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Roma Antiga - Monarquia

Roma Antiga - Monarquia

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Tempo – Séculos 8 a.C a 5 d.C
Espaço – Europa Ocidental/Península Itálica

A história da Roma Antiga se divide em três períodos simples: monarquia, república e império, conforme o esquema abaixo, que você pode guardar para se situar em seus estudos.

A fundação de Roma, conforme pudemos conhecer neste artigo, tem suas bases mitológicas (como as lendas dos três Horácios, do rapto das Sabinas e de Rômulo e Remo), mas também tem sua fundamentação histórica e nesse sentido, arqueólogos afirmam que a cidade se desenvolveu a partir de um acampamento de pastores latinos às margens do Rio Tibre. Este acampamento, inicialmente simples, acabou se desenvolvendo com o passar dos séculos, absorvendo as influências de diversos povos que viviam nos arredores, como os Etruscos, os Sabinos e os Gregos, que viviam ao sul da península itálica, a chamada Magna Grécia (Grande Grécia).

Mas quais as condições que propiciaram a esse pequeno pouso se transformar em um dos mais poderosos impérios da História?

Pra começar, os primeiros habitantes de Roma tinham a importante característica de serem não apenas receptivos, como também de absorverem as culturas dos povos que os cercavam e nesse sentido, a lenda do rapto das Sabinas é de alguma forma, bastante simbólica. Essa é uma característica importantíssima para que possamos compreender como um pequeno povoado conseguiu não apenas sobreviver, como também prosperar.

Outra característica importante e que erroneamente pode parecer inversa à primeira, é o fato de os romanos agirem, desde cedo, sob uma ideia imperialista. Ou seja, para os romanos, era fundamental "conquistar para não ser conquistado" e cada uma dessas conquistas, desde muito cedo, era comemorada com muita pompa e cerimônia, como na lenda dos três Horácios.

Além disso, expandir o território traz mais terras e pessoas, ou seja, mais riquezas, força militar e mão de obra escrava. Era a receita certeira para a criação de um grande império. Nesse sentido, você deve apenas tomar cuidado para não confundir a formação de um império com a presença de um Imperador no comando. Um imperador é um líder militar que comanda um império, mas um império não precisa ser necessariamente comandado por um imperador.

Como veremos, na história de Roma, o império foi comandado por reis, por cônsules e enfim, por imperadores.

A Monarquia

Entre os anos 753 a 509 a.C, Roma foi governada por reis. Eles contavam com o apoio de um Senado (um conselho de anciões, cidadãos mais antigos e importantes de Roma) e mesmo detendo enorme poder, tinham que ter suas medidas aprovadas pela Assembleia Curiata, ou Cúria, que era formada por todos os patrícios.

Para que isso fique bem claro, os Patrícios eram aqueles que "possuíam a pátria" , ou seja, aqueles que eram donos de terra e detinham o poder político, ou seja, a cidadania plena.

A estrutura social da Roma Antiga era liderada por pelos Patrícios, seguidos de outras classes, como os Clientes e os Plebeus, livres e sem direito político (até um certo ponto da história romana) e por fim os Escravos.

Os Clientes formavam um grupo social bastante incomum, pois suas vidas estavam intimamente ligadas aos Patrícios. Normalmente eram estrangeiros ou refugiados e vivam como agregados, realizando tarefas como fiscalizar escravos, comprar, vender, ou supervisionar algum trabalho.

Abaixo deles, os Plebeus, que eram trabalhadores livres e que compunham a imensa maioria da população de Roma, Por muitos séculos, camponeses, comerciantes, artesãos e soldados não possuíam nem terras e nem direitos políticos.

Por fim, os escravos, que poderiam ser prisioneiros de guerra ou condenados por dívidas, o que era bastante comum em Roma. Lembre-se que esse tipo de escravidão é um tanto diferente de outras modalidades de escravidão, como a que aconteceu no Brasil, pois muitas vezes o escravo romano não era um objeto de compra e venda e seu cativeiro poderia ter um prazo para terminar.

Veja o esquema abaixo.

A pirâmide social da Roma Antiga
A pirâmide social da Roma Antiga

Durante um perídio da monarquia, os romanos foram conquistados pelos Etruscos, que dominaram Roma até o governo de Tarquini. Esse período ficou conhecido como a "era dos reis tiranos" e representou um rompimento dessa estrutura de poder, afinal estrangeiros dominavam o território.

No entanto, a presença etrusca trouxe diversos novos conhecimentos para Roma, como a mitologia, a filosofia, a arquitetura e o alfabeto grego, que vão transformar a forma como os romanos enxergavam o mundo, sua moral, a construção e a escrita. Além disso, a presença etrusca ensinou aos romanos diversas táticas e formações militares que, futuramente, seriam essenciais para a expansão de Roma e para a eliminação dos próprios etruscos.

Com o final do domínio etrusco, temos o início da República Romana. Tarquínio, o soberbo, sofreu um golpe dos senadores, que proclamaram o senado a instituição mais importante de Roma. Ao contrário da monarquia, a república tem diversas instituições, ou seja, órgãos administrativos. e descentraliza bastante o poder.

Isso, no entanto, é assunto para outro texto!

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