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Lista de Exercícios sobre o Brasil Colonial

Lista de exercícios de Brasil colônia no ENEM. As questões sobre Brasil colonial no ENEM.

Lista de Exercícios sobre o Brasil Colonial

 

1. (Enem 2016)  A linhagem dos primeiros críticos ambientais brasileiros não praticou o elogio laudatório da beleza e da grandeza do meio natural brasileiro. O meio natural foi elogiado por sua riqueza e potencial econômico, sendo sua destruição interpretada como um signo de atraso, ignorância e falta de cuidado.

PADUA, J. A. Um sopro de destruição: pensamento político e crítica ambiental no Brasil escravista (1786-1888). Rio de Janeiro: Zahar, 2002 (adaptado).

 

 

Descrevendo a posição dos críticos ambientais brasileiros dos séculos XVIII e XIX, o autor demonstra que, via de regra, eles viam o meio natural como

a) ferramenta essencial para o avanço da nação.   

b) dádiva divina para o desenvolvimento industrial.   

c) paisagem privilegiada para a valorização fundiária.   

d) limitação topográfica para a promoção da urbanização.   

e) obstáculo climático para o estabelecimento da civilização.   

 

2. (Enem 2016)  A África Ocidental é conhecida pela dinâmica das suas mulheres comerciantes, caracterizadas pela perícia, autonomia e mobilidade. A sua presença, que fora atestada por viajantes e por missionários portugueses que visitaram a costa a partir do século XV, consta também na ampla documentação sobre a região. A literatura é rica em referências às grandes mulheres como as vendedoras ambulantes, cujo jeito para o negócio, bem como a autonomia e mobilidade, é tão típico da região.

 

HAVIK, P. Dinâmicas e assimetrias afro-atlânticas: a agência feminina e representações em mudança na Guiné (séculos XIX e XX). In: PANTOJA. S. (Org.). Identidades, memórias e histórias em terras africanas. Brasília: LGE; Luanda: Nzila, 2006.

 

 

A abordagem realizada pelo autor sobre a vida social da África Ocidental pode ser relacionada a uma característica marcante das cidades no Brasil escravista nos séculos XVIII e XIX, que se observa pela

a) restrição à realização do comércio ambulante por africanos escravizados e seus descendentes.   

b) convivência entre homens e mulheres livres, de diversas origens, no pequeno comércio.   

c) presença de mulheres negras no comércio de rua de diversos produtos e alimentos.   

d) dissolução dos hábitos culturais trazidos do continente de origem dos escravizados.   

e) entrada de imigrantes portugueses nas atividades ligadas ao pequeno comércio urbano.   

 

3. (Enem 2019)  O processamento da mandioca era uma atividade já realizada pelos nativos que viviam no Brasil antes da chegada de portugueses e africanos. Entretanto, ao longo do processo de colonização portuguesa, a produção da farinha foi aperfeiçoada e ampliada, tornando-se lugar-comum em todo o território da colônia portuguesa na América. Com a consolidação do comércio atlântico em suas diferentes conexões, a farinha atravessou os mares e chegou aos mercados africanos.

 

BEZERRA, N. R. Escravidão, farinha e tráfico atlântico: um novo olhar sobre as relações entre o Rio de Janeiro e Benguela (1790-1830). Disponível em: www.bn.br. Acesso em: 20 ago. 2014 (adaptado).

 

 

Considerando a formação do espaço atlântico, esse produto exemplifica historicamente a

a) difusão de hábitos alimentares.    

b) disseminação de rituais festivos.    

c) ampliação dos saberes autóctones.    

d) apropriação de costumes guerreiros.    

e) diversificação de oferendas religiosas.    

 

4. (Enem 2018)  Outra importante manifestação das crenças e tradições africanas na Colônia eram os objetos conhecidos como “bolsas de mandinga”. A insegurança tanto física como espiritual gerava uma necessidade generalizada de proteção: das catástrofes da natureza, das doenças, da má sorte, da violência dos núcleos urbanos, dos roubos, das brigas, dos malefícios de feiticeiros etc. Também para trazer sorte, dinheiro e até atrair mulheres, o costume era corrente nas primeiras décadas do século XVIII, envolvendo não apenas escravos, mas também homens brancos.

 

CALAINHO, D. B. Feitiços e feiticeiros. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013 (adaptado).

 

 

A prática histórico-cultural de matriz africana descrita no texto representava um(a)

a) expressão do valor das festividades da população pobre.   

b) ferramenta para submeter os cativos ao trabalho forçado.    

c) estratégia de subversão do poder da monarquia portuguesa.    

d) elemento de conversão dos escravos ao catolicismo romano.    

e) instrumento para minimizar o sentimento de desamparo social.    

 

5. (Enem 2017) 

 

A fotografia, datada de 1860, é um indício da cultura escravista no Brasil, ao expressar a

a) ambiguidade do trabalho doméstico exercido pela ama de leite, desenvolvendo uma relação de proximidade e subordinação em relação aos senhores.   

b) integração dos escravos aos valores das classes médias, cultivando a família como pilar da sociedade imperial.   

c) melhoria das condições de vida dos escravos observada pela roupa luxuosa, associando o trabalho doméstico a privilégios para os cativos.   

d) esfera da vida privada, centralizando a figura feminina para afirmar o trabalho da mulher na educação letrada dos infantes.   

e) distinção étnica entre senhores e escravos, demarcando a convivência entre estratos sociais como meio para superar a mestiçagem.   

 

6. (Enem 2016)  Texto I

 

Documentos do século XVI algumas vezes se referem aos habitantes indígenas como “os brasis”, ou “gente brasília” e, ocasionalmente no século XVII, o termo “brasileiro” era a eles aplicado, mas as referências ao status econômico e jurídico desses eram muito mais populares. Assim, os termos “negro da terra” e “índios” eram utilizados com mais frequência do que qualquer outro.

 

SCHWARTZ, S. B. Gente da terra braziliense da nação. Pensando o Brasil: a construção de um povo. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000).

São Paulo: Senac, 2000 (adaptado).

 

 

Texto II

 

Índio é um conceito construído no processo de conquista da América pelos europeus. Desinteressados pela diversidade cultural, imbuídos de forte preconceito para com o outro, o indivíduo de outras culturas, espanhóis, portugueses, franceses e anglo-saxões terminaram por denominar da mesma forma povos tão díspares quanto os tupinambás e os astecas.

SILVA, K. V.; SILVA, M. H. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005.

 

 

Ao comparar os textos, as formas de designação dos grupos nativos pelos europeus, durante o período analisado, são reveladoras da

a) concepção idealizada do território, entendido como geograficamente indiferenciado.   

b) percepção corrente de uma ancestralidade comum às populações ameríndias.   

c) compreensão etnocêntrica acerca das populações dos territórios conquistados.   

d) transposição direta das categorias originadas no imaginário medieval.    

e) visão utópica configurada a partir de fantasias de riqueza.    

 

7. (Enem 2013)  Seguiam-se vinte criados custosamente vestidos e montados em soberbos cavalos; depois destes, marchava o Embaixador do Rei do Congo magnificamente ornado de seda azul para anunciar ao Senado que a vinda do Rei estava destinada para o dia dezesseis. Em resposta obteve repetidas vivas do povo que concorreu alegre e admirado de tanta grandeza.

 

“Coroação do Rei do Congo em Santo Amaro”, Bahia apud DEL PRIORE, M. Festas e utopias no Brasil colonial. In: CATELLI JR., R. Um olhar sobre as festas populares brasileiras. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).

 

Originária dos tempos coloniais, a festa da Coroação do Rei do Congo evidencia um processo de

a) exclusão social.   

b) imposição religiosa.   

c) acomodação política.   

d) supressão simbólica.   

e) ressignificação cultural.   

 

8. (Enem 2019)  A partir da segunda metade do século XVIII, o número de escravos recém-chegados cresce no Rio e se estabiliza na Bahia. Nenhum lugar servia tão bem à recepção de escravos quanto o Rio de Janeiro.

FRANÇA, R. O tamanho real da escravidão. O Globo, 5 abr. 2015 (adaptado).

 

 

Na matéria, o jornalista informa uma mudança na dinâmica do tráfico atlântico que está relacionada à seguinte atividade:

a) Coleta de drogas do sertão.    

b) Extração de metais preciosos.    

c) Adoção da pecuária extensiva.    

d) Retirada de madeira do litoral.   

e) Exploração da lavoura de tabaco.    

 

9. (Enem 2019)  Entre os combatentes estava a mais famosa heroína da Independência. Nascida em Feira de Santana, filha de lavradores pobres, Maria Quitéria de Jesus tinha trinta anos quando a Bahia começou a pegar em armas contra os portugueses. Apesar da proibição de mulheres nos batalhões de voluntários, decidiu se alistar às escondidas. Cortou os cabelos, amarrou os seios, vestiu-se de homem e incorporou-se às fileiras brasileiras com o nome de Soldado Medeiros.

 

GOMES, L. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.

 

 

No processo de Independência do Brasil, o caso mencionado é emblemático porque evidencia a

a) rigidez hierárquica da estrutura social.    

b) inserção feminina nos ofícios militares.   

c) adesão pública dos imigrantes portugueses.    

d) flexibilidade administrativa do governo imperial.    

e) receptividade metropolitana aos ideais emancipatórios.    

 

10. (Enem 2018)  TEXTO I

 

E pois que em outra cousa nesta parte me não posso vingar do demônio, admoesto da parte da cruz de Cristo Jesus a todos que este lugar lerem, que deem a esta terra o nome que com tanta solenidade lhe foi posto, sob pena de a mesma cruz que nos há de ser mostrada no dia final, os acusar de mais devotos do pau-brasil que dela.

 

BARROS, J. In: SOUZA, L M. Inferno atlântico: demonologia e colonização: séculos XVI-XVIII. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.

 

 

TEXTO II

 

E deste modo se hão os povoadores, os quais, por mais arraigados que na terra estejam e mais ricos que sejam, tudo pretendem levar a Portugal, e, se as fazendas e bens que possuem souberam falar, também lhes houveram de ensinar a dizer como os papagaios, aos quais a primeira coisa que ensinam é: papagaio real para Portugal, porque tudo querem para lá.

 

SALVADOR. F. V In: SOUZA, L. M. (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

 

 

As críticas desses cronistas ao processo de colonização portuguesa na América estavam relacionadas à

a) utilização do trabalho escravo.   

b) implantação de polos urbanos.   

c) devastação de áreas naturais.    

d) ocupação de terras indígenas.    

e) expropriação de riquezas locais.    

 

11. (Enem 2018)  A rebelião luso-brasileira em Pernambuco começou a ser urdida em 1644 e explodiu em 13 de junho de 1645, dia de Santo Antônio. Uma das primeiras medidas de João Fernandes foi decretar nulas as dívidas que os rebeldes tinham com os holandeses. Houve grande adesão da “nobreza da terra”, entusiasmada com esta proclamação heroica.

 

VAINFAS. R Guerra declarada e paz fingida na restauração portuguesa. Tempo, n. 27, 2009.

 

 

O desencadeamento dessa revolta na América portuguesa seiscentista foi o resultado do(a)

a) fraqueza bélica dos protestantes batavos.   

b) comércio transatlântico da África ocidental.   

c) auxílio financeiro dos negociantes flamengos.    

d) diplomacia internacional dos Estados ibéricos.    

e) interesse econômico dos senhores de engenho.    

 

12. (Enem 2017)  O instituto popular, de acordo com o exame da razão, fez da figura do alferes Xavier o principal dos Inconfidentes, e colocou os seus parceiros a meia ração de glória. Merecem, decerto, a nossa estima aqueles outros; eram patriotas. Mas o que se ofereceu a carregar com os pecadores de Israel, o que chorou de alegria quando viu comutada a pena de morte dos seus companheiros, pena que só ia ser executada nele, o enforcado, o esquartejado, o decapitado, esse tem de receber o prêmio na proporção do martírio, e ganhar por todos, visto que pagou por todos.

 

ASSIS, M. Gazeta de Notícias, n. 114, 24 abr. 1892.

 

 

No processo de transição para a República, a narrativa machadiana sobre a Inconfidência Mineira associa

a) redenção cristã e cultura cívica.   

b) veneração aos santos e radicalismo militar.    

c) apologia aos protestantes e culto ufanista.    

d) tradição messiânica e tendência regionalista.    

e) representação eclesiástica e dogmatismo ideológico.    

 

13. (Enem 2016)  TEXTO I

 

 

 

TEXTO II

Os santos tornaram-se grandes aliados da Igreja para atrair novos devotos, pois eram obedientes a Deus e ao poder clerical. Contando e estimulando o conhecimento sobre a vida dos santos, a Igreja transmitia aos fiéis os ensinamentos que julgava corretos e que deviam ser imitados por escravos que, em geral, traziam outras crenças de suas terras de origem, muito diferentes das que preconizava a fé católica.

 

OLIVEIRA; A. J. Negra devoção. Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 20, maio 2007 (adaptado).

 

 

Posteriormente ressignificados no interior de certas irmandades e no contato com outra matriz religiosa, o ícone e a prática mencionada no texto estiveram desde o século XVII relacionados a um esforço da Igreja Católica para

a) reduzir o poder das confrarias.   

b) cristianizar a população afro-brasileira.   

c) espoliar recursos materiais dos cativos.   

d) recrutar libertos para seu corpo eclesiástico.   

e) atender a demanda popular por padroeiros locais.   

 

14. (Enem 2016)  O que ocorreu na Bahia de 1798, ao contrário das outras situações de contestação política na América Portuguesa, é que o projeto que lhe era subjacente não tocou somente na condição, ou no instrumento, da integração subordinada das colônias no império luso. Dessa feita, ao contrário do que se deu nas Minas Gerais (1789), a sedição avançou sobre a sua decorrência.

 

JANCSÓ, I.; PIMENTA, J. P. Peças de um mosaico. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 2000.

 

 

A diferença entre as sedições abordadas no texto encontrava-se na pretensão de

a) eliminar a hierarquia militar.   

b) abolir a escravidão africana.   

c) anular o domínio metropolitano.   

d) suprimir a propriedade fundiária.   

e) extinguir o absolutismo monárquico.   

 

15. (Enem 2015)  A língua de que usam, por toda a costa, carece de três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei, e dessa maneira vivem desordenadamente, sem terem além disto conta, nem peso, nem medida.

GÂNDAVO, P M. A primeira historia do Brasil: história da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2004 (adaptado).

 

 

A observação do cronista português Pero de Magalhães de Gândavo, em 1576, sobre a ausência das letras F, L e R na língua mencionada, demonstra a

a) simplicidade da organização social das tribos brasileiras.   

b) dominação portuguesa imposta aos índios no início da colonização.   

c) superioridade da sociedade europeia em relação à sociedade indígena.   

d) incompreensão dos valores socioculturais indígenas pelos portugueses.   

e) dificuldade experimentada pelos portugueses no aprendizado da língua nativa.   

 

16. (Enem 2015)  Iniciou-se em 1903 a introdução de obras de arte com representações de bandeirantes no acervo do Museu Paulista, mediante a aquisição de uma tela que homenageava o sertanista que comandara a destruição do Quilombo de Palmares. Essa aquisição, viabilizada por verba estadual, foi simultânea à emergência de uma interpretação histórica que apontava o fenômeno do sertanismo paulista como o elo decisivo entre a trajetória territorial do Brasil e de São Paulo, concepção essa que se consolidaria entre os historiadores ligados ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo ao longo das três primeiras décadas do século XX.

 

MARINS, P. c. G. Nas matas com pose de reis: a representação de bandeirantes e a tradição da retratística monárquica europeia. Revista do LEB, n. 44, tev. 2007.

 

 

A prática governamental descrita no texto, com a escolha dos temas das obras, tinha como propósito a construção de uma memória que

a) afirmava a centralidade de um estado na política do país.   

b) resgatava a importância da resistência escrava na história brasileira.   

c) evidenciava a importância da produção artística no contexto regional.   

d) valorizava a saga histórica do povo na afirmação de uma memória social.   

e) destacava a presença do indígena no desbravamento do território colonial.   

 

17. (Enem 2014)  O índio era o único elemento então disponível para ajudar o colonizador como agricultor, pescador, guia, conhecedor da natureza tropical e, para tudo isso, deveria ser tratado como gente, ter reconhecidas sua inocência e alma na medida do possível. A discussão religiosa e jurídica em torno dos limites da liberdade dos índios se confundiu com uma disputa entre jesuítas e colonos. Os padres se apresentavam como defensores da liberdade, enfrentando a cobiça desenfreada dos colonos.

 

CALDEIRA, J. A nação mercantilista. São Paulo: Editora 34, 1999 (adaptado).

 

Entre os séculos XVI e XVIII, os jesuítas buscaram a conversão dos indígenas ao catolicismo. Essa aproximação dos jesuítas em relação ao mundo indígena foi mediada pela

a) demarcação do território indígena.   

b) manutenção da organização familiar.   

c) valorização dos líderes religiosos indígenas.   

d) preservação do costume das moradias coletivas.   

e) comunicação pela língua geral baseada no tupi.   

 

18. (Enem 2014)  A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades diversas e funcionários régios continuaram embarcando para o Brasil atrás da corte, dos seus empregos e dos seus parentes após o ano de 1808.

NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

 

Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência da América portuguesa por terem

a) incentivado o clamor popular por liberdade.   

b) enfraquecido o pacto de dominação metropolitana.   

c) motivado as revoltas escravas contra a elite colonial.   

d) obtido o apoio do grupo constitucionalista português.   

e) provocado os movimentos separatistas das províncias.   

 

19. (Enem 2013)  De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.

 

Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.

 

A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo:

a) Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos.   

b) Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa.   

c) Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente.   

d) Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a superioridade europeia.   

e) Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar a ausência de trabalho.   

 

20. (Enem 2012)  Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.

 

VIEIRA, A. Sermões. Tomo XI. Porto: Lello & Irmão, 1951 (adaptado).

 

O trecho do sermão do Padre Antônio Vieira estabelece uma relação entre a Paixão de Cristo e

a) a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros.   

b) a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana.   

c) o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios.   

d) o papel dos senhores na administração dos engenhos.   

e) o trabalho dos escravos na produção de açúcar.   

 

21. (Enem 2012)  A experiência que tenho de lidar com aldeias de diversas nações me tem feito ver, que nunca índio fez grande confiança de branco e, se isto sucede com os que estão já civilizados, como não sucederá o mesmo com esses que estão ainda brutos.

 

NORONHA, M. Carta a J. Caldeira Brant. 2 jan. 1751. Apud CHAIM, M. M. Aldeamentos indígenas (Goiás: 1749-1811). São Paulo: Nobel, Brasília: INL, 1983 (adaptado).

 

Em 1749, ao separar-se de São Paulo, a capitania de Goiás foi governada por D. Marcos de Noronha, que atendeu às diretrizes da política indigenista pombalina que incentivava a criação de aldeamentos em função

a) das constantes rebeliões indígenas contra os brancos colonizadores, que ameaçavam a produção de ouro nas regiões mineradoras.   

b) da propagação de doenças originadas do contato com os colonizadores, que dizimaram boa parte da população indígena.   

c) do empenho das ordens religiosas em proteger o indígena da exploração, o que garantiu a sua supremacia na administração colonial.   

d) da política racista da Coroa Portuguesa, contrária à miscigenação, que organizava a sociedade em uma hierarquia dominada pelos brancos.   

e) da necessidade de controle dos brancos sobre a população indígena, objetivando sua adaptação às exigências do trabalho regular.   

 

22. (Enem 2012)  Próximo da Igreja dedicada a São Gonçalo nos deparamos com uma impressionante multidão que dançava ao som de suas violas. Tão logo viram o Vice-Rei, cercaram-no e o obrigaram a dançar e pular, exercício violento e pouco apropriado tanto para sua idade quanto posição. Tivemos nós mesmos que entrar na dança, por bem ou por mal, e não deixou de ser interessante ver numa igreja padres, mulheres, frades, cavalheiros e escravos a dançar e pular misturados, e a gritar a plenos pulmões “Viva São Gonçalo do Amarante”.

 

BARBINAIS, Le Gentil. Noveau Voyage autour du monde. Apud: TINHORÃO, J. R. As festas no Brasil Colonial. São Paulo: Ed. 34, 2000 (adaptado).

 

O viajante francês, ao descrever suas impressões sobre uma festa ocorrida em Salvador, em 1717, demonstra dificuldade em entendê-la, porque, como outras manifestações religiosas do período colonial, ela

a) seguia os preceitos advindos da hierarquia católica romana.   

b) demarcava a submissão do povo à autoridade constituída.   

c) definia o pertencimento dos padres às camadas populares.   

d) afirmava um sentido comunitário de partilha da devoção.   

e) harmonizava as relações sociais entre escravos e senhores.   

 

23. (Enem 2012)  Torna-se claro que quem descobriu a África no Brasil, muito antes dos europeus, foram os próprios africanos trazidos como escravos. E esta descoberta não se restringia apenas ao reino linguístico, estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive à da religião. Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos.

 

SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP, n.º 12, dez./jan./fev. 1991-92 (adaptado).

 

Com base no texto, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da África, a experiência da escravidão no Brasil tornou possível a

a) formação de uma identidade cultural afro-brasileira.   

b) superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias.   

c) reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos.   

d) manutenção das características culturais específicas de cada etnia.   

e) resistência à incorporação de elementos culturais indígenas.   

 

24. (Enem 2011)  O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro,

chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.

 

CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.

 

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de

a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.   

b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.   

c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.   

d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.   

e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.   

 

25. (Enem 2010)  Os tropeiros foram figuras decisivas na formação de vilarejos e cidades do Brasil colonial. A palavra tropeiro vem de "tropa" que, no passado, se referia ao conjunto de homens que transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a outro no lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo auge foi a exploração de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras preciosas também atraiu grandes contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era cada vez mais necessário dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido).

Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos da cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado.

 

Disponível em http://www.tribunadoplanalto.com.br.

Acesso em: 27 nov. 2008.

 

A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à

a) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam nas minas.   

b) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que viviam nas regiões das minas.   

c) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam gado e mercadoria.   

d) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam dispor de alimentos.   

e) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da exploração do ouro.   

 

26. (Enem 2010)  Em 2008 foram comemorados os 200 anos da mudança da família real portuguesa para o Brasil, onde foi instalada a sede do reino. Uma sequência de eventos importantes ocorreu no período 1808-1821, durante os 13 anos em que D. João VI e a família real portuguesa permaneceram no Brasil.

Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:

• Bahia – 1808: Parada do navio que trazia a família real portuguesa para o Brasil, sob a proteção da marinha britânica, fugindo de um possível ataque de Napoleão.

• Rio de Janeiro – 1808: desembarque da família real portuguesa na cidade onde residiriam durante sua permanência no Brasil.

• Salvador – 1810: D. João VI assina a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas, ato antecipadamente negociado com a Inglaterra em troca da escolta dada à esquadra portuguesa.

• Rio de Janeiro – 1816: D. João VI torna-se rei do Brasil e de Portugal, devido à morte de sua mãe, D. Maria I.

• Pernambuco – 1817: As tropas de D. João VI sufocam a revolução republicana.

 

GOMES. L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado)

 

Uma das consequências desses eventos foi

a) a decadência do império britânico, em razão do contrabando de produtos ingleses através dos portos brasileiros,   

b) o fim do comércio de escravos no Brasil, porque a Inglaterra decretara, em 1806, a proibição do tráfico de escravos em seus domínios.   

c) a conquista da região do rio da Prata em represália à aliança entre a Espanha e a França de Napoleão.   

d) a abertura de estradas, que permitiu o rompimento do isolamento que vigorava entre as províncias do país, o que dificultava a comunicação antes de 1808.   

e) o grande desenvolvimento econômico de Portugal após a vinda de D. João VI para o Brasil, uma vez que cessaram as despesas de manutenção do rei e de sua família.   

 

27. (Enem 2010)  Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil.

 

Alvará de liberdade para as indústrias (1º de Abril de 1808). In: Bonavides, P.; Amaral, R. Textos políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado).

 

O projeto industrializante de D. João, conforme expresso no alvará, não se concretizou. Que características desse período explicam esse fato?

a) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento das manufaturas portuguesas.   

b) A dependência portuguesa da Inglaterra e o predomínio industrial inglês sobre suas redes de comércio.   

c) A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da chegada da família real portuguesa.   

d) O confronto entre a França e a Inglaterra e a posição dúbia assumida por Portugal no comércio internacional.   

e) O atraso industrial da colônia provocado pela perda de mercados para as indústrias portuguesas.   

 

28. (Enem 2009) 

 

As terras brasileiras foram divididas por meio de tratados entre Portugal e Espanha. De acordo com esses tratados, identificados no mapa, conclui-se que

a) Portugal, pelo Tratado de Tordesilhas, detinha o controle da foz do rio Amazonas.   

b) o Tratado de Tordesilhas utilizava os rios como limite físico da América portuguesa.   

c) o Tratado de Madri reconheceu a expansão portuguesa além da linha de Tordesilhas.   

d) Portugal, pelo Tratado de San Ildefonso, perdia territórios na América em relação ao de Tordesilhas.   

e) o Tratado de Madri criou a divisão administrativa da América Portuguesa em Vice-Reinos Oriental e Ocidental.   

 

29. (Enem 2009)  Hoje em dia, nas grandes cidades, enterrar os mortos é uma prática quase íntima, que diz respeito apenas à família. A menos, é claro, que se trate de uma personalidade conhecida. Entretanto, isso nem sempre foi assim. Para um historiador, os sepultamentos são uma fonte de informações importantes para que se compreenda, por exemplo, a vida política das sociedades.

No que se refere às práticas sociais ligadas aos sepultamentos,

a) na Grécia Antiga, as cerimônias fúnebres eram desvalorizadas, porque o mais importante era a democracia experimentada pelos vivos.   

b) na Idade Média, a Igreja tinha pouca influência sobre os rituais fúnebres, preocupando-se mais com a salvação da alma.   

c) no Brasil colônia, o sepultamento dos mortos nas igrejas era regido pela observância da hierarquia social.   

d) na época da Reforma, o catolicismo condenou os excessos de gastos que a burguesia fazia para sepultar seus mortos.   

e) no período posterior à Revolução Francesa, devido as grandes perturbações sociais, abandona-se a prática do luto.   

 

30. (Enem 2009)  No final do século XVI, na Bahia, Guiomar de Oliveira denunciou Antônia Nóbrega à Inquisição. Segundo o depoimento, esta lhe dava “uns pós não sabe de quê, e outros pós de osso de finado, os quais pós ela confessante deu a beber em vinho ao dito seu marido para ser seu amigo e serem bem-casados, e que todas estas coisas fez tendo-lhe dito a dita Antônia e ensinado que eram coisas diabólicas e que os diabos lha ensinaram”.

ARAÚJO, E. O teatro dos vícios. Transgressão e transigência na sociedade urbana colonial. Brasília: UnB/José Olympio, 1997.

 

Do ponto de vista da Inquisição,

a) o problema dos métodos citados no trecho residia na dissimulação, que acabava por enganar o enfeitiçado.   

b) o diabo era um concorrente poderoso da autoridade da Igreja e somente a justiça do fogo poderia eliminá-lo.   

c) os ingredientes em decomposição das poções mágicas eram condenados porque afetavam a saúde da população.   

d) as feiticeiras representavam séria ameaça à sociedade, pois eram perceptíveis suas tendências feministas.   

e) os cristãos deviam preservar a instituição do casamento recorrendo exclusivamente aos ensinamentos da Igreja.   

 

31. (Enem 2009)  No tempo da independência do Brasil, circulavam nas classes populares do Recife trovas que faziam alusão à revolta escrava do Haiti:

 

Marinheiros e caiados

Todos devem se acabar,

Porque só pardos e pretos

O país hão de habitar.

 

AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura Acadêmica, 1907.

 

O período da independência do Brasil registra conflitos raciais, como se depreende

a) dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti, que circulavam entre a população escrava e entre os mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças.   

b) da rejeição aos portugueses, brancos, que significava a rejeição à opressão da Metrópole, como ocorreu na Noite das Garrafadas.   

c) do apoio que escravos e negros forros deram à monarquia, com a perspectiva de receber sua proteção contra as injustiças do sistema escravista.   

d) do repúdio que os escravos trabalhadores dos portos demonstravam contra os marinheiros, porque estes representavam a elite branca opressora.   

e) da expulsão de vários líderes negros independentistas, que defendiam a implantação de uma república negra, a exemplo do Haiti.   

 

32. (Enem 2006)           No princípio do século XVII, era bem insignificante e quase miserável a Vila de São Paulo. João de Laet davalhe 200 habitantes, entre portugueses e mestiços, em 100 casas; a Câmara, em 1606, informava que eram 190 os moradores, dos quais 65 andavam homiziados*.

 

*homiziados: escondidos da justiça

 

            Nelson Werneck Sodré. Formação histórica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1964.

 

            Na época da invasão holandesa, Olinda era a capital e a cidade mais rica de Pernambuco. Cerca de 10% da população, calculada em aproximadamente 2.000 pessoas, dedicavam-se ao comércio, com o qual muita gente fazia fortuna. Cronistas da época afirmavam que os habitantes ricos de Olinda viviam no maior luxo.

 

            Hildegard Féist. Pequena história do Brasil holandês. São Paulo: Moderna, 1998 (com adaptações).

 

Os textos apresentados retratam, respectivamente, São Paulo e Olinda no início do século XVII, quando Olinda era maior e mais rica. São Paulo é, atualmente, a maior metrópole brasileira e uma das maiores do planeta. Essa mudança deveu-se, essencialmente, ao seguinte fator econômico:

a) maior desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar no planalto de Piratininga do que na Zona da Mata Nordestina.   

b) atraso no desenvolvimento econômico da região de Olinda e Recife, associado à escravidão, inexistente em São Paulo.   

c) avanço da construção naval em São Paulo, favorecido pelo comércio dessa cidade com as Índias.   

d) desenvolvimento sucessivo da economia mineradora, cafeicultora e industrial no Sudeste.   

e) destruição do sistema produtivo de algodão em Pernambuco quando da ocupação holandesa.   

 

33. (Enem 2003)  O mapa a seguir apresenta parte do contorno da América do Sul destacando a bacia amazônica. Os pontos assinalados representam fortificações militares instaladas no século XVIII pelos portugueses. A linha indica o Tratado de Tordesilhas revogado pelo Tratado de Madri, apenas em 1750.

 

 

Pode-se afirmar que a construção dos fortes pelos portugueses visava, principalmente, dominar

a) militarmente a bacia hidrográfica do Amazonas.   

b) economicamente as grandes rotas comerciais.   

c) as fronteiras entre nações indígenas.   

d) o escoamento da produção agrícola.   

e) o potencial de pesca da região.   

 

34. (Enem 2003)  Jean de Léry viveu na França na segunda metade do século XVI, época em que as chamadas guerras de religião opuseram católicos e protestantes. No texto a seguir, ele relata o cerco da cidade de Sancerre por tropas católicas.

 

(...) desde que os canhões começaram a atirar sobre nós com maior frequência, tornou-se necessário que todos dormissem nas casernas. Eu logo providenciei para mim um leito feito de um lençol atado pelas suas duas pontas e assim fiquei suspenso no ar, à maneira dos selvagens americanos (entre os quais eu estive durante dez meses) o que foi imediatamente imitado por todos os nossos soldados. De tal maneira que a caserna logo ficou cheia deles. Aqueles que dormiram assim puderam confirmar o quanto esta maneira é apropriada tanto para evitar os vermes quanto para manter as roupas limpas (...).

 

Neste texto, Jean de Léry

a) despreza a cultura e rejeita o patrimônio dos indígenas americanos.   

b) revela-se constrangido por ter de recorrer a um invento de "selvagens".   

c) reconhece a superioridade das sociedades indígenas americanas com relação aos europeus.   

d) valoriza o patrimônio cultural dos indígenas americanos, adaptando-o às suas necessidades.   

e) valoriza os costumes dos indígenas americanos porque eles também eram perseguidos pelos católicos.   

 

35. (Enem 2001)  Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma peça para teatro chamada "Calabar", pondo em dúvida a reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invasão do Nordeste brasileiro, em 1632.

 

- Calabar traiu o Brasil que ainda não existia?  Traiu Portugal, nação que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista e discriminatória, traiu a elite branca?

 

Os textos referem-se também a esta personagem.

 

Texto I:

 

"... dos males que causou à Pátria, a História, a inflexível História, lhe chamará infiel, desertor e traidor, por todos os séculos"

            Visconde de Porto Seguro, in: SOUZA JÚNIOR, A. Do Recôncavo aos Guararapes. Rio de Janeiro: Bibliex, 1949.

 

Texto II

 

"Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em consequência de vários crimes praticados..." (os crimes referidos são o de contrabando e roubo).

 

            CALMON P. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.

 

Pode-se afirmar que:

a) A peça e os textos abordam a temática de maneira parcial e chegam às mesmas conclusões.   

b) A peça e o texto I refletem uma postura tolerante com relação à suposta traição de Calabar, e o texto II mostra uma posição contrária à atitude de Calabar.   

c) Os textos I e II mostram uma postura contrária à atitude de Calabar, e a peça demostra uma posição indiferente em relação ao seu suposto ato de traição.   

d) A peça e o texto II são neutros com relação à suposta traição de Calabar, ao contrário do texto I, que condena a atitude de Calabar.   

e) A peça questiona a validade da reputação de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II descreve ações positivas e negativas dessa personagem.   

 

Gabarito:  

 

Resposta da questão 1:
 [A]

 Resposta da questão 2:
 [C]

 Resposta da questão 3:
 [A]

Resposta da questão 4:
 [E]

Resposta da questão 5:
 [A]

Resposta da questão 6:
 [C]

Resposta da questão 7:
 [E]

Resposta da questão 8:
 [B]

 Resposta da questão 9:
 [A]

Resposta da questão 10:
 [E]

Resposta da questão 11:
 [E]

 Resposta da questão 12:
 [A]

 Resposta da questão 13:
 [B]

 Resposta da questão 14:
 [B]

 Resposta da questão 15:
 [D]

Resposta da questão 16:
 [A]

Resposta da questão 17:
 [E]

Resposta da questão 18:
 [B]

 Resposta da questão 19:
 [A]

 Resposta da questão 20:
 [E]

 Resposta da questão 21:
 [E]

Resposta da questão 22:
 [D]

Resposta da questão 23:
 [A]

Resposta da questão 24:
 [A]

Resposta da questão 25:
 [C]

Resposta da questão 26:
 [C]

 Resposta da questão 27:
 [B]

Resposta da questão 28:
 [C]

 Resposta da questão 29:
 [C]

 Resposta da questão 30:
 [E]

 Resposta da questão 31:
 [A]

 Resposta da questão 32:
 [D]

Resposta da questão 33:
 [A]

Resposta da questão 34:
 [D]

Resposta da questão 35:
 [E]