas se casavam na Roma Antiga? Para esposar um dote, um dos meios honrosos de enriquecer, e para ter, em justas bodas, rebentos que, sendo legítimos, perpetuassem o corpo cívico, o núcleo dos cidadãos. Os políticos não falavam exatamente em natalismo, futura mão de obra, mas em sustento do núcleo de cidadãos que fazia a cidade perdurar exercendo a “função de cidadão” ou devendo exercê-la.

 

(Adaptado de P. Ariès e G. Duby, História da Vida Privada. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. v. 1, p. 47.)

 

a) Por que o casamento tinha uma conotação política entre os cidadãos, na Roma Antiga?

b) Indique dois grupos excluídos da cidadania durante a República romana (509-27 a.C.).

 

 

Resposta:

 

a) Para assegurar a manutenção dos privilégios das elites patrícias, através de filhos legítimos de cidadãos romanos, garantindo-lhes o poder político e marginalizando outros grupos.

b) Escravos, libertos, estrangeiros, mulheres, crianças, plebeus em alguns períodos.

 

 

 

 

9. (Unicamp 2010)  Os impérios desenvolveram diferentes estratégias de inclusão. O império romano permitia a multiplicidade de crenças, desde que a lealdade política estivesse assegurada. Espanha e Portugal, entretanto, apesar de terem incorporado povos de línguas e culturas diversas sob seus governos, impuseram uma uniformidade legal e religiosa, praticando políticas de intolerância religiosa como caminho preferencial para assegurar a submissão e a lealdade de seus súditos.

 

(Adaptado de Stuart B. Schwartz, Impérios intolerantes: unidade religiosa e perigo da tolerância nos impérios ibéricos da época moderna, em R. Vainfas & Rodrigo B. Monteiro (orgs.), Império de várias faces. São Paulo: Alameda, 2009, p. 26.)

 

a) A partir do texto, diferencie o império Romano dos impérios ibéricos modernos.

b) Quais as políticas praticadas pelas monarquias ibéricas na Era Moderna que caracterizam a intolerância religiosa?

 

 

Resposta:

 

a) Desde a origem de Roma, os romanos já cultuavam vários deuses e ao longo dos séculos, assimilaram diversas influências religiosas. A expansão territorial e o advento do Império levaram à incorporação de cultos orientais, além daqueles de origem helenística. O cristianismo sofreu perseguições, pois os cristãos negavam o caráter divino do imperador.

 

Quanto aos impérios ibéricos, durante sua formação, Portugal e Espanha eram leais à Igreja Católica e empenhavam-se no propósito cruzadista de expansão da fé católica impondo a religião aos povos de seus domínios.

 

b) Nas áreas conquistadas e colonizadas pelos países ibéricos, o catolicismo foi imposto aos nativos por meio da catequese realizada por missionários, sobretudo os jesuítas. Também foram significativas a atuação da Inquisição como instrumento de combate às eventuais práticas consideradas heréticas e prática dos espanhóis de construírem igrejas sobre as ruínas de templos das civilizações pré-colombianas.

 

 

 

 

10. (Unicamp 2009)  Após a tomada e o saque de Roma pelos visigodos, em 410, pagãos e cristãos interrogaram-se sobre as causas do acontecimento. Para os pagãos, a resposta era clara: foram os maus princípios cristãos, o abandono da religião de Roma, que provocaram o desastre e o declínio que se lhe seguiram. Do lado cristão, a queda de Roma era explicada pela comparação entre os bárbaros virtuosos e os romanos decadentes: dissolutos, preguiçosos, sendo a luxúria a origem de todos os seus pecados.

 

(Adaptado de Jacques Le Goff, "Decadência", em História e Memória. Campinas, Ed. da Unicamp, 1990, p. 382-385.)

 

a) Identifique no texto duas visões opostas sobre a queda de Roma.

b) Entre o surgimento do cristianismo e a queda de Roma, que mudanças ocorreram na relação do Império Romano com a religião cristã?

 

 

Resposta:

 

a) Para os pagãos, a queda de Roma seria um castigo pelo abandono da crença nas divindades romanas tradicionais; para os cristãos, seria um castigo divino pelos pecados dos romanos, destacando-se a o pecado da luxúria.

 

b) A princípio, o cristianismo foi alvo de perseguições ordenadas pelos imperadores, sobretudo, por não reconhecerem a autoridade divina dos imperadores. Porém, apesar da violência das perseguições, o número de cristãos aumentou levando os imperadores buscar seu apoio. O imperador Constantino, concedeu-lhes liberdade de culto pelo Edito de Milão em 313 e Teodósio proclamou o cristianismo religião oficial do Império Romano através do Edito de Tessalônica em 391.

 

 

 

 

11. (Unicamp 2007)  Em Roma, no século XV, destruíram-se muitos e belos monumentos, sem que as autoridades ou os mecenas se lembrassem de os restaurar. No melhor período desse "regresso ao antigo", ocorrido durante o Renascimento italiano, não se restaura nenhuma ruína, e toda a gente continua a explorar templos, teatros e anfiteatros, como se fossem pedreiras.

            (Adaptado de Jacques Heers. "Idade Média: uma impostura". Porto: Edições Asa. 1994, p. 111.)

 

a) Segundo o texto, quais foram as duas atitudes em relação à cidade de Roma no Renascimento?

b) Explique a importância da cidade de Roma na Antiguidade.

c) Por que o Renascimento italiano valorizou as cidades?

 

 

Resposta:

 

a) A destruição de monumentos romanos ainda existentes e a não preocupação de restaurar outros que já se encontravam deteriorados.

 

b) Foi a capital do mais importante império na Antiguidade, sendo um poderoso centro político e administrativo e centro de difusão, irradiação e consolidação dos valores da civilização clássica (greco-romana).

 

c) Por que as cidades italianas à época do Renascimento eram, além de importantes centro econômicos, verdadeiros Estados dotados de soberania, onde os governantes ou a burguesia em busca de projeção, estimulavam as artes. Também, os valores da Renascença representavam uma contraposição aos valores do mundo feudal, essencialmente rural.

 

 

 

 

12. (Unicamp 2005)  Se Roma existe, é por seus homens e seus hábitos. Sem nossas instituições antigas, sem nossas tradições venerandas, sem nossos singulares heróis, teria sido impossível aos mais ilustres cidadãos fundar e manter, durante tão longo tempo, a nossa República. (Adaptado de Cícero, Da República, em "Os Pensadores", v. 5. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 184).

 

a) Nomeie e caracterize uma das instituições políticas da República romana (509-31a.C.).

b) A expansão, ocorrida durante a República, fez com que os romanos tivessem contato com o mundo helenista e incorporassem alguns costumes e tradições. O que foi o helenismo e qual sua importância na Roma republicana?

 

 

Resposta:

 

a) O Senado, originário do período da Realeza, era o principal órgão da República Romana, exercendo funções legislativas e de política externa. Era formado por um certo número de senadores com mandatos vitalícios e dominado pelos patrícios (Aristocracia Fundiária de Roma).

 

b) Entende-se por helenismo, a tradição cultural da civilização grega ou helênica.

     Durante a fase republicana de Roma, foram adotados a religião grega, alterando-se os nomes dos deuses, e verifica-se grande influência da cultura grega nas artes, na arquitetura e na literatura romanas.

 

 

 

 

13. (Unicamp 2002)  Neste depoimento, o Imperador Augusto (30a.C.-14d.C.) descreve a "Paz Romana", realização que assinala o apogeu da expansão do Império no Mediterrâneo:

Estendi os limites de todas as províncias do povo romano fronteiriças de nações que escapavam à obediência ao Império. Restabeleci a ordem nas províncias das Gálias, das Espanhas, na Germânia. Juntei o Egito ao Império, recuperei a Sicília, a Sardenha e as províncias além do Adriático.

            (Adaptado de Gustavo Freitas, "900 textos e documentos de História", Lisboa, Plátano, s.d., v. 1, p.96-7.)

 

a) Qual foi o meio utilizado por Augusto para estabelecer a "Paz Romana"?

 

b) Explique a importância do Mar Mediterrâneo para o Império Romano.

 

c) Quais as formas de governo que antecederam a ascensão dos imperadores em Roma?

 

 

Resposta:

 

a) Com a organização e mobilização de um poderoso exército, Augusto promoveu um período de grande prosperidade aos romanos. A esse período (A Paz Romana) associam-se a reforma político-administrativa, a organização sistemática da "política do pão e circo" e o estímulo às artes.

 

b) O Mediterrâneo (Mare Nostrum para os antigos romanos) proporcionava a conexão de Roma com as distantes regiões do Império e com os principais centros econômicos, além de permitir a mobilização militar.

 

c) Monarquia e República.

 

 

 

 

14. (Unicamp 2001)  Acerca do fascínio exercido pelos espetáculos de sangue na arena, muitos romanos afirmavam que eles inspiravam um nobre desprezo pela morte. Mas é possível interpretar esses espetáculos como um ritual que reafirmava o poder e a autoridade do Estado romano. Os gladiadores, por exemplo, eram indivíduos sem direitos, marginalizados ou condenados por subversão da ordem pública. Ao executá-los em público, o povo romano reunido celebrava a sua superioridade e o seu direito de dominar.

            (Adaptado de J A. Shelton, "As the Romans Did", Oxford, 1998, p.350.)

 

a) De que maneira esse texto interpreta a popularidade dos espetáculos de sangue na Roma antiga?

 

b) Por que, segundo o texto, o sacrifício de um gladiador perante o público reforçava as relações de dominação na sociedade romana?

 

c) Explique por que os cristãos foram perseguidos em nome da ordem pública romana.

 

 

Resposta:

 

a) De acordo com o texto os espetáculos de sangue serviam para os romanos celebrarem sua superioridade e domínio sobre outros povos.

 

b) O sacrifício de um gladiador fortalecia o poder e a autoridade do Estado ao impor provações físicas aos indivíduos considerados marginalizados ou transgressor da ordem pública.

 

c) Os cristãos se negavam ao culto divino do imperador e questionavam a escravidão elemento essencial à sociedade romana.

 

 

 

 

15. (Unicamp 2000)  No ano de 73 a.C., um grande número de escravos e camponeses pobres se rebelaram contra as autoridades romanas no sul da Itália. Os escravos buscavam retornar às suas pátrias. Depois de resistirem aos exércitos romanos durante dois anos, a maioria foi massacrada.

            (Traduzido e adaptado de P. Brunt, SOCIAL CONFLICTS IN THE ROMAN REPUBLIC)

 

a) Compare, a escravidão na Roma Antiga e na América Colonial, identificando suas diferenças.

 

b) Quais foram as formas de resistência escrava nesses dois períodos?

 

 

Resposta:

 

a) Na Roma Antiga, o escravismo constituiu-se na base da organização econômica, sendo os escravos obtidos inicialmente por dívidas, mas principalmente pelas guerras de conquista.

Na América Colonial o trabalho escravo aparece adequado à acumulação primitiva de capital, sobretudo o tráfico negreiro.

 

b) Na Roma Antiga, as rebeliões de caráter militar como a liderada por Spartacus.

Na América Colonial enfrentamento pela luta armada, organização de quilombos e preservação das tradições culturais e religiosas.

 

 

 

 

16. (Unicamp 1999)  Leia com atenção os dois comentários abaixo sobre colonização:

 

"A colonização foi um meio de consolidação da dominação romana e a única medida político-social de longo alcance com que o estado romano conseguiu atenuar os desequilíbrios que afetavam o seu corpo social".

            (Adaptado de M. Weber, "História Agrária Romana", Martins Fontes, 1994)

 

"O esforço de colonização dos portugueses distingue-se principalmente pela predominância do seu caráter de exploração comercial antes de tudo litorânea e tropical".

            (Adaptado de S. Buarque de Hollanda, "Raízes do Brasil", 1936)

 

a) Quais os principais objetivos da colonização romana?

b) Compare o processo de colonização portuguesa com o processo de colonização romana, apontando as diferenças.

 

 

Resposta:

 

a) Assegurar a posse dos territórios conquistados e reduzir as tensões sociais na República Romana.

 

b) A colonização portuguesa foi organizada em função da acumulação primitiva de capitais apoiada nas "plantations" de açúcar e tabaco e na exploração de metais preciosos.

A colonização romana procurava manter a dominação militar e a romanização sobre os povos conquistados, bem como assegurar riquezas e abastecimento para Roma.

 

 

 

 

17. (Unicamp 1997)  "Augusto conquistou os soldados com presentes, o povo com pão barato, e todos os homens com os frutos da paz. Assim tornou-se progressivamente mais poderoso, congregando em si as funções do Senado, dos magistrados e das leis."

                        (Tácito, Anais 1.2, MOSES HADAS, ED., THE COMPLETE WORKS OF TACITUS, NEW YORK, RANDOM HOUSE, 1942, p. 3).

 

a) Identifique o período da história de Roma tratado nesse texto.

b) A partir dos elementos indicados no texto, caracterize o Estado romano durante esse período.

 

 

Resposta:

 

a) O Principado de Augusto no início do Império Romano.

b) Poderes centralizados nas mãos do Imperador, utilização da política do pão e circo e adoção da Pax Romana.

 

 

 

 

18. (Unicamp 1996)  O Mar Mediterrâneo foi a maior de todas as vias de circulação romanas e dele resultou a formação do Império Romano.

a) Como se deu a conquista do mar Mediterrâneo pelos romanos?

b) Explique a importância dessa conquista para a formação do Império Romano.

 

 

Resposta:

 

a) Após as guerras púnicas, Roma passou a praticar um imperialismo militar.

b) As terras conquistadas eram colonizadas, o povo escravizado e as riquezas espoliadas.

 

 

 

 

19. (Unicamp 1995)  Os princípios do cristianismo chocaram-se com os valores romanos, em especial a partir do momento em que os imperadores passaram a ser vistos como divindades.

Entre os séculos I e III, as perseguições aos cristãos foram constantes.

a) Cite três características do cristianismo naquele período.

b) Explique por que os princípios cristãos eram uma ameaça ao poder político dos imperadores romanos.

 

 

Resposta:

 

a) Religião proibida, oferecia-se uma cosmovisão e era praticada principalmente por escravos e os mais pobres.

b) Pois não aceitavam o imperador como divindade, acarretando uma desobediência política.

 

 

 

 

20. (Unicamp 1992)  "Os jovens eram educados para serem fortes para a guerra. No Campo de Marte, perto de Roma, aprendiam a manejar a espada, a lançar o disco e as lanças, a correr, saltar, nadar e cavalgar. Aprendiam a obedecer para depois saberem mandar."

                        (Bruna R. Cantele, HISTÓRIA DINÂMICA ANTIGA E MEDIEVAL)

 

Com base no texto, responda:

a) qual era a função da educação romana?

b) qual foi a sua importância na expansão do império?

 

 

Resposta:

 

a) Formar um exército disciplinado e bem treinado.

b) Foi a base do império, o exército romano foi responsável pelo último e maior império da antiguidade.

 

 

 

 

21. (Unicamp 1991)  Na Roma antiga, o escravo era considerado um animal de trabalho sobre o qual o senhor detinha o direito de vida e de morte.

a) Em quais condições alguém se tornava escravo na Roma antiga?

b) Relacione três das principais atividades em que a mão de obra escrava era utilizada.

 

 

Resposta:

 

a) Por dívidas antes da Lei Licínia ou por conquistas militares.

b) Agricultura, minas, artesanato e comércio.