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Rousseau

Rousseau


Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo e teórico político francês, reconhecido como um dos maiores pensadores do Iluminismo francês. Um escritor prolífico em muitos assuntos, é considerado um dos pais intelectuais da Revolução Francesa, fundador do movimento romântico na literatura e engendrador de muitos movimentos pedagógicos modernos.

A ampla influência de seu pensamento origina-se não apenas de seus tratados políticos e filosóficos mais conhecidos - "Du contrat social; ou principes du droit politique" ("O contrato social"; 1762), "Discours sur les sciences et les arts" ("Discurso sobre as ciências e as artes"; 1750) e "Discours sur l'origine et les fondaments de l'inégalité parmi les hommes" ("Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre a humanidade"; 1755) - mas também de seus romances eloquentes e escritos autobiográficos - "La Nouvelle Héloïse "(1761), "Émile, ou de l'éducation" ("Émile"; 1762) e "Les Confessions de JJ Rousseau" ("The Confessions of JJ Rousseau"; 1782-89).

Os escritos políticos de Rousseau tiveram um impacto tremendo no pensamento ocidental e podemos dizer que suas ideias ainda ecoam em nossas vidas, nos regimes democráticos e nas constituições ao redor do mundo.

Ele foi um grande crítico da sociedade Absolutista, que considerava corrupta, viciosa e artificial e se revoltou contra a tradição, os costumes e as formalidades da época. Não aceitava as gritantes desigualdades sociais e acreditava no Naturalismo, que defendia, em linhas gerais, a igualdade perante todos os homens. Na natureza, o homem seria livre, virtuoso, piedoso, amoral, pois vivia sem as convenções sociais e sem o Estado.

Para Rousseau, o homem comum se encontrava acorrentado e apenas uma transformação racional na sociedade seria capaz de quebrar essas amarras. Desenvolve, assim, a sua teoria do Contrato Social, evitando o poder tirânico dos reis e da religião que o legitimava e entregando a sociedade ao homem comum, que segundo ele, era plenamente capaz de exercer o poder.

O Contrato social representaria a "vontade geral", privilegiando o bem comum em detrimento ao bem individual, proporcionando, assim, liberdade para todos. Nessa democracia, o poder não estaria apenas nas mãos dos reis, mas sim nos cidadãos, que poderiam escolher seus governantes. Para Rousseau, o Estado não deveria ser o Leviatã de Hobbes e sim fruto de um acordo entre toda a sociedade civil. O Estado passa, assim, a pertencer a todos e não apenas a um grupo social.

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