Carregando Idioma...

Resumo de Absolutismo para o ENEM - 1

Resumo de Absolutismo para o ENEM - 1

Muito importante pra entender como que os reis, aqueles que vemos no cinema, sabe?

Como que esses reis foram capazes de construir uma situação em que eles fossem portadores de um poder absoluto, representantes de um Estado com poder absoluto sobre os súditos? Sobre aqueles que, nobres ou não, se submetem ao estado? Aliás, vamos lembrar o seguinte, as monarquias nacionais estão se formando,

Os países vão se formar em processos mais ou menos duradouros, mas podemos considerar que em 1385 temos Portugal, em 1492 com a conquista de Granada a consolidação da Espanha mais parecida com a que conhecemos hoje, a França no século XVI a partir Luís XIII, e a Inglaterra também do século XVI a partir de Henrique VIII terão esse sistema absolutista. Cada país tem um processo diferente que em certos momentos se aproxima e em outros se distancia do absolutismo, mas podemos pensar, de forma geral que, entre o século xv e xviii as monarquias europeias tiveram como característica comum o poder absoluto do estado sobre seus súditos.

Vamos lembrar que os interesses do Estado Moderno, ou seja, os interesses desse estado que nasce na idade moderna, estão muito ligados ao comércio. O desenvolvimento do comércio, das cidades e da burguesia levaram ao fortalecimento do poder do Rei, que de certa forma apoiava os negócios burgueses que sustentavam seus estados. O reino formado garantia maior fluidez, quer dizer mais facilidade pro comércio, por exemplo com uma língua padrão, com um sistema padronizado de medidas de peso, comprimento, volume, também com uma única moeda, além disso, quanto menos fronteiras, menos impostos de alfândega! Claro, temos a formação de um maior mercado consumidor e de um maior mercado fornecedor de matéria prima. Seria mais fácil fazer comércio com apenas um sistema político, com isso a centralização do poder está muito ligada ao comércio.

O processo de centralização tem várias etapas, em ritmos diferentes em cada país, mas foi preciso primeiro que reconhecessem o poder do rei, que o rei montasse seu exército nacional, que pudesse arrecadar impostos nacionais, enfim, temos um longo caminho até o poder absoluto.

Imagine você o que seria preciso para que alguém te convencesse de que uma pessoa é tão superior a você, mas tão superior que você  será súdito dela, ou seja, vai ser submisso, vai acatar a todas as ordens, vai admirar e, sobretudo, vai estar genuinamente convencido. Difícil, não é? Primeiro, é preciso lembrar que se você tivesse nascido na França de Luís XIV por exemplo, você não seria a pessoa que você é hoje! Não é incrível? Você teria outros valores, outro lazer, outra forma de pensar! Pra começar, não ter tudo que a televisão, o cinema e a internet te ensinaram, só isso já te mudaria demais, não é mesmo? Além disso, as descobertas científicas e a maneira de produzir conhecimento são outras, por isso as pessoas têm crenças diferentes das nossas. Então não duvide da crença nem ache que os caras da Idade Moderna eram burros, ou ingênuos por acreditarem no poder total do estado, pense que eles eram diferentes, tinham outros valores, outras ideias. Beleza?

Que ideias são essas? Que forma de pensar é essa? Olha, para além de tudo o que a Igreja dizia sobre a hierarquia dos nobres e dos reis sobre os servos, temos ainda alguns pensadores que se dedicaram a justificar o poder absoluto dos reis. Chamamos esses pensadores, ou esses filósofos de teóricos absolutistas. Quer dizer, esses autores que se dedicavam a justificar e legitimar o poder absoluto do estado. Alguns deles são Thomas Hobbes, Jean Bodin, Jacques Bossuet e Thomas Morus. Outro pensador também foi Nicolau Maquiavel, que escreveu uma espécie de manual do político, ou, um livro em que ele, Maquiavel, procura estabelecer estratégias para que o governante exerça o poder garantindo a estabilidade de seu governo.

 

Agora vamos ver a contribuição de Thomas Hobbes para convencer as pessoas de que o rei e o estado devem ter poder ilimitado. Hobbes nasceu em 1588 e morreu em 1679. Seu livro mais importante pra nós é o Leviatã. Neste livro Hobbes aponta que para que uma sociedade exista de forma pacífica e duradoura, é importante que exista um soberano, ou seja, um governante, que esteja observando a sociedade e agindo sobre ela de forma a regular as relações entre seus membros. Se acaso a harmonia seja rompida, cabe a este soberano agir em nome do Estado, ou seja, em nome de todos, para garantir esta harmonia. O que isso quer dizer? Basicamente, quer dizer o seguinte: Hobbes considerava que se o homem não é posto sob vigilância e controle, este homem fará tudo que puder para alcançar seus objetivos, ainda que isso signifique prejudicar a alguém.

Nossa, como assim? Ah! Tipo assim, sabe aquele cara que fura a fila da cantina se ninguém estiver olhando? Tipo ele! Ou seja, é preciso que alguém esteja olhando e, sobretudo, seja capaz de usar a força, se necessário, para evitar a falta de harmonia na fila. Entendeu? Agora, esse cara que fura a fila é boa gente? Pode até ser, mas Hobbes o usaria de exemplo pra dizer o seguinte: o homem em estado de natureza é mau! Porque faz qualquer coisa pra se dar bem, ou seja, se ninguém estiver fiscalizando, punindo e ditando as regras, o homem faz o que quiser pra conseguir seus objetivos. Assim, para Hobbes, apenas o estado deve poder usar a força e ditar as regras, e, portanto, o Rei, único homem capaz de controlar o Estado legitimamente, deve ter poder total sobre o Estado e sobre os súditos para manter a ordem livrando aquela sociedade do caos. Por isso muitos usam a frase o homem é lobo do homem, lembra? Um atrapalha o outro e a sociedade se descontrola.

Jean Bodin e Jacques Bossuet são dois autores franceses que, de forma geral, defendem que o poder do rei representa o poder de deus na terra. Isso significa que deus escolheu uma família pela qual descendem as tradições e a vontade divina que tornam o rei representante de deus na terra. Assim, o rei deve ser obedecido como o próprio deus, ok?

Maquiavel e Thomas more, ou Thomas Morus pensam de outra forma, para eles a política é uma relação entre homens, e deve ser pensada assim: de forma humanista. As obras desses autores contam com contribuições da antiguidade para a questão política da idade moderna. Ambos no entanto afirmam que o indivíduo deve ser submisso ao estado.  Mas isso vamos tratar em outra aula, Nicolau  Maquiavel e Thomas morus.

 (Udesc 2012)  Em relação à Formação dos Estados Nacionais Modernos, é correto afirmar.

a) O absolutismo e o poder centralizado no monarca foram as bases iniciais para a formação do Estado Nacional Moderno.   

b) Os Estados se formam sob bases democráticas e não sob as absolutistas.   

c) O poder descentralizado foi uma das marcas da Instituição Estado Nacional Moderno.   

d) A forte mobilidade social fez com que os burgueses produzissem a Instituição do Estado Nacional Moderno.   

e) Os burgueses controlavam o exército e cobravam impostos do povo para as cortes.