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Socialismo: O governo de Stálin

No plano político, Stálin consolidou seu poder assumindo integralmente o controle do Partido Comunista, transformado no poder máximo que supervisionava todos os sovietes.

Socialismo: O governo de Stálin

o governo de Josef Stálin (1924-1953)

A URSS, sob o comando de Stálin, viveu a socialização total, com a abolição da NEP e a instauração dos planos quinquenais, que objetivavam modernizar e industrializar a União Soviética. O primeiro deles (1928-1933) estava voltado para o aumento da produção de maneira global, com o estímulo à industrialização, sobretudo na área da indústria pesada (siderurgia, maquinaria, etc.). No meio rural foi feita a coletivização agrícola, com duas formas de estabelecimento rural: os sovkhozes (fazendas estatais) e os kolkhozes (cooperativas). Ao ser implantado o segundo plano quinquenal, na década de 1930, já se notavam os efeitos positivos do primeiro plano: a indústria de base crescera aproximadamente sete vezes em relação a 1928, e a indústria de bens de consumo, quatro vezes. O terceiro plano quinquenal, iniciado em 1938, visava desenvolver a indústria especializada, especialmente a química, mas não pôde ser colocado em prática devido à eclosão da Segunda Guerra Mundial.

 No plano político, Stálin consolidou seu poder assumindo integralmente o controle do Partido Comunista, transformado no poder máximo que supervisionava todos os sovietes. Subordinada ao partido estava a polícia política revolucionária, organização chamada inicialmente de Cheka e, depois, em 1922, transformada em GPU, a Administração Política do Estado, sob a chefia de Stálin.

Centralizando todo o poder do Estado soviético, Stálin livrou-se da oposição de Trótski, exilando-o em 1929. Mais tarde, principalmente entre 1936 e 1938, reafirmou sua autoridade ao afastar todos os potenciais opositores, recorrendo para isso a julgamentos, condenações, expulsões do partido e punições – processos que ficaram conhecidos como expurgos de Moscou. Sem alarde ou protestos, que eram abafados pelo medo, muitos líderes políticos e cidadãos comuns foram aprisionados, executados ou mandados para prisões em regiões remotas, como a Sibéria.

Mesmo fora da União Soviética, Trótski continuou a fazer oposição ao governo stalinista, criticando os processos de Moscou e a farsa das retratações de acusados, até ser assassinado por um agente da polícia política soviética no México, em 1940.

No plano externo, 65 partidos comunistas internacionais, representando mais de 3 milhões de comunistas do mundo todo, apoiaram abertamente a política stalinista no congresso da Internacional Comunista (Komintern), ocorrido em 1935, em Moscou. Um ano antes, a União Soviética já participava da Liga das Nações, como prova de reconhecimento diplomático por parte de vários países capitalistas outrora aliados do exército russo branco. Na década de 1930, a consolidação do governo fascista de Benito Mussolini, na Itália, e a ascensão do governo nazista de Adolf Hitler, na Alemanha, provocariam uma alteração substancial na política mundial, envolvendo a União Soviética nos conflitos do período. O pacto anti-Komintern, assinado entre o Japão, a Itália e a Alemanha, em 1936, tornava-se um desafio não só à existência de um país sob o regime comunista, mas também ao movimento operário internacional.

 

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