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Política no período colonial

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Política no período colonial

 

1. (Enem 2018)  TEXTO I

 

E pois que em outra cousa nesta parte me não posso vingar do demônio, admoesto da parte da cruz de Cristo Jesus a todos que este lugar lerem, que deem a esta terra o nome que com tanta solenidade lhe foi posto, sob pena de a mesma cruz que nos há de ser mostrada no dia final, os acusar de mais devotos do pau-brasil que dela.

 

BARROS, J. In: SOUZA, L M. Inferno atlântico: demonologia e colonização: séculos XVI-XVIII. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.

 

 

TEXTO II

 

E deste modo se hão os povoadores, os quais, por mais arraigados que na terra estejam e mais ricos que sejam, tudo pretendem levar a Portugal, e, se as fazendas e bens que possuem souberam falar, também lhes houveram de ensinar a dizer como os papagaios, aos quais a primeira coisa que ensinam é: papagaio real para Portugal, porque tudo querem para lá.

 

SALVADOR. F. V In: SOUZA, L. M. (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

 

 

As críticas desses cronistas ao processo de colonização portuguesa na América estavam relacionadas à

a) utilização do trabalho escravo.   

b) implantação de polos urbanos.   

c) devastação de áreas naturais.    

d) ocupação de terras indígenas.    

e) expropriação de riquezas locais.    

 

2. (Enem 2018)  A rebelião luso-brasileira em Pernambuco começou a ser urdida em 1644 e explodiu em 13 de junho de 1645, dia de Santo Antônio. Uma das primeiras medidas de João Fernandes foi decretar nulas as dívidas que os rebeldes tinham com os holandeses. Houve grande adesão da “nobreza da terra”, entusiasmada com esta proclamação heroica.

 

VAINFAS. R Guerra declarada e paz fingida na restauração portuguesa. Tempo, n. 27, 2009.

 

 

O desencadeamento dessa revolta na América portuguesa seiscentista foi o resultado do(a)

a) fraqueza bélica dos protestantes batavos.   

b) comércio transatlântico da África ocidental.   

c) auxílio financeiro dos negociantes flamengos.    

d) diplomacia internacional dos Estados ibéricos.    

e) interesse econômico dos senhores de engenho.    

 

3. (Enem 2017)  O instituto popular, de acordo com o exame da razão, fez da figura do alferes Xavier o principal dos Inconfidentes, e colocou os seus parceiros a meia ração de glória. Merecem, decerto, a nossa estima aqueles outros; eram patriotas. Mas o que se ofereceu a carregar com os pecadores de Israel, o que chorou de alegria quando viu comutada a pena de morte dos seus companheiros, pena que só ia ser executada nele, o enforcado, o esquartejado, o decapitado, esse tem de receber o prêmio na proporção do martírio, e ganhar por todos, visto que pagou por todos.

 

ASSIS, M. Gazeta de Notícias, n. 114, 24 abr. 1892.

 

 

No processo de transição para a República, a narrativa machadiana sobre a Inconfidência Mineira associa

a) redenção cristã e cultura cívica.   

b) veneração aos santos e radicalismo militar.    

c) apologia aos protestantes e culto ufanista.    

d) tradição messiânica e tendência regionalista.    

e) representação eclesiástica e dogmatismo ideológico.    

 

4. (Enem 2016)  O que ocorreu na Bahia de 1798, ao contrário das outras situações de contestação política na América Portuguesa, é que o projeto que lhe era subjacente não tocou somente na condição, ou no instrumento, da integração subordinada das colônias no império luso. Dessa feita, ao contrário do que se deu nas Minas Gerais (1789), a sedição avançou sobre a sua decorrência.

 

JANCSÓ, I.; PIMENTA, J. P. Peças de um mosaico. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 2000.

 

 

A diferença entre as sedições abordadas no texto encontrava-se na pretensão de

a) eliminar a hierarquia militar.   

b) abolir a escravidão africana.   

c) anular o domínio metropolitano.   

d) suprimir a propriedade fundiária.   

e) extinguir o absolutismo monárquico.   

 

5. (Enem 2015)  Iniciou-se em 1903 a introdução de obras de arte com representações de bandeirantes no acervo do Museu Paulista, mediante a aquisição de uma tela que homenageava o sertanista que comandara a destruição do Quilombo de Palmares. Essa aquisição, viabilizada por verba estadual, foi simultânea à emergência de uma interpretação histórica que apontava o fenômeno do sertanismo paulista como o elo decisivo entre a trajetória territorial do Brasil e de São Paulo, concepção essa que se consolidaria entre os historiadores ligados ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo ao longo das três primeiras décadas do século XX.

 

MARINS, P. c. G. Nas matas com pose de reis: a representação de bandeirantes e a tradição da retratística monárquica europeia. Revista do LEB, n. 44, tev. 2007.

 

 

A prática governamental descrita no texto, com a escolha dos temas das obras, tinha como propósito a construção de uma memória que

a) afirmava a centralidade de um estado na política do país.   

b) resgatava a importância da resistência escrava na história brasileira.   

c) evidenciava a importância da produção artística no contexto regional.   

d) valorizava a saga histórica do povo na afirmação de uma memória social.   

e) destacava a presença do indígena no desbravamento do território colonial.   

 

6. (Enem 2009) 

As terras brasileiras foram divididas por meio de tratados entre Portugal e Espanha. De acordo com esses tratados, identificados no mapa, conclui-se que

a) Portugal, pelo Tratado de Tordesilhas, detinha o controle da foz do rio Amazonas.   

b) o Tratado de Tordesilhas utilizava os rios como limite físico da América portuguesa.   

c) o Tratado de Madri reconheceu a expansão portuguesa além da linha de Tordesilhas.   

d) Portugal, pelo Tratado de San Ildefonso, perdia territórios na América em relação ao de Tordesilhas.   

e) o Tratado de Madri criou a divisão administrativa da América Portuguesa em Vice-Reinos Oriental e Ocidental.   

 

7. (Enem 2003)  O mapa a seguir apresenta parte do contorno da América do Sul destacando a bacia amazônica. Os pontos assinalados representam fortificações militares instaladas no século XVIII pelos portugueses. A linha indica o Tratado de Tordesilhas revogado pelo Tratado de Madri, apenas em 1750.

Pode-se afirmar que a construção dos fortes pelos portugueses visava, principalmente, dominar

a) militarmente a bacia hidrográfica do Amazonas.   

b) economicamente as grandes rotas comerciais.   

c) as fronteiras entre nações indígenas.   

d) o escoamento da produção agrícola.   

e) o potencial de pesca da região.   

 

8. (Enem 2001)  Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma peça para teatro chamada "Calabar", pondo em dúvida a reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invasão do Nordeste brasileiro, em 1632.

 

- Calabar traiu o Brasil que ainda não existia?  Traiu Portugal, nação que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista e discriminatória, traiu a elite branca?

 

Os textos referem-se também a esta personagem.

 

Texto I:

 

"... dos males que causou à Pátria, a História, a inflexível História, lhe chamará infiel, desertor e traidor, por todos os séculos"

            Visconde de Porto Seguro, in: SOUZA JÚNIOR, A. Do Recôncavo aos Guararapes. Rio de Janeiro: Bibliex, 1949.

 

Texto II

 

"Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em consequência de vários crimes praticados..." (os crimes referidos são o de contrabando e roubo).

 

            CALMON P. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.

 

Pode-se afirmar que:

a) A peça e os textos abordam a temática de maneira parcial e chegam às mesmas conclusões.   

b) A peça e o texto I refletem uma postura tolerante com relação à suposta traição de Calabar, e o texto II mostra uma posição contrária à atitude de Calabar.   

c) Os textos I e II mostram uma postura contrária à atitude de Calabar, e a peça demostra uma posição indiferente em relação ao seu suposto ato de traição.   

d) A peça e o texto II são neutros com relação à suposta traição de Calabar, ao contrário do texto I, que condena a atitude de Calabar.   

e) A peça questiona a validade da reputação de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II descreve ações positivas e negativas dessa personagem.